crimes perfeitos

Jair Bolsonaro nos joga nas águas turvas dos crimes “perfeitos” e “normalizados”

O meu amigo Padre Sérgio de Souza Neres é um intelectual competente na percepção da realidade.

Como quem nada com a capacidade de erguer a cabeça acima das águas poluídas, Sérgio sabe muito bem contar com sua acumuladora leitura como síntese em forma de microscópio e binóculo, ao mesmo tempo. Autores e pesquisas são seus   equipamentos  na percepção da realidade não visível à grande maioria, notadamente de religiosos como os padres, os pastores, as pastoras e os bispos de plantão no mundo de mentiras criminosas contra o povo e a pátria.

Praticamente tudo que sai da boca e das políticas de Jair Bolsonaro é mentira de alta intensidade criminosa.

Até mesmo na campanha eleitoral o crápula mentiu de roldo ao citar o versículo 32 de capítulo 8 do Evangelho de São João sobre a verdade.

Para dizer que seu governo agiria como novidade sobre os trilhos da verdade o miliciano mor mentiu ao destacar o mencionado texto, praticando esbulho contextual  criminoso,  com o objetivo de mentir com o respaldo “sagrado” da Bíblia.

Desde a posse até agora o que vemos a partir do Palácio do Planalto é só mentira e crimes.

Em apoio a isso,  padres, pastores e bispos amparam os crimes e mentiras de Bolsonaro, O judiciário se enche de puxa sacos segurando o guarda chuva que esconde os crimes da possível chuva e tempestade da verdade. A mídia tradicional nunca foi tão criminosa nas mentiras e enrolações ideológicas como agora. Como acompanhamos aqui no Site Cartas Proféticas, policiais e militares das três armas recebem altos soldos pagos pelos sacrificados trabalhadores para proteger os crimes e mentiras de Jair Bolsonaro e sua família. Nossos vizinhos se movem entre a defesa fanática no acobertamento do genocida até o silêncio cúmplice dos crimes. Nossas famílias anseiam por festas de fim de ano, eivadas de falsidades e hipocrisias, antecipando  que não se fale em política para evitar incomodar os bois e vacas componentes dos rebanhos de mentirosos e protetores dos crimes,  correndo como esgotos a céu aberto pelas ruas, praças e tudo o mais na república abalroada pelos crimes normalizados.

Claro, as pesquisas já mostram lampejos de despertamento à verdade, esta força que foi enganada custando quase um milhão de vidas genocidadas pelo governo criminoso. Contudo, a via eleitoral ainda é caminho pantanoso, distante e manipulável para que a verdade finalmente se reencontre com a justiça como valor que dignifica as pessoas boas e dignas na construção de um país agradável e saudável para todos nós e não somente para os opulentos capitalistas, os verdadeiros criminosos por detrás do governo movido e motivado a golpes  criminosos.

Aqui no Site e no Canal Cartas Proféticas comparecem pessoas que agem como a criança que teve a pureza e a coragem de gritar que “o rei está nu”. Um dos gritos foi dado pel@s professores/as e pesquisadores Educadores/as Sócio Ambientais (aqui e aqui). Mas, o interessante em suas falas é que concordam que afundamos num abismo de crimes contra o meio ambiente. Pior, de modo apático e alienado.

Outra verdade que disseram é sobre a caducidade do regime capitalista, o pai dos crimes e mentiras aos borbotões. Anunciaram que é preciso romper esse modelo e trocá-lo por outro.

Estamos com a os olhos para enxergarmos os crimes e com a palavra e as mãos para nos organizarmos.

Por gentileza, leia abaixo o artigo do Padre Sérgio de Souz Neres.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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HÁ CRIMES PERFEITOS?

Os “crimes perfeitos” são aqueles crimes cometidos a “luz do dia” e ninguém se dá conta que são crimes. Eles podem até ser legalizados, quando os criminosos ou os seus parceiros conscientes ou inconscientes constroem leis para reconhecer o crime. A escravidão era lei e até um imperativo para muitas famílias, instituições e até autoridades. Georg Orwell dizia que quem controla o presente controla o passado. Neste sentido, nós devemos dizer que a escravidão, mesmo que tenha sido legalizada e até desejada pela vítima, era um crime. Dessa maneira, o “crime perfeito” é aquele que todos normalizam, naturalizam, legalizam.

O governo Bolsonaro e seus apoiadores cometem crimes o tempo todo e há autoridades e instituições que banalizam todos estes crimes. Hannah Arendt denunciava que os crimes não podem ser banalizados, senão eles se tornam normalizados e até um imperativo para os súditos que não têm autonomia, liberdade e independência. Esse fenômeno criminoso torna Bolsonaro, seu governo e apoiadores criminosos contumazes e convictos. Eles acreditam até que os crimes deles são legítimos. Eles não buscam esconder e nem tergiversar sobre a autoria e o modus operandi dos crimes. Assim, os crimes de Bolsonaro, sua família, seu governo e seus apoiadores ficam as claras e muitos passam a pensar que o normal é ser um criminoso.

Lars Von Triers (A casa que Jack construiu) mostrou que o crime perfeito não precisa de legitimações profundas e muito menos rebuscadas. Georg Orwell (A revolução dos animais e 1984) mostrou o crime moldado a vida cotidiana e banal passa a ser virtude e até desejado como algo distinto e nobre. Hans Christian Andersen (A Nova roupa do rei) mostrou que a ideologia do silêncio negligente e omisso faz com os fenômenos ocorram a olho nu e ninguém ousa comentar ou criticar simplesmente por não ganhar o codinome de ignorante, louco ou não pertencer a “vida de gado”. Dessa maneira, os crimes desses grupos só são denunciados por pessoas que estão “fora da bolha”, como a criança de Hans Christian Andersen que gritou que “o rei está nu”.

Esses crimes bolsonaristas não são novidades e muito menos, ele está iniciando uma nova forma de cometer crimes. A literatura científica e cultural citada acima explícita que os “crimes perfeitos” sempre foram cometidos ao longa da história. Eles ainda provocam um “efeito dominó”,  “efeito manada”, “efeito cascata”, “efeito em cadeia” ou como diria Gregory Batesson “cadeia sismogenética”, ou como diria Zé Ramalho “vida de gado”, “povo feliz”. Dessa maneira, os crimes bolsonaristas extravasam os limites próprios dos bolsonaristas: o próprio presidente, sua família, seu governo e seus apoiadores.

Esses crimes passam a ser naturalizados, normalizados, legitimados e até legalizados por autoridades e instituições. O sistema de justiça é incapaz de punir todos os criminosos que cometem os mesmos crimes bolsonaristas. Mas, ele tem a obrigação de punir a fonte, a gênese, a origem de todo este sistema perverso e criminoso de viver e se relacionar com pessoas, autoridades e instituições públicas e privadas. Portanto, a punição ao “crime perfeito” de Bolsonaro é uma forma de transformar o “círculo vicioso” em um “círculo virtuoso” e não de transformar o vício em virtude.

SÉRGIO DE SOUZA NERES

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