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Ministro do STF terrivelmente evangélico

Enfim Jair Bolsonaro cumpriu mais uma promessa, a feita aos chamados evangélicos, seus apoiadores e fundamentalistas, a de indicar um dos seus como ministro do STF.

O escolhido da vez foi o “calvinista” e pastor André Mendonça, que ingere e se alimenta  do clima golpista no Planalto desde o início da era fake news da fase mais decadente e baixa da política nacional, sempre ao redor  do “mito” mentira e interessado na indicação feita pela “noivinha do Aristides”.

As perguntas são pelo que é terrivelmente evangélico e a que tipo de evangélicos a sua excrescência prometeu indicar, loteando o Supremo a favor dos interesses dele, de sua famiglia e do que há de pior na anuviada e apodrecida burguesia brasileira?

Agora é empurrado ao STF um “terrivelmente evangélico” da mesma forma que já foi um terrivelmente ruralista, defensor da concentração de terras e um dos latifundiários do Brasil. Para lá também foi indicado um terrivelmente defensor dos interesses da Rede Globo, como foram os da ditadura e até do PCC. Gente que mataria o mensalão do PT no peito foi indicada como forma da barrar e pavimentação do uso da justiça para dar golpes de Estado, mas que se tornou terrivelmente “vacilão” e até apoiador da novinha de Aristides.

Mas o que é terrivelmente para os dicionários e moralmente? O advérbio não deixa dúvidas. Significa: “de modo terrível; capaz de causar terror; assustadoramente: bandido terrivelmente perigoso… temporal terrivelmente devastador.” Os sinônimos parecem corroborar com a situação da indicação do pastor André Mendonça ao STF: “horrivelmente, temerosamente, pavorosamente”.

Jair Bolsonaro certamente nunca viu um dicionário na vida, mas pelos compromissos que tem com a direita, com o mercado e com fascismo apontou um dos dedos  indicadores para a pessoa que síntesa simbolicamente a desgraça que é o seu governo para o Brasil e para o povo: horrível, temeroso e pavoroso.

Só pelo fato de ser indicado e contar com a simpatia da noivinha de Aristides e de sua famiglia, André Mendonça se torna ou, de fato, é essa coisa terrível que integrará a Corte Suprema no caminho da injustiça, do terror, do conservadorismo preconceituoso e do ódio.

André Mendonça certamente leu alguma vez  este trecho do Evangelho de Mateus sobre o reconhecimento dos falsos profetas,  que são como frutos de árvores más. “16 Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas? 17 Assim sendo, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore ruim dá frutos ruins.” (Mt 7, 15 – 17).

O fruto “terrivelmente evangélico” que chega ao STF nasce da árvore da mentira, que todos os dias mente ao povo brasileiro e ao mundo. Mente sobre a economia, falseia  a ciência, distorce o significado das vacinas. A eleição da árvore má é pura farsa, até faca sem sangue com o esfaqueador escondido e sem contato com a mídia. Mente sobre a agenda do Palácio do Planalto e com quem fala, recebendo nazistas e milicianos na sede do governo roubado do povo.

Mendonça é fruto amargo e indigesto do genocídio, da morte de milhões de trabalhadores, da promoção da fome, da miséria e do desemprego.

A que evangélicos André Mendonça representa?  Escrevi sobre isso ao me referir às várias correntes ditas cristãs, inclusive a mais terrível farisaica, dos que que distorcem os fatos, a fé e a vida. Estas se definem conservadoras e são reconhecidas como fundamentalistas, que leem a Bíblia descontextualizadamente da história, da geografia, da cultura linguística, dos pesos econômico e político como fatores determinantes dos fatos, rebaixando-se racional e intelectualmente à condição de gado. Assim, “tropeadas, essas pessoas “louvam” em grandes alaridos em seus templos ou botequins alugados nos centros  e periferias das cidades e, ao mesmo tempo, somam-se à base necrófila de apoio ao fascismo, ao crime e ao genocídio, representados por Jair Bolsonaro e seu governo subserviente aos macros interesses do capitalismo imperial, que nos tempos de Jesus seria o império romano” (Cartas Proféticas).

Essas “terrivelmente evangélicas” atuam no Congresso Nacional e muitas são compradas por muito dinheiro do alardeado e não investigado Orçamento Secreto e as Verbas Parlamentares, soltas aos borbotões pelo governo de sua excrescência miliciana genocida.

Os tais evangélicos dos quais André Mendonça é terrivelmente representante são pastores e “bispos” empresários poderosos do mercado religioso, que enriquece a poucos no abuso da fé pública e na exploração de um povo pobre, doente,  temeroso de contaminação e de morrer sem oxigênio e sem vacinas.

Sem falarmos que os donos de igrejas contrataram aviões para transportar senadores para votarem na aprovação do “terrivelmente evangélico” como ministro tingido de corrupção e da maldade para o STF.

Esses evangélicos integram as bancadas no Congresso,  vinculadas ao esporte, à mídia, à bala, à bíblia, ao boi, aos bancos e tudo que compra a altos preços os votos e as “convicções” dos fariseus.

São eles os tais da “marcha com Jesus”, que recebem o genocida em seus palanques fazendo arminhas, a marca registrada do milicianismo fascista.

Os terrivelmente evangélicos se agem como água contaminada e apodrecida na movimentação de golpes de Estado e das desgraças contra o povo brasileiro.

Tem razão o jornalista Florestan Fernandes Jr ao afirmar em sua conta no Twitter que “ao emplacar André Mendonça no STF, Bolsonaro deu um passo largo em seu projeto de destruir o STF. E para isso nem precisou de um cabo e um soldado. Apenas de bilhões do dinheiro público, distribuídos aos parlamentares através das emendas do orçamento secreto” (Brasil 247).

Os evangélicos, de onde procede André Mendonça, fazem parte desse mundo de destruição e de roubo do dinheiro público. Eles odeiam o Estado como indutor de desenvolvimento nacional e como força para a regulação da justiça econômica e social, mas amam se dependurarem em cargos públicos, de preferência os mais remunerados e acessíveis aos roubos.

Ao olharmos daqui para lá, do lado oposto à barbárie do atual governo federal, percebemos o quanto é terrível, violento, imoral, desprezível e injusto é este mundo evangélico dos Silas Malafaia, Edir Macedo, RR Soares, Valdomiro Santiago e todo o bando fake news e a casta neoliberal, fundamentalista e mercantil representado pelo novo ministro do STF.

Terrivelmente Evangélico. Totalmente terrível!

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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