Marina Judas

Marina Silva e a síndrome de Judas

Amigo Cientista Social Otávio Cândido da Silva Júnior, Indiaporã, SP

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O amigo e todos devem se perguntar sobre as razões de a missionária e ex presidenciável Marina Silva sair-se tão mal nas pesquisas de opinião sobre candidaturas de 2018.

Marina é testemunha viva da traição e dos custos de virar as costas para sua própria história de pobreza, de lutas e sacrifícios contra os destruidores das matas amazônicas.

Esta brasileira foi discípula do grande líder Chico Mendes e contou com a confiança dele.

Alfabetizou-se aos 16 anos e, inteligente, fez o curso de história, estudou com o teólogo e pensador Leonardo Boff na condição de membro das comunidades eclesiais de base, comprometidas com as lutas dos oprimidos.

Com o apoio do povo amazonense que nela investiu, elegeu-se senadora da república e integrou o governo do Presidente Lula como ministra para defender o meio ambiente.

A partir daí Marina iniciou o rompimento com o povo e com o Brasil inclusivo para aliar-se com grupelhos de direita, com banqueiros, antinacionalistas e aliados do imperialismo internacional, vivendo à sobra dos ricos e poderosos.

Justificando doença grave converteu-se a um caminho evangélico de um cristianismo centrado no experencismo individualista, que despreza os laços coletivos e a razão, abandonando tudo o que aprendeu com a teologia da libertação no que tange ao engajamento popular na construção de sujeitos lutadores e mártires, como o foi seu mestre Chico Mendes.

Marina negou e pisou sua própria história.

Em 2014 misteriosamente desmarcou a viagem que faria a Santos com Eduardo Campos, onde o candidato morreu em “acidente” aéreo, caso sob suspeita de sabotagem criminosa até hoje, cujos destroços da aeronave ainda jazem em algum armário a espera da justiça que explique a morte do candidato a presidente, do qual Marina era candidata a vice. .

A missionária evangélica, traidora da teologia popular, ocupou, com o apoio de uma coalizão de centro direita, a vaga deixada pelo morto num acidente a ser explicado.

Depois, apesar de toda a sua “espiritualidade”, abraçou o capeta ao aliar-se no segundo turno, Aécio Neves, aquele das propinas da JBS, de Furnas e de tantos rolos protegidos por seus amigos do governo golpista, do parlamento, do judiciário, da mídia e do ninho tucano.

Para pavimentar bem a trilha de Judas, a não deixar dúvidas, a missionária evangélica de corrente próxima a Silas Malafaia,  Marina Silva apoiou o golpe de Estado praticado com o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

Marina tão falante, pregadora emocionante de multidões, cala-se e silencia na acumulação de golpes contra tudo e contra todos no Brasil.

Marina calou para não falar contra o massacre dos trabalhadores, fechou os ouvidos para não escutar os gritos dos 26 milhões desempregados.

A missionária de Jesus virou seguidora de Judas ao trair o Libertador com suas omissões e alianças com a direita e com os poderosos.

A Marina 3% das pesquisas é uma margem de erro há muito tempo, jogando tudo o que aprendeu com os humildes das águas e florestas da Amazônia, fora.

A  missionária do individualismo ensina o que acontece com os traidores que abandonam suas origens e seu povo.

A partir de Marina Silva vemos o que acontece e acontecerá com os que mudam de trincheira e de companhia. Sempre serão margens de erros sem as referências dos acertos e da justiça.

Triste exemplo de Marina Silva, mas que nos ensina muito.

Infelizmente há muitas Marinas por este Brasil adentro. O certo é que todas marcham para a margem de erro que a vida lhes dedicará.

Abraços críticos e fraternos na mobilização e luta por uma sociedade justa.
Dom Orvandil.
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