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Leitura Profética: “Sabe o café gostoso que gostamos de beber? Pois é, passa pelas mãos de pessoas escravizadas!”

O capitalismo é cada vez mais desumano e cruel. No caminho da exploração este sistema satânico devasta a natureza e rebenta com a dignidade humana nos pequenos direitos como o de banheiros minimamente confortáveis às mulheres, repouso no cuidado da saúde, salários verdadeiramente valorizados aos trabalhadores.

A escravatura oficial é farsa assinada pelos proprietários de seres humanos e ladrões de suas produções. Porém, a escravatura de fato continua no mesmo ritmo da barbárie capitalista.

O regime escravocrata na colheita, torração e refino do café é gritante em vários lugares do Brasil, principalmente em Minas Gerais, onde se toma este gostoso líquido acompanhado de pão de queijo, mas com as marcas das mãos sofridas de mulheres e homens, submetidos à humilhação por supermercados grandes e estúpidos.

Este é o tema sofrido de nosso PROGRAMA LEITURA PRROFÉTICA, desta QUARTA FEIRA, 1º/12/21, ÀS 11 HORAS com a Professora Mirian Preto.

Leia abaixo a íntegra da reportagem do jornalista Marques Casara (jornalista especializado em investigação de cadeias produtivas. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP)  do Brasil de Fato.

Supermercados sustentam trabalho escravo na produção de café

trabalho escravo na cadeia produtiva do café é um crime antigo e recorrente na história brasileira. Tem origem no Brasil Colônia. Perdura há séculos e chega aos tempos atuais sob responsabilidade de multinacionais, dentre elas as maiores redes de supermercados em atuação no país.

Pão de Açúcar, Carrefour e Grupo Big são os principais beneficiários do trabalho escravo na cadeia produtiva do café. Essas redes controlam uma grande parte dos fluxos econômicos que sustentam fazendas e cooperativas que usam, de forma intencional e deliberada, trabalhadores em regime de escravidão. O objetivo em comum dessa estrutura é a maximização dos lucros.

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Maximizar lucro não é problema. O problema é que, para fazê-lo, as empresas excluem, de suas planilhas, o valor da vida humana.

Para isso, uma estrutura paralela permeia o setor: altos investimentos em propaganda sobre sustentabilidade e baixíssimo controle sobre que acontece na cadeia de fornecimento.

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Auditorias de fachada, certificadoras que ignoram – intencionalmente – crimes contra a pessoa humana e a cegueira deliberada das grandes redes compõem a estrutura que dá sustentação ao trabalho escravo na cadeia produtiva do café.

Nos últimos anos, dezenas de relatórios e investigações foram conduzidos acerca desse tema. O mais recente é um estudo da Oxfam Brasil, coordenado por Gustavo Ferroni e do qual este autor participou como jornalista investigativo.

:: Presidente da maior cooperativa de café é autuado por desviar 30% do salário de 19 funcionários ::

O relatório, intitulado Mancha de Café, pode ser lido no site da organização.

Também é possível assinar uma petição, reivindicando aos supermercados que parem de financiar trabalho escravo na produção de café.

Faz parte desta campanha um filme documentário, roteirizado por Manoela Bonaldo e dirigido por este autor. Pode ser assistido no canal da organização.

Violência contra a mulher

Atualmente, os supermercados sequer informam quais são seus fornecedores. Também não têm políticas de direitos humanos transparentes e mensuráveis.

A violência de gênero é uma tragédia à parte. A mulher trabalhadora do campo é tratada de forma indigna. Passa diariamente por constrangimentos brutais, como a ausência de banheiros ou alojamentos condizentes com a dignidade humana.

:: Roupas de luxo e café certificado: nova lista suja do trabalho escravo é divulgada ::

Pão de Açúcar, Carrefour e Grupo Big, financiadores do trabalho escravo na cadeia do café, têm as ferramentas necessárias para promover as mudanças necessárias, pois controlam o fluxo econômico da produção.

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– Leitura Profética: todas as quarta feiras, às 11 horas;

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