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Helena Sthephanowitz acertou: “Marta não abandonou a política. Traiu os eleitores e foi abandonada”

Fim melancólico: senadora Marta Suplicy saiu do PT, aliou-se a Cunha e a Temer para derrubar Dilma e acaba abandonada pelo próprio MDB.

Como dizia Brizola, “a política ama a traição mas abomina os traidores”. Sem chances de se reeleger e descartada até para vice de Skaf em São Paulo, a senadora paga por ter se aliado aos golpistas

O drama previsto da madame burguesa global Marta Suplicy, que sobreviveu até aqui graças ao sobrenome do ex marido Eduardo, em primeiro lugar nas pesquisas como candidato a senador por São Paulo, é a fotografia dos traidores do povo, que a jornalista intitula equivocada e redutivamente de eleitores.

Marta é gente de familiares poderosos e altamente elitistas, escravocratas e cheirosos das camadas reacionários e preconceituosas de São Paulo. O  sobrenome Matarazzo, de cuja clã burguesa e escravocrata procede Marta, não conta com o respeito e o carinho dos trabalhadores e pobres de São Paulo.

A senadora  e ex sexóloga da TV Mulher da Globo, de biografia de mulher que entende de sexo como prazer da indústria de revistas e programas, na verdade nunca foi povo nem nunca se interessou pelas causas que animam o seu ex marido.

É mais do que  escreve nossa Sthephanowitz, Marta não abandounou a política, mas traiu o povo e foi abandonada porque alma da branquela nunca foi povo.

Mas nossa articulista acerta ao alinhá-la a traidores como o tanguinha Fernando Gabeira, ex militante do comitê central do ex MR8, que se entregou aos estupradores do povo,  fascistas e golpistas de sempre.

Acerta também ao perfilar a dondoca à Marina Silva, a empregadinha dos banqueiros do Banco Itaú, que traiu os siringalistas e o mestre Chico Mendes.

É fato que a traição ao povo e à luta é blasfêmia imperdoável pela história. Os que lutaram pela redenção do povo das garras do capitalismo e depois se bandearam para o lado dos capitalistas, vendidos em troca de vantagens e de migalhas, jamais são e serão perdoados.

A honra dos fiéis à luta costuma coroar os/as leais ao povo em suas escaramuças, dando-lhes o reconhecimento da história dos heróis. Marta Suplicy não cabe nessa galeria. Nem os que procedem da mesma forma.

Leia abaixo o artigo completo da jornalista Helena Sthephanowitz.

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Três anos depois de ser recebida de braços abertos no PMDB (agora MDB) por gente como Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Michel Temer e companhia e de ser denunciada e investigada no STF – acusada de receber recursos não contabilizados para campanhas eleitorais –, a senadora por São Paulo Marta Suplicy divulgou uma “carta aos paulistas”, nesta sexta-feira (3), na qual comunicou sua desfiliação e a desistência de disputar a reeleição ao Senado, e por último, que está abandonando a política. Em nota que divulgou à imprensa (leia abaixo), ela diz genericamente que, encerrado seu mandato, vai passar a atuar na “sociedade civil”. Na mesma carta, a senadora criticou partidos políticos, o toma lá dá cá, a ocupação de cargos no Executivo, mas em momento algum fez críticas ao MDB ou a Temer, com quem diz ter boas relações.

Na cerimônia de filiação ao partido – depois de sair atirando contra o PT –, Marta discursou: “O PMDB quer um Brasil livre da corrupção e das mentiras, livre daqueles que usam a política como meio de obter vantagens pessoais”. E afirmou: Temer “vai reunificar o país”.

Recordista de impopularidade, sem credibilidade, alvo de dois inquéritos e três denúncias criminais, Temer não pacificou, muito menos unificou o país. Mas uniu 83% dos brasileiros, contra si mesmo. E só não caiu porque financiou sua permanência na presidência com dinheiro público.

Mas essa não foi a causa da desfiliação da senadora emedebista. Jornalistas que cobrem os bastidores da política em Brasilia publicaram algumas vezes que a senadora vinha se queixando da falta de prestígio no partido e reclamou de não ter sido nem ao menos cogitada para ser vice do candidato ao governo paulista Paulo Skaf (MDB). Também teria pesado na decisão a última pesquisa do Ibope, divulgada em julho, mostrando Marta Suplicy em terceiro lugar na disputa deste ano ao Senado.

Pela lealdade que jurou a Temer, Marta traiu seus eleitores e a própria democracia, quando votou pelo impeachment da presidenta Dilma no Senado, em maio de 2016. Em uma entrevista após a votação a senadora declarou: “Meu voto pelo impeachment não é relevante para o eleitor da periferia”. Um mês depois, a senadora foi ao bairro de Guaianases, periferia da capital paulista, sondar a aceitação de sua candidatura à prefeitura de São Paulo. Encontrou justamente os eleitores que ela achou que não se incomodariam com seu voto que ajudou derrubar Dilma. Ouviu críticas severas pelo fato – e pelas razões – de ter deixado o PT e foi chamada de traidora. Saiu derrotada.

Certamente, essa população da periferia mostrou não confiar em quem participou do golpe. E muito menos em quem votou contra os trabalhadores, ajudando a aprovar, por exemplo, a “reforma” trabalhista proposta por Michel Temer, que está destruindo a rede de proteção aos direitos dos trabalhadores do país.

O modo como Marta Suplicy cavou o buraco em que se meteu lembra a derrocada de Fernando Gabeira, que fez carreira política no PV e no PT. Com o processo do chamado “mensalão”, entrou no barulho da “grande mídia”, e resolveu bandear-se para os lados do DEM, PSDB, PMDB e nanicos similares, virou ídolo da imprensa e capa da revista Veja, mas perdeu todas as eleições a que se candidatou, tanto para prefeito, como para governador do Rio de Janeiro. Acabou no PIG (Partido da Imprensa Golpista), e agora tem um programa na GloboNews.

Marta Suplicy, por sua vez, fez toda a sua carreira política no PT, pelo qual se elegeu prefeita de São Paulo, fazendo um bom governo, mas depois disso perdeu a eleição para a prefeitura três vezes, em 2004 e 2008. Dentro do PT passou a perder também disputas internas e, má perdedora, não aceitou o resultado da maioria. Quis ser candidatar à prefeita de São Paulo em 2016, mas o PT já tinha escolhido Fernando Haddad como candidato à reeleição. Foi o que a fez mudar-se para o PMDB, pelo qual concorreu à prefeitura paulistana, perdendo para Haddad.

Se Marta simplesmente tivesse decidido procurar outro partido e ir à luta, fazendo críticas honestas ao PT, tudo bem, direito de escolha dela. O problema é que, como Gabeira, ela resolveu ir para a oposição da direita raivosa, cuspindo no prato em que havia comido (e bem), atirando para todos os lados: contra Dilma, contra Lula, contra companheiros de partido, por “esperteza”, para ganhar generosos espaços na imprensa partidária .

O problema não é fazer críticas, é fazer o jogo de quem luta contra a melhoria de vida dos trabalhadores e dos mais pobres. É fazer pacto de poder com a Globo, com a Veja, como fez Gabeira, ou com o Itaú, como fez Marina Silva, traindo as lutas do passado. Tudo por ambição pessoal de poder.

Como dizia Brizola, “a política ama a traição, mas abomina os traidores”. Os votos dos eleitores da direita, de São Paulo ela não ganhou e não ganhará mais. Os votos petistas ela não levou para o MDB. Talvez, pelo menos, garanta um lugar ao lado de Gabeira na GloboNews.

2 Comentários

  1. Marta Verme Medeiros. Matarazzo é sobrenome do ex marido, assim como Suplicy.

  2. […] nem na luta que envolve milhares de combatentes. Em tempos de traições de psudos esqueristas como Marta Suplicy e Clarice Herzog (como se viu em postagens anteriores) e de outros vendidos e comprados por pouco […]

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