Bretas

Joaquim de Carvalho: “Perfil do juiz Bretas revela traços preocupantes do fundamentalismo evangélico”

O jornalista Joaquim de Carvalho do site Diário do Centro do Mundo levanta preocupações relevantes com a respeito a orientação fundamentalista de um juiz evangélico.

Alerta que o problema não é ser evangélico, e não é mesmo, a preocupação é quando ocupantes de cargos públicos, como o são os juízes, encarregados de fazer justiça com base na ética e na ciência, são literalistas, fundamentalistas e fanáticos que se acham aprioristicamente donos da verdade, antes de investigar os fatos, de entender as pessoas, seus contextos sociais, políticos, culturais, econômicos.

Joaquim avalia a formação ideológica e teológica conservadora do juiz Marcelo Bretas, que conduz os processos do ramo fluminense da Lava Jato,  e se assombra com o que disse aquele magistrado a respeito de sua postura arrogante, ar de superioridade e desrespeito à ciência jurídica.

O judiciário de fundamentalistas, guiados por convicções sem provas, sem investigação e sem acesso à verdade lastreada socialmente, é um risco grave para a justiça e para a democracia.

Com referência à polêmica envolvendo Gilmar Mendes, que solta seus amigos presos e acusados de corrupção, Bretas se manifestou como sendo um enviado de Deus. “O juiz deu entrevistas ao Estado na semana em que entrou na mira do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Gilmar o atacou, em 18 de agosto, por ter mandado prender novamente dois empresários amigos que mandara soltar, na véspera. “Isso é atípico. E em geral o rabo não abana o cachorro, é o cachorro que abana o rabo”, disse o ministro, sugerindo subserviência. “Não vou comentar, para evitar confronto e polêmica, mas confesso que me atingiu um pouco, por causa da minha formação religiosa evangélica”, disse Bretas no meio da tarde da sexta-feira, dia 25, na última de quatro entrevistas que concedeu ao Estado em intervalos das audiências ao longo de dez dias úteis”, comentou Joaquim de Carvalho.

A postura esposada por  Marcelo Bretas é a mesma que virou eixo político da força tarefa lava jato,  com seus procuradores, policias federais e juízes, mais próximos do fascismo do que da Constituição Federal, mais semelhantes ao Estado Islâmico do que do Estado social laico, inclusivo e democrático.

Há padres, bispos católicos e pastores donos de igrejas que conduzem esses funcionários públicos a descaminhos imensamente perigoso, que podem levar a sociedade a conflitos violentos logo ali,  mais do que o ódio pregado em igrejas e nas redes sociais.

Leia o artigo do jornalista  Joaquim de Carvalho no DCM.

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2 Comentários

  1. […] Este blog busca conteúdos como  chaves sérias para interpretar a realidade, muitas vezes nebulosa e turvada no senso comum pela mídia e por um turbilhão de aparelhos ideológicos massacrantes, como a própria religião faz muitas vezes como se lê aqui. […]

  2. Todos nós temos dois lados.. o bom e o ruim...
    Vai prevalecer aquele que for melhor estimulado e alimentado...
    Exemplo disso é que o animal mais feroz pode ser amansado com muito amor, carinho e respeito aos limites que ele possa ter...
    Marcelo Bredas x Gilmar Mendes é uma disputa de egos... para ver qual deles tem mais força, poder e...tempo de mídia...

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