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Kiko Nogueira: por que os evangélicos trocaram os judeus pelos gays em sua pregação de ódio

O Cartas Proféticas posiciona-se clara e criticamente quanto aos grupos fundamentalistas ditos evangélicos e os também católicos, de quaisquer denominações.

Suas caratacterísticas sublinham-se por secção de versículos bíblicos, arranacando-os dos contextos, embalando-os em fanatismo revestido de barbárie, com sangue nos olhos e nas ventas, fazendo de seus/as pastores/as agentes do mal, dispostos a ofender e, daqui a pouco,  até a matar estilo Estado Islâmico.

Donos e pastores de ditas igrejas gozam de delirante  prazer no aproveitamente – para não dizer roubo – de verbas públicas, notadamente vindas de cargos eletivos de vereadores, deputados, prefeitos e até senadores, que usam suas funções como barricadas para atacar o Estado, os programas sociais, os diferentes, os ateus e os progressistas.

O caso da senhora Rosângela Alves Justino é típico do abandono do cristianismo tal como é definido nos evangelhos, narrando lá um Jesus com o qual esses grupelhos, escada do fascismo, não quardam nenhuma relação.

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Leia abaixo o texto do jornalista Kiko Nogueira do DCM sobre Isso.

De todas as excrescências que temos testemunhado no pós-normal brasileiro, o caso da psicóloga e “missionária” Rozangela Alves Justino bate alguns recordes.

Rozangela é a autora da ação na Justiça do Distrito Federal cuja liminar concedida na última sexta permite a “cura gay”.

Funcionária do deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), ela se diz presidente de uma certa Associação Brasileira de Psicólogos em Ação, Abrapsia.

Figura soturna, com aparência perturbada, Rozangela compartilha nas redes trechos de suas pregações.

“Estão instituindo o caos social. Poucos vão estar sobrevivendo. Está sendo preparada uma ilha para poucos desfrutarem de todas as riquezas das nações. Vejo que esta questão da liberação sexual de crianças é um problema de soberania nacional”, diz numa delas.

Num vídeo de 2014, ela afirmava que a resolução do Conselho Federal de Psicologia que proibia o tratamento de “reversão de sexualidade” era “discriminatória, preconceituosa, nazista”.

Sóstenes é pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, liderada por Silas Malafaia, um guerreiro do povo brasileiro contra “gayzistas”.

Rozangela odeia homossexuais tanto Silas e seus colegas. Esses lixos humanos não podem ser o que são. Em nome de Deus, ela vai sanar a moléstia, por bem ou por mal. E ganhar uma grana, evidentemente.

Noves fora o fato de que a pastora tem claramente alguns parafusos a menos, ela não está sozinha nessa fixação. Muito pelo contrário. Nem aqui, nem lá fora.

Esta se tornou uma questão central para evangélicos fundamentalistas no mundo todo.

De acordo com o professor americano Austin Cline, da Universidade da Pensilvânia, “o ‘pecado’ da homossexualidade é importante porque a direita evangélica precisa de algum grupo para atacar como parte de seu esforço para restaurar sua dominação social, cultural e política”.

A desculpa é a defesa dos “valores da família”. “Não é mais socialmente aceitável atacar judeus, os antigos bodes expiatórios destes cristãos”, diz Cline.

“Ateus e humanistas continuam alvos fáceis, mas eles não têm o mesmo impacto emocional dos gays (embora os três possam ser alvejados da mesma maneira que os judeus costumavam ser)”.

Um pastor episcopal chamado Tom Ehrich, escritor, baseado em Nova York, fez uma autocrítica. Afirma que a “agenda política ‘cristã’ tornou-se nada mais do que eleger candidatos que irão lidar corretamente com temas como o aborto e a homossexualidade”.

“Nós falamos que nos importamos com as Escrituras, mas os versos que pegamos da Bíblia sobre, digamos, homossexualidade não significam reverência pelas Escrituras. Prova: nós nos sentimos livres para ignorar o que o resto da Bíblia prega”.

Para ele, “denominações religiosas inteiras reduziram sua mensagem pública a regulamentações sobre sexo. É como se os quatro evangelhos não fossem suficientes. Seria necessário escrever um novo livro para Deus, em que o propósito da humanidade se reduzisse aos genitais e aos gêneros”.

 

 

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3 Comentários

  1. Se a gente levanta um tapete nesta republiqueta Brazzilll, o novo e declarado Suruba Brazzill, qualquer tapete, só parecem sujeiras,
    Cada vez mais sujeira.
    É tanta sujeira que evidencia tratar-se de uma fossa negra, sem nunca se alcançar o fundo do poço, Porque não é um poço, e uma fossa. E ela está saturada de tanta merda!

    gustavohorta.wordpress.com

  2. "EU CHEGUEI MESMO A ACREDITAR… COMO PUDE ESTAR TÃO ERRADO?"
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2017/08/31/eu-cheguei-mesmo-a-acreditar-como-pude-estar-tao-errado/

    "...Minha geração fracassou e minha geração se acumpliciou com uma gente que apenas queria se apropriar do povo.

    Não, não está errado não. A grande, enorme, quadrilha queria se apropriar das pessoas, manipulando seus corações e suas mentes. Ludibriando, corrompendo, pondo a tantos de quatro ou de bruços. E CONSEGUIU...."

  3. […] ligaçõess da senhora Rosângela Alves Justino, a psicóloga da ‘cura gay’, funcionária de um deputado do DEM (partido de ruraralistas […]

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