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Falso dilema entre os falsos conceitos de pacificação e radicalização

Por Dom Orvandil.

Li atento a entrevista do neoliberal petista, governador Rui Costa, da Bahia.

Neoliberal porque o governador se diz de esquerda e pratica privatizações em nome do discurso demagógico do emprego e da ajuda aos programas sociais.

Rui nega a força popular e o papel dele como liderança política, apequenando-se na mobilização do povo baiano na resistência ao neoliberalismo e ao fascismo,  para se render ao discurso e ao método do mercado. Na entrevista ao jornalão do mercado, Folha de São Paulo do dia 14/12, que ajudou a torturar e a matar presos políticos pela ditadura, não se diferencia em nada do miliciano Jair Bolsonaro.

O governador faz enorme confusão, tudo indica que é de propósito,  para enganar o campo de mobilização popular, entre pacificação e radicalização.

Nesse imbróglio enfiou Lula de modo oportunista e atravessado, no ímpeto de influenciar o discurso e as ações políticas do ex presidente,  justo na véspera das caravanas dele pelo Nordeste a partir de janeiro. Pelo balanço da carroça conjuntural é possível supor que há nisso infiltração poderosa contra a possível bem vinda revolta popular. É só comparar as ameaças com AI -5 e outras bobagens milicianas e fascistas do clã assassino do Conjunto Residencial Barra Pesada e dos milicos empijamados, remanescentes torturadores e assassinos da ditadura imperialista-militar.

A proposital confusão de Rui entre ‘pacificação’ e ‘radicalização’ é puramente intencional porque ideológica e neoliberal.

Dizer que Lula sempre foi conciliador sem a devida crítica à fase socialdemocrata do ‘paz e amor’, sem se referir ao desastre político nacional que isso representou para o Brasil e para o povo é de uma desonestidade intelectual clamorosa.

Pior quando se deseja voltar àquilo que Rui chamou de Lula conciliador, acontecido noutro contexto, importando linha política tática  sem uma estratégia clara e comprometida para vestir agora como se fosse uma luva, sem nem uma avaliação rigorosa e crítica.

O privatizador governador petista da Bahia precisa fazer a crítica aos governos que governaram para conquistar apenas o “mínimo” de dignidade para os pobres enquanto os poderosos do mercado roubaram e seqüestraram máximo.

Essa “conciliação” é algo injusto e indesejável hoje, nacional e internacionalmente.

O governador Rui ou escolhe o caminho da radicalização logo ou seja honesto e passe para o lado da política aplicada pelo morador do Conjunto Residencial da Barra Pesada, de ladrões e assassinos.

A conjuntura nacional pressiona pela radicalização vivenciada pelo Chile, pela Bolívia, pelo Equador, pela Colômbia, pela Venezuela, por Cuba, pela Argentina, pela Nicarágua, daqui a pouco pelo Uruguai e pelo Brasil.

Não há mais espaço para a conciliação proposta pela raposa ao galo da lenda, com o objetivo de assaltar o galinheiro e comer as galinhas.

É falta de respeito com o povo e com a pátria confiar no mercado feito de rapinadores, de golpistas, assaltantes, de senhores brancos da guerra, que têm para oferecer pobreza, miséria, desemprego, aniquilação de direitos, prostituição da soberania nacional, “governantes” retirados dos esgotos como os marginais Collor, FHC, Temer, Bolsonaro e os capitães do mato nas chefias dos Estados da federação.

Não dá para negociar conciliadoramente com o mercado que derrama bilhões de dólares para comprar parlamentares no Congresso Nacional e juízes pilantras no judiciário, bem encampar a mídia e as igrejas para fazerem a lavagem cerebral no povo.

A radicalização – palavra que se origina da língua grega e significa ir às raízes – se impõe como luta pela conquista do poder na sua ampla força e não somente dos governos, dos parlamentos e do judiciário.

É preciso radicalizar na mobilização e organização do povo para a conquista do poder.

Os alimentos, o dinheiro, a energia, a indústria, a produção agrícola, as comunicações, os medicamentos, a saúde, as forças aramadas, o judiciário, o parlamento  e toda a vida estratégica do país não devem mais ser geridas por marginais e preguiçosos que roubam tudo de quem trabalha e nada lhes devolve.

A radicalização não passa somente pelas caravanas lulistas, pelo carisma do grande líder, nem pelas organizações partidárias nem se limita a eleições somente, como expressa a raquítica visão do governador Rui, que quer ser presidente.

A radicalização é causa nacional e popular, que, ou é abraçada por todo o povo para valer, ou sempre dependerá dessas campanhas sujas de cartas marcadas, as eleições.

Lula é chamado a radicalizar agora na ajuda – contribuição – e não como dono do povo e da mobilização e não à pacificação com os trabalhadores  em casa esperando sem luta que tudo se resolva por encomenda dos seus representantes.

Para a radicalização não há representação nem substitutos. Todos/as somos agentes e participantes.

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Um comentário

  1. O governador privatista, Rui petista, da Bahia, quer Lula jogando perfuminhos e dando abracinhos conciliadores nos assassinos do mercado do que radicalizando a sociedade para derrubar o regime dos poderosos e fascistas. Acesse e compartilhe o link do Cartas Proféticas: http://cartasprofeticas.org/falso-dilema-entre-os-falsos-conceitos-de-pacificacao-e-radicalizacao/

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