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Igrejas empresas, puxadinhos do mercado explorador e genocida, demitem trabalhadores

Por Dom Orvandil

Igrejas são empresas. Disso as dominadas por grupos mercantis e conservadores abusam do CNPJ, usando-o como forma de sonegar impostos, de roubarem de seus trabalhadores, de enganarem seus públicos,  que nas igrejas neopentecostais chamam de congregados, nas protestantes de crentes  e nas católicas de fiéis. Mas, no fundo, todos são clientes consumidores de mentiras e misticismos.

Conheci ações absolutamente cruéis praticadas por igrejas, que desmascaram o discurso fingido do amor ao próximo e do “… Deus amou o mundo de tal maneira…”. pregado por elas.

Igrejas trazidas dos Estados Unidos, principalmente, aportaram ao Brasil pelas mãos de maçonarias, esses antros subterrâneos, com táticas de tramas em apoio a golpes de Estado, de controle de lideranças comunitárias e perseguições caluniosas de pessoas das pessoas que elas odeiam.

De mãos dadas com esses grupos ocultos,  essas igrejas construíram escolas, templos e cemitérios com objetivos comerciais sob o pretexto de evangelização e de preparar cidadãos para liderar a sociedade, adotando inicialmente idéias positivistas e, depois, capitalistas.

Escolas oficialmente mantidas pelas igrejas e, na prática, mantenedoras, com enormes vultos  de recursos desviados no pagamento do clero burguês, vivendo privilégios em relação à situação do povo brasileiro, serviram de ponte de articulação com a classe dominante nas cidades onde se estabeleceram.

Durante a ditadura militar essas escolas, do jardim de infância aos cursos superiores, funcionaram como órgãos de censura e repressão de professores, muitos deles dedurados e presos pela repressão nazista.

Na condição de empresas, as escolas sofriam controle de bispos e chefes de igrejas sob o argumento de que as denominações  eram suas mantenedoras através de conselhos diretores e de interventores, sem votos das congregações, professores, corpo de funcionários e alunos, portanto, de modo ditatorial e antidemocrático.  

Como empresas as escolas esmagaram salários e atuaram à luz da ideologia de mercado, demitindo professores críticos e admitindo conservadores e medíocres.

Injustiças tenebrosas,  nada a dever a empresas capitalistas, foram e são cometidas por essas igrejas nas suas escolas. Assisti algumas delas e fui calado e alijado, também.

Lembro-me de uma escola tradicional de Porto Alegre, que formou governadores, deputados e lideranças estaduais, na grande maioria maçons reacionários e traiçoeiros.

Essa escola funcionou até ao limite da mediocridade do bispo diocesano, um homem de comportamento e atitudes múmicas, fechou a escola por total incompetência e ódio à educação, protegendo ladrões e perseguindo educadores e educadoras brilhantes.

Lembro-me dos movimentos de resistência da associação dos professores e do sindicato estadual no esforço de salvar profissões e salários. Vi professores e professoras de ajoelharem à frente do escritório diocesano na busca de compaixão e de solidariedade do bispo, para que readequasse a escola à conjuntura de crise, mas salvasse economicamente as famílias ameaçadas até nos direitos a se alimentar e a morar.

O bispo,  paparicado pelas madames da catedral e da diocese, fechou a escola, continuou numa boa com o alto salário que recebia, sem se sensibilizar com o desemprego dos docentes.

Vi também uma universidade protestante de São Bernardo do Campo, mais precisamente de Rudge Ramos, São Paulo, cujos bispos e chefias da igreja deles, mudaram de teologia e de ideologia, passando de protestante séria ao salvacionismo neopicareta, totalmente maleável ao neoliberalismo,  fazer poda violenta nos seus quadros compostos pelos melhores professores e pensadores do país. A situação tornou-se dramática para doutores e pós doutores, desempregados e humilhados.

Protestos e pressões não mudaram a posição injusta e burguesa neoliberal que se desentocou da alta cúpula da igreja e rolou como estouro de barragem sobre a instituição e seus trabalhadores.

Como são desumanos e falsos esses ditos cristãos.

Não caíram fora do pé capitalista as atuais igrejas neopicarteas, que apóiam o boçalismo miliciano de Jair Bolsonaro.

Li na coluna do jornalista Ricardo Feltrin do Uol que os macros picaretas e coronéis donos de currais de gados, os senhores Silas Malafaia, RR Soares, Edir Macedo, Valdomiro Santiago, Estevam Hernandes e Sônia Hernandes e outros gospelpicaretas, apoiadores das nefastas bancadas da bíblia e evangélicas, todos cabos eleitorais sujos do fascismo, fundamentalistas religiosos e da economia, como balas fulminantes dos que produzem, disparadas pelos magnatas do dinheiro, já demitem às pilhas os trabalhadores e as trabalhadoras que confiaram nos discursos milagreiros, curandeiros e chantagistas dos lobos em pele de ovelhas no assalto à boa fé e ao povo.

De modo que,  tanto essas denominações empresariais neopicaretas quanto as tradicionais, são meros puxadinhos e melados farsantes do mercado opressor e massacrante dos direitos.

Certamente nenhuma dessas igrejas e nenhum dos seus coronéis se desfará de terrenos, prédios, aviões, carros e luxos para cuidarem dos trabalhadores que os ajudaram.

Em nada se diferenciam dos donos de bancos e de empresas que visam somente os negócios e os lucros e nunca as pessoas.

Daqui a alguns meses veremos a derrocada desses puxados do mercado e muitas pessoas fora do alcance dos lobos devoradores.

Quem viver,verá!

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3 Comentários

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