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Judeus e Muçulmanos unidos contra Bolsonaro: fascismo não!

Grupos judeus e mulçumanos assinam carta aberta contra Jair Bolsonaro.  Foto: Agência O Globo

Em documento conjunto judeus e muçulmanos, religiões hisóricas e mais antigas do que o cristianismo, constroem saudável aliança contra o fasicismo, a aventura e o ódio representados pelo esfaqueado por ele mesmo, Jair Bolsonaro.

Reconhecendo que foram massacrados no passado por interesses opressores de católicos romanos a serviço da colonização europeia, que também assassinaram e domesticaram milhões de indigenas para submetê-los à sua catequese religiosa e ideológica, “abençoaram” os navios negreiros e a escravização desumana e assassina de irmãos/ãs africanos/as, judeus e muçulmanos se unem para ajudar a impedir a atualização desses massacres com a possível e diabólica eleição do nazifascista Jair Bolsonaro.

A conjuntura da campanha eleitoral à presidência é de tal monta terrível, que é marcada pela ignorância, desprezo e traição às próprias origens dos judeus. Esquecidos do holocausto e da perseguição que sofreram pelo nazismos na Segunda Guerra, com a morte de seis milhões de nos campos de concentração e holocausto de Hitler, muitos judeus traem sua memória e abrem mãos da honra ao aderir ao perigoso fasicismo ativo na aventureira família Bolsonaro.

Num  vídeo que gravou, um dos líderes do Juprog (Judeus Progressistas), Mauro Nadvorny, denunciou o assédio de alguns judeus em defesa estranha à candidatura de Bolsonaro. Escandalizado, Mauro confessa que jamais imaginou  que um povo martirizado pelos horrores do holocausto  aderisse ao discurso e aos incentivos  nazi-fascistas. Nadvorny testemunha o triste cinismo da adesão de alguns amigos e parentes: “Eu tive que me desfazer de amigos de longa data, de congelar velhas amizades… Até de parentes eu me afastei”, disse dolorido.

No cristianismo também, como o Cartas Proféticas denuncia há tempo, milhares de traições a Jesus, mártir do império romano, dos fariseus moralistas que colaboraram com seu julgamento injusto e condenação à morte sem crimes e sem provas,  bem como de cristãos santos que também sucumbiram ao nazismo, presos, torturados, enforcados, fuzilados e envenenados nas câmaras de gás. Mesmo asssim padres, pastores, bispos e cardeais defendem o golpe de Estado no Brasil e a condidatura nazista de Jair Bolsonato. Traição da grossa. Tudo por dinheiro, por canais de TV e pelo poder.

Leia abaixo o ducumento dos grupos de judeus e de mulçumanos e depois acesse o vídeo com o depoimento dramático do líder judeu Mauro Nadvorny.  

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A cultura de tolerância religiosa é recente no Brasil. Nas raízes de nossa formação, encontra-se o massacre cultural imposto aos povos indígenas e africanos, obrigados a renunciar a suas crenças originárias e aceitar o poder dos senhores, aliados à estrutura da Igreja Católica. Com a tolerância advinda em meados do século passado, a partir do Concílio Vaticano II, uma nova onda de intolerância religiosa ganha ímpeto com o fanatismo de parte dos evangélicos neopentecostais, tendo como principais alvos as religiões de matriz africana.

Mesmo com os avanços legais que tornaram o Brasil um dos países mais avançados na criminalização do racismo e da discriminação religiosa, permanece em boa parte da sociedade brasileira o sentimento abafado do segregacionismo excludente. Na onda de ódio fomentada no país, nos últimos anos, a resistência cultural-religiosa desses povos passou a incomodar os setores de extrema direita, que passaram a ameaçar novamente a imposição de restrições às religiões não-cristãs, e a disseminar o medo.

Esse comportamento de uma parte da sociedade abre caminho ao cenário da ameaça fascista, solo fértil às hostilidades de raça, gênero e todas as demais discriminações sociais, hoje personificadas na figura de Jair Bolsonaro. Seu discurso deixa claro o intento de subjugar as minorias.

Os discursos de ódio, ironicamente, têm se aproveitado da liberdade de expressão, que não tem proteção contra a livre circulação de ideários fascistas.

Nós, muçulmanos e judeus, que conhecemos os horrores da islamofobia e do antissemitismo, temos a sensibilidade aguçada para perceber que, entre todas as barbaridades proferidas por este candidato, a mais emblemática, por atingir vários segmentos, foi a de que as minorias devem se curvar à maioria. Essa frase ecoa fundo no coração daqueles que sofrem diariamente a brutalidade do preconceito e da não aceitação, contrariando a nossa Constituição, que nos garante o direito de vivermos em um Estado Laico. As minorias religiosas se sentem ameaçadas em seus direitos à prática de seus cultos, e até mesmo, nas suas existências.

O discurso de ódio fomentou a união de muitos subsetores existentes nas mesmas minorias, e nos une contra o inimigo comum. Manifestamos o nosso mais profundo repúdio a todas as formas de intolerância que possam comprometer o convívio salutar dos cidadãos com todas as suas diferenças, sejam religiosas, de gênero, de cor ou de ideologia política. Ressaltamos que nossa luta não se restringe apenas à figura pessoal do candidato, mas a tudo que ele representa e todos os que reproduzem o seu discurso.

Nossa bandeira comum, como muçulmanos e judeus é barrar toda forma de violência, de preconceito e qualquer outro elemento que dê base ao projeto fascista desse homem e de seus seguidores.

Muçulmanos e judeus vão permanecer unidos depois das eleições de 2018. Nossa luta é perene, enquanto existirem nesse país sementes de fascismo, lá estaremos para tornar esse solo cada vez mais impermeável a esta ideologia.

ASSINAM ESTA NOTA PÚBLICA:

MUÇULMANOS CONTRA BOLSONARO

COLETIVO MUÇULMANAS E MUÇULMANOS CONTRA O GOLPE

MESQUITA SUMAYYAH BINT KHAYYAT – COMUNIDADE MUÇULMANA DE EMBU DAS ARTES-SP

MUÇULMANAS EM MANIFESTO CONTRA O FASCISMO

JUDEUS CONTRA BOLSONARO

FRENTE JUDAICA PARA OS DIREITOS HUMANOS

ARTICULAÇÃO JUDAICA

MERETZ BRASIL

MOVIMENTO DEA MULHERES “ME DÊ A SUA MÃO”

FORUM DE JUDEUS SIONISTAS-SOCIALISTAS PRÓ-PALESTINA.

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