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Lições contraditórias e possíveis sopram do Chile como tormenta

Meu caríssimo amigo intelectual Dr. Roberto Bueno

Penso que produção intelectual como a sua, meu querido amigo Professor, Pesquisador e Escritor Roberto Bueno deveria se traduzir em consumo em forma de estudo e educação política do que o amigo apresenta aos povos brasileiro e latino americano.

O livro que o amigo coordena sob o título “Democracia, autoritarismo e resistência: América Latina e Caribe” já mostra a altíssima qualidade do elenco de intelectuais e dos temas que apresenta.

Ao lhe escrever penso exatamente na nossa amada, espoliada, golpeada e tiranizada América Latina, que geme entre surtos ditatoriais e quadras de democracias tuteladas pelo imperialismo, seus mercados locais e suas forças armadas traidoras e comparsas da tirania nazifascista.

O povo chileno é irmão que retrata bem o balanço  de quem faz gangorra entre governos eleitos com grande apoio popular, mas sem chegarem ao poder econômico por detrás dos Estados, que se utiliza das manipulações da opinião pública e de golpes com conteúdo fascista, como foi o caso de Sebastián Piñera que, apesar de eleito, praticou programa econômico neoliberal de inspiração pinochista, portanto de apoio ao capital e ao imperialismo.
Agora chega ao governo o jovem Gabriel Boric. Li o seu discurso (veja no Brasil 247 e La Tercera)  pós resultado das urnas e percebi sua consciência da gangorra da contradição entre governos parcialmente democráticos e ditaduras sangrentas economicamente marcantes pelo sentido injusto e pervertido da concentração de renda e de lucros.

O novo presidente recupera na sua fala a história de alianças que sustentaram eleições sociais democratas progressistas, seus discursos e projetos de desenvolvimentos, mas identifica a necessidade de unidade popular e nacional atualmente para enfrentar todas as barreiras com as quais se deparará, sem dúvidas.

O chamamento ao diálogo que une, passando pelas mulheres e seu protagonismo, a juventude e os enfrentamentos nas grandes mobilizações de rua que levaram o Chile a enterrar a constituição tirana e desnacionalizante da ditadura de Augusto Pinochet, das etnias originárias, e suas raízes culturais profundas na formação antropológica dá o tom da crença ingênua na boa vontade dos derrotados, agentes constantes de armações de golpes e de desunião do povo chileno.

Os chamados progressistas fracassam sempre nas alternativas entre se distanciar do povo após as eleições ou de se acomodar aos jeitos dos capitalistas nas suas pressões por mais lucros.

A palavra “progressista” é vazia quando não aproxima o núcleo principal do povo da construção do governo e do Estado, que é a sua classe trabalhadora. No Brasil há um partido sucedâneo da ARENA, verdadeiro antro de marginais e proprietários rurais escravocratas, que só buscam no tal “centrão” o “progresso”   de seus orçamentos secretos, de suas gordas verbas parlamentares e nada ao povo e aos trabalhadores. É exemplo vivo dessa  perversidade malandra e parasita o “seo” Artur Lira, presidente da Câmara, que arrasta os processos de impeachment do facínora Jair Bolsonaro como cadeira e como cama onde se senta e se deita contra todo o Brasil.

Pois o presidente eleito do Chile Gabriel Boric é progressista. No seu discurso apelou à unidade na diversidade, uma espécie de geleia de uma união entre desunidos. Tanto que não falou em momento algum na essência que deveria ser centro de qualquer projeto de união nacional, que  é a classe trabalhadora.

Boric propõe diálogo com quem torturou, matou e apoiou a nefasta destruição neoliberal, que varreu o Chile com todo o povo desprotegido,  sua classe trabalhadora aviltada e sem direitos.

Em contradição ao seu discurso o Partido Comunista Chileno publicou manifesto se referindo ao medo e ao pavor da direita nazifascista de toda América Latina. Diz o documento que “um fantasma assombra a América: o fantasma do comunismo.  Todas as forças da velha América se uniram em uma cruzada sagrada para perseguir esse fantasma: Bolsonaro, Macri, Vargas Llosa, Piñera, Trump e Biden, também os libertários e os trotskistas (que são o mesmo).

 Que partido de oposição não foi rotulado de comunista por seus oponentes no poder?  Que partido da oposição, por sua vez, não deu aos representantes mais avançados da oposição e aos seus inimigos reacionários o apelido incômodo de comunista?

 Esse fato resulta em um ensino duplo:

 Que o comunismo já é reconhecido como uma força por todas as potências da América

 Que é hora de os comunistas exporem ao mundo inteiro seus conceitos, seus objetivos e suas tendências, para opor à lenda do fantasma do comunismo um manifesto e uma ação do próprio partido.

 Para tanto, comunistas das mais diversas nacionalidades se reuniram no Chile, proclamaram vitória e redigiram o seguinte “Manifesto”, que será publicado em Mapudungun, Quechua, Nahuatl, Guarani, Diné bizaad, cwy”, conclui o MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA CHILENO.

Temos longa luta, a mesma que apavora fascistas, nazistas, neoliberais e os progressistas em seus sonhos de verão e no seu romantismo desastroso, mas a única como processo de independência e autonomia legitimamente popular.

Obrigado valoroso Prof. e Pós Doutor Roberto Bueno.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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