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Igrejas estadunidenses passeiam sobre o muro da falsa neutralidade e condenam o conflito Irã-Estados Unidos

Por Dom Orvandil

Usando três palavras imprecisas e idealistas, como convêm a esse cristianismo colonizador e pró imperialista das igrejas tradicionais dos Estados Unidos,  o Conselho Nacional de Igrejas, talvez como o do Brasil, se manifesta em nota mostrando preocupação, orando e apelando a favor da desassocição (?) das hostilidades entre EUA e Irã.

No entanto,  quando da invasão militar  imperialista e sangrenta,  que destruiu o Iraque e levou o seu presidente Sadam Hussein à morte depois de julgamentos espúrios e mentirosos, o tal conselho nada disse. Inclusive uma de suas maiores parceiras ecumênicas, a poderosa igreja episcopal protestante dos Estados Unidos apoiou a insana decisão do velho Busch de fazer a guerra pelo roubo de petróleo.

Na nota abaixo o tal Conselho Nacional de Igrejas dos USA faz o jogo de sena pela eliminação das hostilidades mas, nas entrelinhas, puxa brasa para a matriz imperialista, os Estados Unidos.

É vergonhosa a covardia das igrejas. Elas não agem, não se propõe ao engajamento de fato e ainda são falsas quando se jogam no palavrório romântico e enganoso da esperança, do apelo e da oração.

Porém, todas as falas, todos os discursos e todas as ações humanas são contraditórios. Nesse sentido,  a dor dos refugiados das bombas, do terrorismo imperialista e monopólios assassinos se transformam em imagens e gritos, por isso invadem também a “santa” nota do Conselho Nacional das Igrejas dos USA.

Ao ressaltar o terrorismo de Trump a serviço dos monopólios, não como ações militares justas, mas como “o assassinato do general Qassem Soleimani e o assassinato de Abu Mahdi al-Muhandis e seis outros na quinta-feira, 2 de janeiro, pelos Estados Unidos, sem dúvida provocarão mais ataques que ameaçam desestabilizar ainda mais toda a região”, como diz a mascarada nota, o Conselho resvala e reconhece a ação como assassina. Ora, quem assassina é assassino; quem é assassino é bandido; quem é bandido é terrorista.

Os “santinhos” redatores  da nota dos “cristãos” tradicionais estadunidenses se rendem ao massacre indiscutível e degradante da guerra produzida pelos poderosos e ladrões internacionais. “Tememos aonde esse desejo de guerra e vingança possa levar, pois as consequências para aqueles que vivem nesta parte do mundo, e mesmo em outras partes do mundo, não podem ser previstas. Entre as primeiras vítimas de um conflito aberto, estarão os trabalhadores humanitários internacionais no Iraque e na Síria, bem como as crianças, os pobres e as pessoas mais vulneráveis ​​por quem cuidam”, redigiram os anjinhos doces americanos.

E o CONIC do Brasil por onde anda? Seus chefes certamente andam muito ocupados com as férias familiares, com jantares e muitas reuniões regadas a bons vinhos, jantares e espiritualidade de fazer chorar de pena dos oprimidos e pronto? Nada têm a dizer e muito menos a fazer pelo povo brasileiro e pelo Brasil, atacadps e estuprados pelo imperialismo e pelo fascismo?

Leia abaixo a nota do Conselho Nacional de igrejas dos Estados unidos.

Conselho Nacional de Igrejas pede que as hostilidades sejam desassociadas entre EUA e Irã

3 de janeiro de 2020 pelo Conselho Nacional de Igrejas

“Porque eles semeiam o vento e segam o turbilhão.”

Oséias 8: 7 NVI

O assassinato do general Qassem Soleimani e o assassinato de Abu Mahdi al-Muhandis e seis outros na quinta-feira, 2 de janeiro, pelos Estados Unidos, sem dúvida provocarão mais ataques que ameaçam desestabilizar ainda mais toda a região. Isso segue outros atos hostis e agora aumenta dramaticamente a tensão entre o Irã e os Estados Unidos.

O Conselho Nacional de Igrejas está profundamente preocupado com esses atos hostis e exorta a liderança iraniana e norte-americana a desescalar imediatamente as tensões e retornar à mesa de negociações. Vemos esta crise recente como conseqüência da lamentável decisão do presidente Trump de se retirar do JCPOA (o “Acordo Nuclear do Irã”). Tememos aonde esse desejo de guerra e vingança possa levar, pois as consequências para aqueles que vivem nesta parte do mundo, e mesmo em outras partes do mundo, não podem ser previstas. Entre as primeiras vítimas de um conflito aberto, estarão os trabalhadores humanitários internacionais no Iraque e na Síria, bem como as crianças, os pobres e as pessoas mais vulneráveis ​​por quem cuidam.

“Nada de bom pode resultar da guerra entre os Estados Unidos e o Irã”, disse Jim Winkler, Presidente e Secretário Geral da NCC. “Trabalhamos consistentemente pela paz e pela diplomacia e redobramos nossos esforços coletivos como seguidores de Cristo para garantir que rejeitemos o caminho da morte e do sofrimento que resulta da guerra.”

“O Conselho Nacional de Igrejas convida nossos parceiros religiosos e membros de nossas comunhões a orar pela paz”, disse o Rev. Dr. John C. Dorhauer, Presidente do Conselho de Administração da NCC. “Em momentos como esse, em que as ações de nosso governo ameaçam desfazer a paz que ansiamos, esperamos que, levantando nossas vozes, possamos ajudar a manter o equilíbrio nas relações internacionais que impedem o início das guerras”.

Nós reafirmar o nosso apelo ao governo dos EUA para passo para trás de mais provocações, e, finalmente, a partir do precipício de guerra, e basear-se diplomatas e parceiros regionais para encontrar caminhos para a paz e prosperidade de construção nesta região conturbada. Apelamos ao respeito pela integridade territorial do Iraque e à retirada de todas as forças militares estrangeiras daquele país. Reafirmamos nosso compromisso de nos unir aos nossos parceiros ecumênicos em orar e trabalhar pela paz e compreensão nos próximos dias.

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