espaço invadido por guardas

Guarda municipal de São Paulo invade espaço de pessoas de rua e bate em todas e no padre Julio Lancelotti

Numa reportagem de Luciano Velleda da Rede Brasil Atual exopõe-se mais uma vergonha e crime fascista contra os mais pobres dos pobres.

Assim como guardas municipais de Curitiba agrediram e prenderam o advogado Renato Almeida Jr, movidos a racismo e a vingança fascista, 20 integrantes da Guarda Civl Metropolintana  “..invadiram na manhã desta sexta-feira (14) o Centro Comunitário São Martinho de Lima, na Mooca, região central de São Paulo – um espaço de convivência diariamente usado por pessoas em situação de rua para fazer refeições e higiene pessoal. O tumulto começou com os policiais tentando recolher pertences das pessoas no local, o que causou revolta”, informou Luciano.

O padre Júlio informou em entrevista à Rádio Brasil Atual que os objetos tomados pelos guardas violentos pertencem aos moradores de rua.

Portanto, além da violência brutal na invasão de propriedade alheia, os guardas pagos pelos impostos públicos praticaram furtos e danos morais às pessoas.

Na entrevista Lancelotti declara que esta atitude brutal se dá contra as pessoas porque elas são pobres. “Querem acabar com a pobreza eliminando os pobres”, disse o padre da pastoral de rua.

O sacerdote, um dos poucos da Igreja Católica Romana que não bajula os poderosos, mas que luta com e pelos mais pobres, disse não ter dúvidas de que a barbárie é praticada movida pela onda de ódio que graça no país.

Não há na notícia nenhuma menção à propaganda fascista promovida por Jair Bolsonaro e por seus fanáticos seguidores, mas, sem dúvidas, os métodos desmesurados, desrespeitosos e desumanos indicam a alma de seus seguidores.

“Por causa da manhã chuvosa na capital paulista,  os moradores buscaram refúgio no espaço de convivência São Martinho, invadido na sequência pelos policiais, que acabaram por agredir o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua”, continua a reportagem. “A GCM veio com toda a força, jogaram gás de pimenta, me deram soco no estômago, cuspiram em mim, falaram coisas horríveis”, afirma o religioso.

“O padre relata que os guardas municipais dispararam gás de pimenta e utilizaram pistolas de choque’, acentou o repórter. “Eles não têm nenhuma tática para lidar com o conflito, eles acirram o conflito. Jogaram muito gás de pimenta”, diz Lancelotti. “Segundo ele, os moradores de rua reagiram com pedras, atingindo um carro e um policial”.

A reação dos moradores de rua usando pedras e atingindo um carro dos bandidos da prefeitura é absolutamente justa. A violência por parte dos explorados não é crime, mas defesa contra os opressores na sua ânsia de pisar nos pobres.

Mais uma dica para a luta do povo nas ruas lutando pelos direitos ameaçados e ensanguentados pelo fascismo golpista.

O padre Júlio Lancelotti informou na entrevista que a Arquidiocese emitirá nota de repúdio a esse crime hediondo.

Daqui esperamos que o Cardeal Dom Odilo Sherer, que apoiou o golpe de Estado jogando água benta sobre o vampirão quadrilheiro MiSchel Temer, se converta aos pobres e apoie o padre Júlio Lancelotti, visado pelos marginais e falsos guardas municipais.

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Um comentário

  1. De que lado está a Igreja católica do Brasil, que não acolhe os pobres marginalizados e não dá o apoio devido ao Padre Júlio?
    Pregar da boca pra fora é muito confortável. Quero ver ir pra luta, tal qual o Padre Júlio, dá a cara para bater defesa dos excluídos.

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