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Jornalista Aluizio Ferreira Palmar: “Bolsonaro desejou minha morte sob tortura”

“Se dependesse desse monstro, eu não teria minhas filhas, nem meu filho, netos e netas”, diz jornalista

Tantas são as vozes que se levantam com provas indicando o mal que é Jair Bolsonaro e o quanto esse indivíduo ameaça o Brasil com todas as desgraças que ele carrega na sua biografia diabólica. As evidências materiais são o contrário da prática dos lavajateiros e do charlatão Sérgio Moro,  que condenam sem provas.

As povas que confirmam as notícias de que Ana Cristina, ex esposa do monstro,  que ela foi ameaçada de morte, chantageada e roubada em seus direitos num divórcio litigioso, mesmo que ela, talvez amedrontada ou por oportunismo, negue por vídeo as perseguições que a fizeram se mudar do Brasil para a Noruega, são mais sinais que se somam a tantas de que o Brasil se encontra diante de uma candidatura a presidente das mais violentas, desumanas e assassinas de sua história.

Apoiadores, inclusive, por incrível que pareça, mulheres, negros e homossexuais, de modo cego, surdo e ignorante, fanaticamente ignoram que se assemelham ao monstro que defendem e que desejam à frente do governo federal.

Comentários desrespeitosos e ameaçadores à minha pessoa, agressivos e mentirosos,  que bolsonaristas fazem no meu canal no You Tube, que não publico, são demonstração de que são insensíveis, mal formados e de comportamento destrutivo.

Ora, Jair Bolsonaro, a história dele e os seus apoios não servem para o Brasil. Têm que ser rejeitados a bem do nosso futuro.

Mais um testemunho pavoroso, vivenciado por um homem justo, honesto, generoso,  que lutou contra a barbárie da ditadura empresarial-militar, se soma ao de Ana Cristina. Felizmente, diferente dela, o jornalista Aluizio Ferreira Palmar, um homem de caráter e compromisso com a história libertária dos povos, descreve as humilhações que sofreu na Câmara dos Deputados por parte do eleito pelo povo carioca para tratar dos interesses públicos e não para proteger criminosos, torturadores e assassinos.

Leia abaixo o sofrido tesetemunho do jornalista Aluizio Ferreira Palmar.

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“Não se trata de política. É algo mais sério. É questão de caráter.

No ano de 2011, eu fui convidado para falar numa reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal.

Durante minha fala, eu contei que um dos envolvidos em torturas na cidade de Foz do Iguaçu, o então tenente Espedito Ostroviski, disse, por ocasião de minha prisão, que a minha mulher não teria a filha que estava esperando. Que eles “dariam um jeito” assim que ela fosse presa.

No momento em que eu contava esse fato ocorrido em 1969, o deputado Jair Bolsonaro, apontando o dedo pra mim, disse aos gritos que eu não poderia ter sobrevivido à tortura. Que deveriam ter me matado. E acrescentou, “só matando para que os comunistas não tenham filhos, pois a ideologia passa pelo sangue”.

Então, se dependesse desse monstro, eu não teria minhas filhas, nem meu filho, netos e netas.
Portanto, não quero estar no mesmo espaço que as pessoas que apoiam esse psicopata. Não quero que os apoiadores de Bolsonaro entrem em minha casa, nem que telefonem.
Oxalá, que nem passem pela minha rua.

É uma questão de caráter. Não compactuo com pessoas que apoiam alguém que desejou minha morte e que minhas filhas, filho, netas e netos não viessem à vida.”

Reportagem de Aloisio Morais no site Jornalistas Livres.

 

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