Aufnahmedatum: 23.09.1934Aufnahmeort: BerlinSystematik: Geschichte / Deutschland / 20. Jh. / NS-Zeit / Innenpolitik / Protestanten / "Deutsche Christen"

Hermes C. Fernandes: “Evangélicos garantiram a ascensão de Hitler”

Percebo nos comentários em meu canal Cartas Proféticas no You Tube tremenda decepção e revolta de amplos setores de cristãos e cristãs evangélicos/as ao apoio de igrejas fundamentalistas ao movimento nazifascista entorno de Jair Bolsonaro.

O  fenômeno do apoio que ditos cristãos dão à crueldade opressiva, promovida por proprietários de terras, de escravos e de empresas não é novo no mundo, no entanto.

Nos Estados Unidos igrejas batistas, episcopais,  metodistas, presbiterianas etc formaram pelotões de assassinos chamados Ku Klux Klan com objetivos de defender a supremacia branca e contra imigrantes judeus e católicos. Seu alvo principal eram os negros e as negras.

A “base teórica” desses fanáticos é sempre o moralismo reacionário e o fundamentalismo.

O fundamentalismo fanatiza os desvairados, que decepam e arrancam textos bíblicos de seus contextos literários, históricos, geográficos, linguísticos, econômicos e políticos, fazendo deles suportes que universalizam como verdades para tudo e para todos.

Mas o pano de fundo das práticas violentas dos fanáticos fundamentalistas que apoiam Jair Bolsonaro e suas loucuras de destruição do Brasil é sempre o econômico, a opção pela classe dominante, pelos ricos e poderosos.

A tática usada pelo fundamentalismo é a mesma usada pelos fariseus que se aliançaram com o império romano para assassinar Jesus e cristãos da igreja primitiva.

Amplos setores ditos evangélicos no Brasil – na verdade neopentecostalismo ou neocolonialismo ou ainda neoliberalismo do mercado religioso – e também católicos de várias denominações serviram e servem de bois de piranhas do fascismo ao apoiarem Jair Bolsonaro, tanto na campanha eleitoral fake News de 2018 como no seu desastrado e colonizado desgoverno no Brasil.

As marcas desses ditos cristãos são a ignorância teológica, o analfabetismo político, com os direitos humanos, o desprezo ao compromisso com a pátria, com a luta política e à ética nos relacionamentos.

Em nome dessa corrosão de valores não vacilam em ameaçar as pessoas, em perseguir, em dedo-durar, em caluniar, em injuriar, em destruir reputações e até em matar.

O caminho desses fanáticos, pela lógica de sua marcha, é constituírem no Brasil um simulacro de Estado Islâmico, com objetivos terroristas, criminosos e assassinos.

O meu amigo, pastor Hermes C. Fernandes, um homem culto, sensato, estudioso, escritor, músico, psicólogo e teólogo com doutorado, lutador pelos direitos humanos, escreveu em sua conta no Facebook um maravilhoso texto mostrando as raízes da desgraça desse falso cristianismo.

Hermes mostra em texto abaixo o quanto os tais ditos protestantes desgraçaram a Alemanha ajudando Adolfo Hitler a chegar ao poder e a fazer o mal que fez à humanidade.

O Cartas Proféticas precisa de sua contribuição.  Clique e faça sua preciosa colaboração doando o valor que lhe paracer mais justo e possível.  Neste link você encontra a conta para fazer seu depósito solidário. Muito obrigado e abraços. 

Não é a primeira vez que líderes evangélicos apoiam o fascismo. Dentre os 17 mil pastores evangélicos que haviam na Alemanha, nem 1% se negaram a apoiar o regime nazista. Protestantes ouviram seus líderes insistindo que cooperassem com Hitler. A primeira maioria absoluta conseguida pelo Partido Nazista nas eleições estaduais aconteceu em 1932 em Oldemburgo, um distrito em que 75% da população eram protestantes.Nacionalismo, anti-comunismo e ressentimentos contra a comunidade internacional devido a tratados punitivos durante a Primeira Guerra Mundial também influenciaram as decisões dos protestantes e católicos.

A vasta maioria dos que elegeram Hitler eram Evangélicos. Luteranos , Batistas e outros movimentos chamados “cristãos” liderados por clérigos (pastores, reverendos, diáconos) que só foram ver a tolice que tinham feito quando suas mãos já estavam sujas de sangue de judeu.

De acordo com o Censo de 1934, os evangélicos ou protestantes foram na realidade os principais responsáveis pelo sucesso na eleição de Hitler. Pastores e Reverendos elogiaram o desempenho do Governo de Hitler “pelo papel desempenhado a favor das crianças e dos desempregados, pela atual administração [nacional socialista]”. Na Alemanha as igrejas protestantes luteranas e reformadas apoiaram e foram cúmplices do nazismo. Adolf Hitler disse que “Por meu intermédio, a igreja Protestante poderia tornar-se a igreja oficial, como na Inglaterra“. O líder batista F. Fullbrandt fez grandes elogios a Hitler e ao nazismo. Ele disse que “ninguém se opôs ao dilúvio da descrença que ameaçava o bem estar da Europa e de todo Ocidente igual a Hitler e os apoiadores do Nazismo“. (BWA, 1934). Afirmou também que Hitler ao lidar com o Bolchevismo (COMUNISMO) deu um belo exemplo que “envergonhou as igrejas”, e que “Hitler fez o que a Igreja deveria ter feito a muito tempo”(BWA, 1934).

Observe o caso do Pastor Batista John W. Bradbury, de Boston, Massachusetts. Após voltar da reunião feita pelos Batistas na Alemanha, ele disse que era um prazer ter ido a uma terra onde livros de sexo e filmes imorais não eram assistidos. Com uma satisfação óbvia, ele escreveu:

“A nova Alemanha queimou montanhas de revistas corrompidas e fizeram fogueiras com livrarias [compostas] de livros comunistas e judeus…A nova Alemanha é de mentalidade séria. Seria bom que todas as outras nações também agissem com seriedade. Noventa por cento das pessoas estão seguindo Hitler. Viajei por muitas cidades e não ouvi uma nota de jazz sequer!”(Watchman-Examiner XXII 37 ,13 de Setembro de 1934).

Foi então que surgiu a Igreja Confessional ou Confessante, liderada por pastores tais como Martin Niemöller (que não era da Igreja Batista, mas luterano) e Heinrich Grüber, que foram posteriormente levados a campos de concentração por não apoiarem o regime nazista.

O fato é que poucos foram corajosos o suficiente para denunciar o nazismo. Em 1934 a Declaração Teológica de Barmen, escrita primariamente por Karl Barth com o apoio de outros pastores reafirmava que a Igreja Protestante Alemã não era um órgão do Estado, com o propósito de reforçar o Nazismo, mas um grupo sujeito apenas a Jesus Cristo e seu Evangelho.

A Igreja Confessional teve seus bens confiscados, bem como a prisão de diversos de seus pastores, assim como outras medidas tomadas pelos nazistas, acarretando no fechamento da igreja.

FONTES: “History of Christianity” de Paul Johnson, “Mães da Pátria” da historiadora Claudia Koonz, “O Santo Reiche” de Ricahrd Steigmann

Aufnahmedatum: 23.09.1934
Aufnahmeort: Berlin
Systematik:
Geschichte / Deutschland / 20. Jh. / NS-Zeit / Innenpolitik / Protestanten / “Deutsche Christen”

Deixe um Comentário

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.