avaliação médica dos grevistas

Grevistas em Brasília: “Nossa greve de fome é contra a volta da fome”

Exames médicos são realizados neste domingo (5). (Foto: Divulgação)
“Militantes passaram por avaliação médica e, apesar dos sintomas da privação extrema, seguem convictos de sua missão”.

Neste domingo o evangelho de João apresentou Jesus como pão da vida, pão para todas as pessoas.

Pão com justiça social, como valor real, econômico e politico para dignificar o povo, sem exclusão de ninguém.

O pão vivo não se conquista passavamente, mas com muita luta e da forma como se poder lutar.

Os nossos seis irmãos/ãs grevistas dão exemplo de despreendimento e resistência quando se entregam a uma greve de fome por tempo indeterminado protestando contra a volta da fome e da miséria no Brasil, graças a golpe de Estado dado para roubar o pão da maioria.

Os grevistas são tochas de luz acessa para acordar as pessoas de boa vontade e despertar-nos a tod@s para a luta contra a injustiça em forma de fome e caçassão da liberdade e dos direitos de Lula.

Neste domingo (5), o sexto dia sem se alimentarem, os militantes grevistas  Vilmar Pacífico, Zonália Santos, Luiz Gonzaga (Gegê), Rafaela Alves, Jaime Amorim e Frei Sérgio Görgen, que fazem a Greve de Fome por Justiça no STF, que pisa na Constituição e na democracia,  sentem já os primeiros efeitos da privação, mas mantém-se com “espírito elevado”.

Nossos combatentes  fizeram avaliação médica – além de sessões de Reiki, acupuntura, alongamento e acompanhamento psicológico.

“A pressão arterial de dois grevistas, que estava um pouco mais alterada, está melhor, pois entramos com um tratamento anti-hipertensivo, que estava inadequado em um dos grevistas. Tivemos  que refazer o tratamento da hipertensão arterial sistêmica dele, o que foi feito com sucesso, pois as dores de cabeça diminuíram”, orienta o médico  Ronald Wolff, solidário e assistente dos grevistas.

Eles sentem cansaço, fadiga e dores musculares. Já perdem peso – entre 2,1 e 5,6 quilos -, e sofrem  com a baixa umidade de Brasília. “A respiração está bem, mas é afetada pela baixa umidade do ar. Quando cai a ingestão de líquidos, os batimentos cardíacos se aceleram, o que é remediável com hidratação adequada”, diagnosticou Wolff.

Zonália Santos, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que conhece muito bem a realidade da fome e da miséria reflete o que esse mal significa para os pobres. “ A fome representa o desprezo do ser humano. Como se os pobres não precisassem viver. Isso é muito forte e muito doloroso”, refletiu.

Frei Sérgio, um dos líderes do movimento grevista, afirmou hoje sua convicção na greve, como uma forma de lutar contra a iniquidade que causa a  falta de alimentação digna para o povo.  “A greve de fome que a gente está realizando aqui em Brasília, é contra a fome. É para que outros não passem fome. A fome é uma tragédia e a fome coletiva é uma tragédia coletiva. E, felizmente, o Brasil, depois de muitos anos, superou o drama da fome. Por isso que a greve de fome é uma denúncia pela volta da fome, das epidemias, pela volta da mortalidade infantil”, enfatizou o Frei.

Para Sérgio a  resistência parte da fé que a grande massa do povo brasileiro depositou sua esperança em Lula. “[O Lula] é um símbolo, uma referência, que lidera um projeto de combate à fome e que está trancafiado em Curitiba. Por isso, essa greve de fome é pela liberdade de Lula, que está lá condenado porque representa a ideia que não se pode sustentar os privilégios da elite às custas da fome do povo”, afirmou enfático.

Com informações do Brasil de Fato.

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