Irmã Dorothy

Irmã  Dorothy Stang é assassinada pela segunda vez, agora pela quadrilha golpista

Segundo o pensador italiano Antonio Gramsci  (1891 – 1937) a perenidade da alma se dá através das obras deixadas pelas pessoas. É no que concretiza em favor  da humanidade e da civilização que o ser humano s eterniza.

Pois a Irmã  Dorothy Stang (que pertencia às Irmãs de Nossa Senhora de Namur, congregação religiosa fundada em 1804 por Santa Julie Billiart (1751-1816) e Françoise Blin de Bourdon (1756-1838). Esta congregação católica internacional reúne mais de duas mil mulheres que realizam trabalho pastoral nos cinco continentes), foi assassinada a primeira vez a mando de  fazendeiros com sete tiros, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará.

Agora a Irmã Dorothy, que em vida  empenhou-se na defesa dos mais pobres e perseguidos, sempre sob riscos de morte em face da região conflitiva e de tremendos choque onde atuava, 12 anos após seu primeiro assassinato é novamente assassinada nas mortes das pessoas pelas quais lutou, nos projetos que ajudou a construir e nas matas que defendeu como fonte de vida.

Participou apaixonadamente de projetos de desenvolvimento sustentável na pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, no Estado do Pará, a 500 quilômetros de Belém do Pará. Sua luta ganhou  reconhecimento nacional e internacional.

Integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desde a sua fundação militou  com dedicação e solidariedade. A Irmã entregou a vida na luta dos trabalhadores do campo, sobretudo na região da Transamazônica, no Pará. Defensora de uma reforma agrária justa e consequente, Irmã Dorothy mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na Região Amazônica.

Empenhada mais do que no socorro solidário imediato aos pobres, a Irmã Dorothy participou da fundação da primeira escola de formação de professores na rodovia Transamazônica, que corta ao meio a pequena Anapu. O nome da escola tinha a marca de sua visão:  “Escola Brasil Grande”.

No entanto, 17 anos depois, como um dos graves desdobramentos do golpe de Estado dado pela quadrilha comamdada por Aécio Neves, Eduardo  Cunha, Romero Jucá, MiSchel Temer, Henrique Meireles, Sérgio Moro, Gilmar  Mendes e por tantos outros canalhas diabólicos do Congresso Nacional e do Judiciário, a região volta ao estado conflitivo anterior à obra de compaixão e luta pela justiça empreendida pela Irmã Dorothy, pelos trabalhadores rurais, pelo MST e tantos outros.

Apesar da boa vontade de setores justos do MPF e da PF, fazendeiros corruptos, grileiros e destruidores das matas e dos rios da Amazônia, atuam sob  o descaso deliberado dos golpistas, do judiciário empenhado em consolidar a quadrilha usurpadora do governo, em melar as eleições de 2018, não se importam com a matança dos pobres e das matas, que se armam  rapidamente na região.

A BBC BRASIL  informa que “na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) pediu às autoridades “providências urgentes para coibir ações criminosas” na reserva. Nos últimos dias, o Ibama e a Polícia Federal sobrevoaram a reserva para medir o estrago.

Historicamente, o município de Anapu enfrenta conflitos por terra, com assassinatos de trabalhadores rurais e de defensores dos direitos humanos. Dessa vez, segundo pessoas ouvidas pela BBC Brasil, há o temor de que um novo conflito armado possa eclodir.

Depois de sofrerem ameaças, moradores do assentamento tiveram de se retirar da sede do projeto de manejo sustentável de madeira. “Desde o começo (da invasão), disseram que iriam colocar fogo no nosso alojamento, pois sabiam que lá tinha internet e poderíamos informar as autoridades sobre o que está acontecendo”, conta o engenheiro florestal Rafael Mileo, responsável pelo programa de manejo.”

A mobilização ampla no Brasil tem muito a fazer: expulsar a quadrilha que golpeou o Estado nacional, soberano e democrático e recuperar a paz nos campos, nas matas, nas águas e nas cidades.

Leia mais no BBC BRASIL.

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