conje_padilha

José Padilha, mais um arrependido no apoio à Sérgio Moro, o empacotador dos milicianos de Bolsonaro

A lista dos inocentes aumenta. A fila agora anda com o ingresso de cineasta José Padilha, o “conje” ingênuo e com “rugas”.

A não ser por interesses não confessados e negados não é possível explicar como um diretor das edições dos filmes Tropas de Elite imaginava que Sérgio Moro era um sincero combatedor de corrupção.

Padilha editou e dirigiu filmes que denunciaram as relações pecaminosas das polícias com os mais sujos porões habitados por milicianos, assassinos, ladrões e corruptos.

Os Tropas de Elite não deixaram de fora nenhum dos vínculos dos bandidos mais abjetos da polícia, dos milicianos e de suas ligações perversas e sanguinárias com candidatos e eleitos pelo Rio de Janeiro e por outros Estados para os diversos parlamentos, para os executivos estaduais e federais.

Com tanta pesquisa e estudos sobre a área mais explosiva dos crimes mais hediondos, que fizeram sangrar Marielle, Anderson, Eduardo Campos, Zavaski e tantos outros nas cidades e nos campos, Padilha ainda admirava e reverenciava o marreco analfabeto de Maringá, imaginando que ele realmente combatia a corrupção.

Mesmo com as denúncias comprovadas, feitas por intelectuais nacionais e internacionais dos mais respeitados, muitas das quais repercutidas neste blog e por todos os portais sérios atestando o alto nível de tração à pátria por Sérgio Moro, José Padilha ainda o apoiava como o santo profeta da justiça.

Agora se apresenta choroso afirmando que Sérgio Moro perdeu a independência para se submeter à família Bolsonaro e a ela servir.

Ora, como diz a deputada Gleisi Hoffman com respeito à emancipação do Banco Central pela gangue dos tchutchucas, “independência de quem?”

Crer que Sérgio Moro perdeu independência, que nunca teve por ser desde de sempre um marginal peão analfabeto dos macros jogos sujos dos Estados Unidos, chega a ser revoltante.

José Padilha, que acusa Moro, agora, de fazer pacote para proteger os milicianos não sabia que o “conje” sempre foi um moleque e lacaio de calças arriadas para os chefes da CIA e de Trump?

Certamente o cineasta votou também no boçal Jair Bolsonaro, crendo nos fake news e no golpe de Estado que as eleições de 2018 tentam consolidar.

Mas é importante que até arrependimentos duvidosos como este de José Padilha sejam acolhidos como forma de esvaziamento da base de apoio dos delinquentes ocupantes do Palácio do Planalto e nos ajudem a reforçar o acúmulo de forças na luta para varrer do Brasil todo esse vasta entulho de lixo, que os golpistas empurram para cima da nação e do povo brasileiro. Ambos já sangrando e gemendo sob o peso da opressão da elite nacional, vendilhã da pátria para o imperialismo voraz.

Acesse leia abaixo o artigo de José Padilha, publicado pela Folha online.

Não pense nem demore, apoie o projeto Cartas Proféticas. Clique aqui e acesse a conta para contribuir. Muito obrigado e abraços. 

Veja também e compartilhe: 

É estarrecedor ditos intelectuais votarem no capetão Bolsonaro. Bom que muitos se arrependem!

Banco Central Independente de quem?!

Quando eu soltar a minha voz!

Psiquiatra sente em seu consultório o desespero frente à morte por causa das políticas nazistas de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes; 

Os Miseráveis em Foco;

Reflexão Evangélica: “Na Santa Ceia com Jesus as ações satânicas mais cruéis!”

O que diz a carta de Frei Betto ao preso político Lula?

A tal de classe média afunda e some na escória de sua própria traição;

As mentiras do desgoverno Bolsonaro escondem os apoios de empresas poderosas ao nazismo na Alemanha por medo psicótico do comunismo.

José Padilha: O ministro antiFalcone

Pacote de Moro contra o crime vai fortalecer milícias

O cineasta José Padilha, diretor de “Tropa de Elite”, “Ônibus 174” e “Robocop”​

Sergio Moro sabe que:

1 – As milícias são organizações criminosas controladas por policiais civis e militares corruptos e violentos;

2 – Esses policiais utilizam o aparato do Estado, como armas, helicópteros e caveirões, para expulsar o tráfico e dominar as favelas;

3 – As milícias cobram por proteção e dominam atividades econômicas importantes nas áreas que controlam: distribuição de sinais de TV e de gás de cozinha e transporte alternativo;

4 – As milícias decidem quem faz propaganda eleitoral nas suas áreas e financiam campanhas políticas;

5 – Milicianos e políticos ligados a milicianos foram eleitos no Brasil para cargos legislativos e executivos em níveis municipal, estadual e federal.

Mesmo sabendo de tudo isso, o ministro Sergio Moro declarou que as milícias representam a mesma coisa que as facções criminosas dentro das prisões, sugerindo que esses grupos operam como o varejo do tráfico de drogas.

Ora, o leitor sabe que sempre apoiei a operação Lava Jato e que chamei Sergio Moro de “samurai ronin”, numa alusão à independência política que, acreditava eu, balizava a sua conduta. Pois bem, quero reconhecer o erro que cometi.

Digo isso porque não há outra explicação: Sergio Moro finge não saber o que é milícia porque perdeu sua independência e hoje trabalha para a família BolsonaroFlávio Bolsonaro não foi o senador mais votado em 74 das 76 seções eleitorais de Rio das Pedras por acaso…

pacote anticrime que Sergio Moro enviou ao Congresso —embora razoável no que tange ao combate à corrupção corporativa e política— é absurdo no que se refere à luta contra as milícias. De fato, é um pacote pró-milícia, posto que facilita a violência policial.

Se Sergio Moro tivesse estudado os autos de resistência no Brasil teria descoberto que:

1 – Apenas no Rio de Janeiro, a cada seis horas, policiais em serviço matam alguém;

2 – A versão apresentada por esses policiais costuma ser a única fonte de informações nos inquéritos instaurados em delegacias para apurar os homicídios;

3 – Como policial tem fé pública, a sua versão embasa a excludente de ilicitude, evitando a prisão em flagrante;

4 – A Polícia Civil, além de raramente escutar testemunhas ou realizar perícias no local dos assassinatos, tem mania de desfazer as cenas do crime para prestar socorro às vítimas, apesar de a maioria delas morrer instantaneamente em decorrência de disparos no tórax;

5 – Desde 1969, quando o regime militar editou a ordem de serviço 803, que impede a prisão de policiais em caso de “auto de resistência”, apenas 2% dos casos são denunciados à Justiça e poucos chegam ao Tribunal do Júri.

Aprovado o pacote anticrime de Sergio Moro, esse número vai tender a zero. Isso porque o pacote prevê que, para justificar legitima defesa, bastará que o policial diga que estava sob “medo, surpresa ou violenta emoção” —ou, ainda, que realizava “ação para prevenir injusta e iminente agressão”.

O hábito que os policiais milicianos têm de plantar armas e drogas nos corpos de suas vítimas para justificar execuções é tão usual que deu origem a um jargão: todo bom miliciano carrega consigo um “kit bandido”. Aprovado o pacote de Moro, nem de “kit bandido” os milicianos precisarão mais.

​Sergio Moro nunca sofreu atentados e nunca lidou com a máfia. Mas ojuiz Giovanni Falcone, em quem o ministro diz se inspirar, foi morto aos 53 anos de idade na explosão de uma bomba colocada pela máfia em uma estrada. Sua mulher e três seguranças morreram com ele.

O crime foi uma reação da máfia à operação “Maxiprocesso”, que prendeu mais de 320 mafiosos na década de 1980. Ela deu origem à operação “Mãos Limpas”, que mostrou que a máfia elegia e controlava políticos importantes na Itália.

Ora, no contexto brasileiro, é obvio que o pacote anticrime de Moro vai estimular a violência policial, o crescimento das milícias e sua influência política. Sergio Moro foi de “samurai ronin” a “antiFalcone”. Seu pacote anticorrupção é, também, um pacote pró-máfia.

José Padilha

Cineasta, diretor dos filmes “Tropa de Elite” (2007), “Tropa de Elite 2” (2010) e “RoboCop” (2014)

Deixe uma resposta