bolsonarogenocida

Júri simbólico na PUC – SP condena Bolsonaro por genocídio

Li na Revista Brasil de Fato que um júri foi montado na PUC – SP para julgar a atuação de sua excrescência miliciana genocida Jair Bolsonaro, tanto à frente do governo como em relação às iniciativas relativas à pandemia do coronavírus.

Aqui no Site e no Canal Cartas Proféticas vimos tratando esse delinquente de modo duro, identificando o jeito violento, desrespeitoso, antipatriótico e antidemocrático como ele se comporta na relação com o nosso povo, com o nosso país e com o mundo. Nesses termos não nos é cabível denominar esse desonrado como “presidente” se a chagada dele à presidência da república se deu pelos caminhos mais repugnantes da mentira e de golpes contra nossos direitos. Nem afirmamos que Jair Bolsonaro é sem partido. Esta é uma afirmação bazófia e injusta.  Pois, o delinquente é membro honorífico do partido miliciano do Rio de Janeiro.

Voltando ao júri simulado, mas de grande valor ético, até porque contou com a participação de intelectuais e lideranças populares, que conhecem de perto e na prática as dores dos trabalhadores e dos pobres, completamente desamparados pelo Estado, este entregue e a serviço do mercado e dos comparsas fascistas.

A reportagem narra que “o “Tribunal do Genocídio” foi organizado pelo coletivo Professor André Naveiro Russo, criado em homenagem ao docente que morreu durante a pandemia do coronavírus. O julgamento foi presidido por Kenarik Boujikian, desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça de São Paulo.”

Certa da força simbólica representativa da consciência, da denúncia política dos crimes contra a saúde pública e para a educação popular  a magistrada Kenarik Boujikian afirmou após proferir a sentença que “eu espero que as autoridades próprias e as instâncias próprias façam esse julgamento. Que agora o Tribunal Penal Internacional cumpra seu papel. Que o Ministério Público brasileiro e o Judiciário cumpram seu papel”.

Representando a angústia popular e a dor dos familiares e as relações dos quase 1 milhão de mortos a ex-procuradora-geral da República Débora Duprat atuou como acusação. Nessa condição pediu  a condenação de Bolsonaro. Ela se  baseou em tipificações internacionais (genocídio e crime contra a humanidade) e no Código Penal brasileiro (crime de epidemia, infração de medida sanitária preventiva e charlatanismo).

Além da acusação competente e sensível, algumas  lideranças dentre as que integraram o corpo de jurados se manifestaram expressando a revolta com os crimes de Jair Bolsonaro contra nossa saúde.

“Não podemos fazer essa discussão sobre genocídio sem olhar a história, sem tentar entender o impacto de mais de três séculos de escravidão na estrutura social brasileira. É preciso entender como isso estrutura todas as nossas relações na sociedade”, falou a jurista Sheila de Carvalho, da Coalizão Negra dos Direitos.

“Voltamos ao Mapa da Fome, tivemos a descontinuidade de políticas públicas que fez com que nossa população ficasse cada vez mais vulnerável. Quais são os pilares que sustentam os crimes de genocídio? Não falamos só de bomba atômica, falamos de desinformação com poder letal que talvez seja tão grande quanto”, denunciou  a líder integrante do movimento negro.

O companheiro João Pedro Stédile, da direção nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), pediu ainda “que a condenação determine que o nome desse sujeito, sua vida e obra sejam depositados na lata do lixo da história, fazendo companhia com Mussolini, Fleury e Coronel Ustra, todos eles na mesma lata do lixo”.

A rapper Luana Hansen denunciou a partir da periferia: “Culpado por genocídio? Não tenho dúvida. Vejo a periferia brigando por num defende ele, porque há fake news. Eu sou artista independente e muitos de vocês não conhecem minhas músicas, mas várias fake news dele chegam nos celulares de todas as pessoas. Faltou muito “Ubuntu” nesse governo, porque sou só quando o outro é, e isso o Bolsonaro nunca foi”.

O elenco de jurados impressiona pelas capacidades intelectuais, história de lutas e compromisso com o povo, plenos da consciência da dor popular e da necessidade de denunciar e de lutar.

 Lucineia Rosa dos Santos, professora em Direitos Humanos dos Refugiados e Direito da Criança e do Adolescente na PUC-SP;

Arthur Chioro, médico e ex-ministro da Saúde no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT);

Frei David, coordenador nacional da Educafro Brasil;

Edson Kayapó, escritor, ativista no movimento indígena, ambientalista e doutor em Educação;

Luana Hansen, rapper, MC e ativista dos direitos das mulheres;

João Pedro Stédile, membro da direção nacional do MST;

Sheila de Carvalho, jurista e membro da Coalizão Negra por Direitos.

Nesses dias turvos de mortes pela pandemia, de desmobilização popular, de chacinas para todos os lados, do terror pela fome e pela miséria, atos como este são alerta que se encontram em lideranças enraizadas nas lutas cotidianas e na academia, na pesquisa e nos debates antifascismo.

Leia a íntegra desta reportagem na Brasil de Fato.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

**************************************************************************************

PROGRAMAÇÃO DO CANAL E DO SITE CARTAS PROFÉTICAS

– Chimarrão Profético: todas as terças e quintas feiras, às 11 horas;

– Leitura Profética: todas as quarta feiras, às 11 horas;

– Fé e  Luta: todos os sábados, às 11 horas;

– Mergulho nas Notícias: todas as segundas feiras, às 10 horas;

– Arte e Vida: todas as sextas feiras, às 19 horas;

– Reflexão do Evangelho: todos os domingos (programa gravado);

– Vigília e Resistência na Pandemia;

– Impactos das Notícias: notícias analisadas a qualquer momento (ao vivo).

Apoie este projeto com sua doação  pelo  Pix domorvandil@gmail.com.

Acesse e leia mais. Compartilhe:

Inscreva-se, ative o sininho, comente, dê likes, compartilhe e apoie sempre!

Compartilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Deixe um Comentário

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.