frei sérgio e greve de fome

Frei Sérgio Görgen participa de greve de fome pela libertação de Lula

Numa conjuntura eivada de igrejas e ditos cristãos alienados,  serventes da direita golpista, corrupta e capitalista, é de saudar com emoção a participação de Frei Sérgio GÖrgen na luta popular e sua iniciativa de participar de uma greve de fome pela libertação de Lula e em protesto pela volta da fome e da miséria no país.

Frei Sérgio  é militante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Sua história de lutas pela defesa dos direitos d@s trabalhadores/as da agricultura familiar e pequenos agricultores na conquista de terra e de condições para produzir o indentificam como um dos cristãos mais engajados na defesa da justiça sociail. Ele já participou de outras greves de fome vitoriosas.

Görgen integra a iniciativa desse jejum com mais cinco integrantes de movimentos populares de várias partes do Brasil.

Com o objetivo de pressionar legitimamente o STF a decidir pela justiça e não contra o povo e libertar o ex presidente Lula, a greve de fome,  integrada por mais cinco companheiros,  inicia nesta terça feira, dia 31/07/07/18, às 16h.

A greve não se limita à luta pela libertação justa de Lula, mas denuncia também a volta da fome e da miséria no país.

João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e membro da coordenação da Frente Brasil Popular (FBP), disse ao abrir entrevista coletiva em Brasília, onde acontecerá a greve de fome, que “é uma greve que não tem data para terminar. Não é apenas um jejum de um ou dois dias. Isso implica em uma decisão mais séria, mais grave, e são poucas pessoas que têm coragem de tomar essa decisão”.

Stédile informou que a greve de fome é parte da agenda de mobilizações dos movimentos populares organizada para para acontecer no mês de agosto. A chegada de uma caravana de movimentos do semiárido que saíram na semana passada de Pernambuco a Curitiba, entre os dias 4 e 5 de agosto, onde tentarão visitar o ex-presidente Lula é parte dessa agenda de atividades. “A grande marcha de camponeses tem como objetivo denunciar a volta da fome e da miséria no país. O coordenador da Frente Brasil Popular anunciou ainda um grande ato político em Brasília no dia 15 de agosto, quando o PT registrará a candidatura de Lula à presidência”, noticia a Revista Forum.

“A fome está voltando. Por isso a gente hoje toma esse gesto de paz, iniciando uma greve de fome amanhã às 16h. O fim dessa greve de fome caberá aos ministros do STF. E ninguém de nós é suicida, nós amamos a vida e queremos viver. Agora, após alguns dias de jejum, se algo de grave acontecer com um de nós, há culpados e responsáveis”, testemunhou, nomeando Sérgio Moro e os desembargadores do TRF4 responsáveis pela condenação de Lula em segunda instância e aumentar sua pena. “Mas os principais responsáveis, que são quem tem a caneta na mão, o poder na mão, para evitar o sofrimento do povo, chamam-se Luiz Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber e Alexandre de Moraes. Nós responsabilizamos esses seis”, completou, indicando os ministros que votaram injustamente contra o recurso solicitado pela defesa de Lula no Supremo.

João Pedro Stédile noticiou que os movimentos populares incentivarão a população e outros militantes a fazerem, em seus estados, jejuns públicos no próximo dia 4, quando o PT deve oficializar em convenção nacional a candidatura de Lula à presidência. A ideia é que aqueles que aderirem ao jejum entreguem os alimentos que não consumirão naquele dia às famílias mais pobres de suas comunidades em nome de Lula, disse João Pedro Stédile.

Com informações da Revista Fórum onde há a entrevista coletiva em vídeo sobre o ato dos grevistas. 

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