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João Dória se diz arrependido de apoiar o miliciano e fala nos pobres de São Paulo. Ah, tá!

Por Dom Orvandil

Contextos de crise como o que moldura a pandemia, além de externar medos, covardias, recuos e mentiras, trazem à dona os cinismos deslavados da turma servidora do mercado.

Os neoliberais que assaltaram o Estado como parte do caldo cultural do golpe que derrubou a presidenta Dilma, que impôs à presidência um traidor e que montou a parafernália fake news conduzindo às chefias dos governos federal e estaduais verdadeiros criminosos, funcionários fantoches da pior leva de brasileiros, com exceções no Nordeste.

João Dória, como membro da pior burguesia brasileira, a branca de São Paulo, historicamente impatriótica e reacionária antipovo, não se enquadra no álbum dos subinteligentes e analfabetos funcionais. Mas é integrante do elenco de cínicos teatrais que não seguem textos e direções da qualidade dos que têm história e  envergadura progressista e patriótica.

João Dória é contumaz e treinado mentiroso. Age com oportunismo e cinismo doentio na defesa dos interesses empresariais próprios e os da casta do mercado de São Paulo.

Na entrevista que deu ao jornal golpista, a Folha de São Paulo – que Paulo Henrique Amorim chamava de “Felha” – mostrou-se um cínico oportunista da pior espécie.

É bom que se alerte os “eleitoreiros” – até os sociaisdemocratas e os que se dizem de esquerda, que confundem campanha eleitoral com tática política – essa jogada é a mesma do neoliberal cínico João Dória.

O “eleitoralismo” é fábrica de mentirosos, de fingidos batedores nas costas, até mesmo dos pobres, falsos debatedores dispostos a brigar e xingar opositores e vendedores de ocasião como pescadores em águas turvas.

Em nome dessa tática vazia de luta política, que só faz política e se aproxima do povo de dois em dois anos através de campanhas eleitorais à peso de muito dinheiro, João Dória, o cínico sorridente mor, até elogia Lula depois de destroçá-lo com calúnias sórdidas, típicas dos inimigos da classe trabalhadora, de olhos nos votos dos iludidos e flutuantes manobrados pela burguesia.

Na mencionada entrevista,  João Dória, o bebê banhado a talco do mercado, se diz arrependido de votar e de se eleger movido pela onda golpista e insana da campanha da facada mentirosa do miliciano e rachadinha Jair Bolsonaro.

No entanto, nas entrelinhas da baboseira do mentiroso, é possível entender sua ideologia e postura política nada diferente da do miliciano apoiador do AI 5.

O “seo” João objetivava mesmo se eleger presidente do Brasil. Na impossibilidade também se somou ao movimento de velório da sua turma de reacionários de São Paulo, apoiando com palavras e atos inconfundíveis o fascismo em marcha.

Como sói ocorrer com a membresia do mercado genocida e desonesto, o “seo” Dória entrou na jangada furada do milicianismo já pensando saltar fora logo ali, vislumbrando o eleitorado vacilante feito de coxinhas e de gado tocado a berrante ora por Cunha, ora por Aécio, ora por Moro e ora pelo rachadinha Bolsonaro.

A entrevista do rato branco não deixa dúvidas. Fiz campanha me posicionando contra esquerda, o PT. O outro candidato era Jair Bolsonaro. Por ser candidato, eu tinha que ter um lado, que não poderia ser o do nulo ou em branco. Nunca fiz isso”, disse o oportunista e golpista “seo” João Dória .

A barbaridade mentirosa do esfomeado por cargos eletivos cada vez mais altos se acentua na falsidade a respeito dos pobres e abandonados de São Paulo.

O jornalista da “Felha”, Sérgio Dávila, certamente com perguntas encomendadas pelos donos do “jornalão”,  passou a bola preconceituosa contra os trabalhadores e os pobres picando para que o rato branco da burguesia imoral chutasse.

Dávila, se referir aos “desvalidos”, como os endinheirados se referem aos trabalhadores informais, desempregados, abatidos pela catástrofe capitalista das moradias de péssimas condições quanto aos locais impróprios e às estruturas residenciais feitas de caixotes, de latas abandonadas, de lonas e outros materiais atentatórios à segurança em relação a chuvas, enchentes, tempestades e incêndios, timbra os pobres como sem validade e sem importância ao mercado.

A resposta do “seo” João branco e rico não deixa dúvidas da miséria ética da visão ideológica, como parte da humanamente desclassificada casta econômica. “Governos e instituições públicas terão de ser mais solidários e presentes no atendimento aos desfavorecidos, aos mais pobres, àqueles que precisam efetivamente da presença do Estado. A pandemia expôs de forma mais aguda e chocante a dificuldade da pobreza de enfrentar não só a fome mas a doença. A morte chega mais perto daqueles que estão à margem da sociedade”, respondeu Dória, sem nenhuma compaixão real e séria com a mudança desta realidade profundamente injusta e fabricada pelos interesses mesquinhos e egoístas do mercado.

Jogar a solidariedade para um Estado abstrato e romântico é próprio e antigo no discurso de gente nanica eticamente como o “seo” João Dória e toda a máfia do mercado a quem ele e sua turma neoliberal servem.

Mais uma vez nos sobra o alerta de que soluções não vêm dessa horda desumana que assalta o Estado.

A bola será jogada pelo povo e pelos trabalhadores ou não nos sobrará nem um pedacinho de campo para o jogo da dignidade.

Após a pandemia do coronavirus virá a luta organizada no enfrentamento da barbárie capitalista neoliberal que nos ameaçará ainda mais.

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4 Comentários

  1. O medo e as lágrimas de crocodilo da burguesia insensível. Ajude-nos a alavancar fortemente o Cartas Proféticas compartilhando somente a chamada e o link desta postagem e o link desta postagem. Por gentileza, ative também o "notificações" para receber as novidades. http://cartasprofeticas.org/joao-doria-se-diz-arrependido-de-apoiar-o-miliciano-e-fala-nos-pobres-de-sao-paulo-ah-ta/

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