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Jornalista Breno Altman avisa que sem o povo nas ruas o presidente eleito nem tomará posse

O jornalista Breno Altman, de postura política à esquerda e que contribui com o debate nacional, analisa a conjuntura pesada de ameaças de extenção do golpe de Estado dado  por canalhas do Congresso Nacional em conluio com fascistas do judiciáro e quadrilheiros,  estender-se às forças armadas.

Breno baseia-se nas últimas manifestações de militares graduados como a criminosa e afrontosa atitude do comandante do Exército Brasileiro,  que se manifestou contra o direito do ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar eleição, eleger-se e tomar posse como mandatário do país. As rancorosas palavras do general de pijama, vice na chapa do esfaqueado Jair Bolsonaro,  que defende que o Brasil não precisa de Constituição, que bastam  arremedos tipo os que os três patetas generais fizeram na Granja do Torto em 1967, que chamaram de Constituição, também ajudam a carregar de nuvens pesadas o nosso ambiente político.

Com razão Altman diz que o general Villas Bôas deveria ser preso e demitido do cargo de comandante do Exército.

O argumento do jornalista de que  “o Exército é a última linha de defesa da burguesia brasileira” certamente não ignora que as outras duas forças compuseram o trio que deu um golpe sangrento de Estado, empurrando o Brasil para um banho de sangue,  para o antro de corrução e desonra internacional, exportando métodos cruéis de tortura para as outras ditaduras assassinas latino americanas.

É preciso incluir na análise sobre os motores golpistas o judiciário brasileiro, o mais sujo pau de amarra dos interesses dos 1% dos endinheirados brasileiros, os que adoraram se esconder por detrás da fachada de nome “mercado”. Portanto, aí já se alinham setores do empresariado nacional – bancos, agronegócio, comércio,  indústria e comunicações – que articulam golpes e financiam golpistas sem vergonhas e traidores.

Nesse horizonte nublado por gente da pior espécie, muito mais bandidos porque usam de artícios ditos científicos e metodológicos, não há que nos iludirmos com eleições apenas apertando nos botões 13, 65, 12 e outros.

Há que superarmos uma tradição terrível que a burguesia, que herdou a noção despolitizada da colonização, de que basta confiarmos nos nossos bons representantes.

Agora não é questão de confiança em Lula, Haddad e Manuela. A questão é bem mais profunda.

Temos, de um lado, ameaças até armadas nas quais a honra de compromisso com a pátria e com as soberanias nacional e popular é o que menos importa. No campo do golpe os golpistas farão qualquer coisa para não entregar o poder. Qualquer coisa mesmo: matar a mim, o Altman e outros é o de menos. O que querem é destruir o país,  o que resta de nossas riquesas e a resistência de nosso povo.

De outros lado, a força que mais importa não é a dos militares, muitos rendidos a interesses mesquinhos nacionais e internacionais nem a do empresariado, mas a que emerge do povo organizado e mobilizado.

Pelo contrário, esses setores só respeitam a força do povo. É nessa mobilização ostensiva com o povo nas ruas com slogans claros, palavras de ordens precisas, com locais  singficativos como símbolos representativos para o povo, com greve nas principais empresas e pressão insuportável é que se garantirá a posse do novo presidente e a realização de plataforma de governo com apoio e raizes nacionais. E mais, a mobilização com o povo nas ruas retomará o Congresso Nacional das mãos das máfias que o sequestraram. Este também é o caso do judiciário, onde não há mais justiça para trabalhadores, para os pobres e para o Brasil.

Acesse abaixo o link para ler o artigo do jornalista Breno Altman.

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Brasil 247.

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