Revolta dos malês

Heranças racistas da escravidão no Brasil

João José Reis é  autor do livro “Rebelião Escrava no Brasil” sobre a abolição, o racismo e as heranças da escravidão no Brasil, além de contextualizar a situação na Bahia diante desse cenário.

Nesta  entrevista, concedida em 2015, o historiador  afirma que a Lei Áurea, que decretou o fim da escravidão no Brasil, é um texto curto, de um parágrafo, sem indenizações ou preocupação com a população de negros ex-escravos. Esse desprezo às políticas públicas desde o Brasil colônia está na origem da falta de sensibilidade da burguesia branca,  que abomina investimentos sociais na emancipação dos negros e dos pobres ainda hoje no Brasil. “Não houve nenhum empenho do governo em indenizar ou desenvolver políticas públicas de proteção e incentivo para que houvesse igualdade no mercado de trabalho ou no sistema educativo, entre outros aspectos socioeconômicos”.

“O racismo existe e está aí, está nas estatísticas da educação, da distribuição de renda, de salário, de acesso a saúde, enfim, em todos os índices de desenvolvimento humano os negros estão aquém dos brancos”, disse o professor João José.

Chama a tenção a constatação de que “não eram apenas os senhores de engenho que possuíam escravos, já que a escravidão estava amplamente disseminada na sociedade. Pardos, ex escravos vindos da África e negros também se tornaram donos de escravos.”

O  professor aponta para  o fato que contradiz o falso conceito de que o povo brasileiro é passivo e não se revolta com as injustiças.  “Esses mesmos escravos foram responsáveis por um grande ciclo de revoltas”, declarou Reis na entrevista para a TV UFBA, abaixo.

Veja o vídeo abaixo.

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Um Comentário

  1. […] nas mentes sem consciência do desgoverno golpista e da maioria do Congresso Nacional, é o racismo, que ressalto […]

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