evangélicos dos estados unidos iterferem nas eleições

Frei Betto faz denúncia gravíssima: a campanha inteira de Bolsonaro foi montada por setores evangélicos dos Estados Unidos

A história do evangelismo no Brasil testemunha que igrejas evangélicas dos Estados Unidos  vieram de lá para fazer propaganda da famosa democracia americana. Noutras palavras, igrejas como a Batista, a Episcopal, a luterana missuriana,  a Metodista, a presbiteriana e outras vieram patrocinadas por ricos e pela maçonaria,  crentes de colaborar com o projeto de formação de uma elite moral para governar nosso país. No fundo,  as ideias que os missionários brancos e esguios trouxeram é que a  república brasileira deveria imitar a “democracia” no Norte do Continente. Tanto que aquelas igrejas importaram de lá o racismo do Sul  e também o chamado evangelho social do Nortel dos Estados Unidos, um pouco mais progressista, mas ambos timbrados pelo projeto expansionista americanista.

Aqui essas igrejas se dedicaram à dita evangelização e também à criação de escolas, muitas se transformaram em universidades mais tarde.

Porém, com advento e expansão da Teologia da Libertação, eminentemente bíblica, ecumênica e popular, que conta com as ferramentas das ciências econômicas e políticas para a interpretação da realidade opressiva de ruptura com o conteúdo americanista, setores dessa igrejas se divorciaram com o núcleo imperialista, formaram novas lideranças com espírito nacionalista brasileiro e comprometidos com o povo nas suas misérias e sofrimentos.

Essas igrejas,  com nova teologia e novas lideranças,  se uniram entre si e com os movimentos sociais na luta por entender que os valores do Reino pregado por Jesus têm que acontecer aqui e agora nas transformações das estruturas.

Na marcha da geopolítica os Estados Unidos passaram a ser hegemônicos no mundo com a derrocada do socialismo soviético. Nessa rota as igrejas foram cooptadas  para esse projeto. Receberam milhões de dólares para fazer o papel sujo do sufocamento das conquistas econômicas e dos direitos sociais dos povos.

Muitos  setores das igrejas mencionadas acima, que romperam com os elos com o Norte, foram recooptados. Porém, novas igrejas surgiram com o objetivo de atender a demanda imperial com aquele país em evidente crise nas relações de dominação do mundo.

Muitas das igrejas ditas evangélicas não têm nenhuma relação com Jesus nem com o cristianismo original. Tudo porque foram imantadas para fazer o serviço sujo de golpear os países latino americanos, antes quintal dos Estados Unidos, que os mesmo querem recapturar.

É nesse sentido que a denúncia de Frei Betto revela a gravidade do papel de muitas igrejas no empenho de “eleger” Jair Bolsonaro, cujo método vai desde o curioso “batismo”  do monstro ao se banhar no Rio Jordão a pretexto de um batizado por imersão pelas mãos de um “pastor” de uma das centenas de Assembleias de Deus.

Numa entrevista à agência russa Sputnik  “O teólogo Frei Betto assegurou que um possível governo de Jair Bolsonaro terá um alinhamento com Washington. Ele também apontou para o desempenho dos norte-americanos grupos evangélicos e o Instituto think tank Millenium ligado ao economista neoliberal Paulo Guedes, na campanha do candidato de extrema direita que aspira  chegar ao poder no Brasil”.

“Possivelmente Jair Bolsonaro romperá relações com Cuba e Venezuela e mudará  a representação diplomática do Brasil em Israel para Jerusalém”, disse Frei Betto à Sputnik.

Betto disse que os Estados Unidos estão fortemente comprometidos com uma vitória do Bolsonaro no segundo turno, que terá lugar em 28 de outubro, e na verdade,  já colaborou através de canais não oficiais.

“Toda a campanha Bolsonaro foi armada por setores evangélicos dos EUA. Há um grupo de extrema direita de origem americana, o Instituto Millenium, representada pelo economista Paulo Guedes, que opera no Brasil para organizar e treinar uma geração de jovens da direita muito beligerante”, denunciou Frei Betto.

O autor do famoso livro Fidel e a Religião referiu-se às consequências que poderiam ter uma eventual gestão comandada por Bolsonaro, que se confessou defensor da última ditadura militar no Brasil. “Essa onda fascista no Brasil é causada por não ter feito o que Argentina, Chile e Uruguai fizeram: uma condenação dos militares responsáveis ​​pela ditadura, vamos ter um retorno dos  mesmos da ditadura, com a mesma ideia de que isso vai ter uma reflexo claro na política local, todas essas pessoas que estão apoiando Bolsonaro “, disse Betto.

É evidente o serviço sujo, desonesto e impatriótico desses setores evangélicos dos Estados Unidos, que interferem no Brasil para novamente colocar no governo um inimigo do povo, dos direitos humanos e sociais e do próprio Brasil.

Evangélicos conservadores, de direita e fascistas pegam os do Brasil pelas mãos, dão-lhes alguns dólares e os usam para trair nossa país.

É isso o que está em jogo nessas eleições com o risco da eleição do monstro bestial e fascista Jair Bolsonaro.

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