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MOPAMG: Movimento Popular Anti Mídia Golpista

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Daniel da Costa*

Neste Texto 2 da nossa série, pretendemos continuar a responder a pergunta: “Por que a mídia golpista brasileira lida apenas com os efeitos dos problemas sociais e políticos e nunca com suas verdadeiras causas?” 

Neste segundo texto, queremos dar continuidade ao esclarecimento de determinadas características da mídia golpista brasileira e que é uma das maneiras do nosso movimento popular anti mídia golpista contribuir para o esclarecimento, aos cidadãos e cidadãs brasileiras, acerca da influência desastrosa e destruidora das quadrilhas midiáticas golpistas tradicionais sobre a vida social, cultural, educacional e política do Brasil. A saber, as quadrilhas midiáticas golpistas Marinho da Rede Globo, Civita ex-proprietária da Revista Veja, Frias da Folha de SP, Mesquita do Jornal O Estado de SP, Saad da Band, Abravanel do SBT, Macedo da Record, Rede TV, equipe da Rádio Jovem Pan e outros lixos não recicláveis …

Para isso, vamos dar um tom diferente à primeira forma da pergunta, propô-la e respondê-la da seguinte maneira: Por que a mídia golpista brasileira (impressa, radiofônica e televisa) trata, por sua vez, seus leitores, ouvintes e telespectadores como animais irracionais?

Como demonstramos no texto 1, anterior, a vida política é tomada como um tipo de vida caracteristicamente humana. E não obstante o ser humano ter uma dimensão animal de existência (ou seja, ele possui um sistema nervoso, se alimenta e se reproduz como qualquer animal não humano) “é a vida política que especifica sua dimensão de vida mais propriamente humana”. Pois é na vida política, vida relacional por excelência, que cada pessoa, cada ser humano, encontra a possibilidade de desenvolver suas características mais específicas graças às relações que, na vida política, na vida social, cada um de nós é forçado a ter com pessoas que pensam e agem de maneira totalmente diferente da nossa. É a partir dessa “diferença” que cada um de nós pode desenvolver o que cada de um de nós é de maneira específica. Assim, o individualismo e sua proposta de solidão, é uma mentira para egoístas. Nosso destino é a vida em comunidade; é encontrar e lidar com pessoas totalmente diferentes de nós em todos os sentidos. Nossa vida é encontrar pessoas diferentes, o que implica “encontrar problemas”, e buscar soluções baseadas na solidariedade, fraternidade, paz e justiça.     

Assim, como vimos, a mídia golpista brasileira demoniza a vida política, e todos os políticos que não compactuam com suas mentiras, crimes e traições a nossa nação, para justamente afastar os cidadãos e cidadãs da vida política. Para que estas pessoas tenham ódio da vida política e dos políticos e não participem dela. Deixando a coisa pública (que é objeto por excelência de cuidado na vida política de um país) nas mãos de uma minoria que fará do Estado seu balcão de negócios particulares para a barganha e negociação do que é público (as riquezas naturais e o orçamento público), do que é “comum e pertencente de todos”. Como se o que é público fosse propriedade privada dessa minoria canalha da qual as famílias golpistas midiáticas, que citamos antes, fazem parte, de maneira ativa nesse esquema de rapinagem do que é do povo trabalhador. 

Ora, com a demonização da política, o resultado é que o afastamento da vida política por parte das pessoas tem de ser mantido a todo custo. E para se manter esse resultado é necessário à mídia golpista brasileira não tratar seus leitores, seus ouvintes e telespectadores como verdadeiros “cidadãos”. Ou seja, como seres humanos mais plenos, quer dizer, seres políticos. E a mídia golpista brasileira faz isso simplesmente “negando a política”. Ou seja, negando a esfera de vida em que a humanidade das pessoas mais se evidencia e se plenifica. Tratando, estas mesmas pessoas, apenas com base no seu lado “animal”. Como um ser que se reduz ao seu sistema nervoso, vegetativo e reprodutivo. Vejamos melhor algumas características fundamentais desta vida meramente animal que a mídia golpista brasileira enfatiza no trato que mantém com seus leitores, ouvintes e seguidores.
Junto à dimensão da vida política, que é, como dissemos, um tipo fundamentalmente humano de vida, há outra dimensão de vida também caracteristicamente humana: esta é a vida racional. É pela vida racional que a vida política ganha sua dinâmica de ser. Pois a vida racional, própria dos seres humanos, é a condição pela qual os humanos avaliam as coisas, as organizam e projetam a administração da coisa pública,  na vida política, na vida em sociedade, em prol de “toda sociedade”, e não apenas de uma parcela dela. É pela vida racional que os seres humanos conseguem fazer, portanto, distinção entre o certo e o errado, o justo e o injusto na vida em comunidade, na vida em sociedade.

Como vemos, essa dimensão propriamente humana chamada racionalidade implica um “processo”; uma atividade de juntar e separar idéias entre duas ou mais pessoas num diálogo. Este diálogo, na vida política, implica, por sua vez, alguém (diferente de nós) que diz alguma coisa e outro alguém (nós ou outros) que respondem, ou perguntam, ou avaliam, ou ponderam, enfim, que dialogam.

Em vista  de chegar a uma solução pacífica, solidária, fraterna e justa.
A palavra “diálogo”, na verdade, é uma expressão grega formada pelas seguintes palavras gregas: a preposição diá (que pode ser traduzida como: em movimento através de …; e o substantivo logos (que pode ser traduzido como palavra, ou mesmo razão, já que é pelas nossas palavras, num diálogo, que nossa racionalidade, nossa razão, se expressa a quem nos comunicamos). Da junção da preposição diá e da palavra logos surgiu a nossa palavra diá-logo, que na verdade é uma transliteração, como vemos, destas duas palavras gregas: diá e logos. Diálogo significa então: “O movimento de nossa razão, ou de nossa palavra, que segue em direção ao nosso interlocutor esperando um retorno, enfim, uma resposta a nós.” Assim, esta resposta será tanto mais humana quanto mais nossa palavra posta em diálogo der espaço para que a outra pessoa (que pensa diferente de nós), com quem dialogamos, emita uma outra palavra de resposta ponderada, avaliada, que esperamos que se vincule a sua capacidade “racional” etc. Ora, fora do modelo democrático inclusivo e participativo, que defendemos, o que teremos é um sistema de imposição, ditatorial, fascista, que representa a perda de qualquer possibilidade de diálogo racional. O que conduz à perda de nossa humanidade.

Ora, ao demonizar e desclassificar a vida política, a mídia golpista brasileira deve necessariamente impedir que esta estrutura básica de todo diálogo, em termos de pergunta e respostas racionais entre seres humanos diferentes, aconteça. Assim, ao demonizar e desclassificar a vida política diariamente, a mídia golpista brasileira (e mundial) é obrigada a negar e combater o diálogo autêntico entre pessoas racionais, que só pode ter sua estrutura respeitada num ambiente em que a vida política seja inclusiva, participativa e democrática. Pois só num ambiente democrático (formal não liberal) é que podemos ter respostas ponderadas, avaliadas, raciocinadas. 

Qual o estratagema, o artifício, o truque, pelo qual a mídia golpista brasileira consegue negar e combater o diálogo, esta estrutura tão fundamentalmente humana? Vejamos.

Para manter o processo diário de demonização da vida política, e negar a possibilidade do diálogo, a mídia golpista, consequentemente, deve tratar os indivíduos como menos que pessoas portadoras de racionalidade e dignidade, elementos fundamentais numa sociedade do diálogo, numa sociedade democrática e plural. Assim, a mídia golpista deve tratar seus indivíduos como menos que humanos, ou seja, como meros animais irracionais.  

Rompendo com o caráter dinâmico próprio de um diálogo humano, onde o logos (quer dizer, a palavra ou razão) vai e vem, sempre de maneira modificada a cada vez que volta a nós, a mídia golpista brasileira espera apenas dizer algo e seu discurso ser aceito e assumido sem ponderação, sem contrapartida, sem questionamento, sem avaliação. Em outras palavras, quanto ao seu discurso, a mídia golpista espera apenas recepção e assimilação imediatas, sem racionalidade possível. Exatamente o que se espera quando se dá um comando a um animal adestrado.

Mas a mídia golpista brasileira faz isso de modo a dar impressão, aos seus receptores animalizados e rebaixados em sua dignidade humana, de que se está em um diálogo. A impressão de que se está sendo tratado como uma pessoa e não como um animal. Mas isso, como estamos percebendo, é uma ilusão que a mídia golpista brasileira tem ao longo do tempo de sua dominação sabido criar e manter. Vejamos.

Pavlov (1849-1936) foi um fisiologista e psicólogo soviético que descobriu os chamados “reflexos condicionados”. Estes reflexos condicionados são respostas imediatas a determinados estímulos que, pela repetição desses estímulos dentro de certas condições ambientais de teste preestabelecidas, geram certos padrões de comportamento. Em Pavlov estes experimentos se ligam à pesquisa psicológica (da psique ou alma). Mas seus resultados, para serem reflexos condicionados por condições externas, não contam com o uso da razão reflexiva por parte por parte do indivíduo testado. Não contam com o uso da razão que pondera, que avalia, que examina os prós e os contras em determinada situação. Ora, como vimos, a possibilidade da racionalidade é própria da condição humana, no sentido em que definimos antes seu funcionamento no diálogo. O que importa, então, quanto à obtenção dos reflexos condicionados, é entender os mecanismos que geram resposta imediatas e padronizadas a partir de determinados estímulos sem a interferência da razão reflexiva, que é uma competência genuinamente humana.

Justamente, um dos testes pelos quais os estudos de Pavlov ficaram famosos se deu com base na sua utilização de cobaias animais, no caso, cachorros. Ao som de uma campainha, seguido sempre de alimentação, o cachorro de Pavlov passou a criar um padrão de comportamento (a salivação antecedendo a alimentação) em que, depois de certo tempo, o animal passou a salivar apenas ao escutar o som da campainha sem que este som tivesse o acompanhamento do alimento. Pavlov demonstrou, pelo comportamento animal, que era possível, através do reforço de certos estímulos, se criarem padrões de comportamento previsíveis.

No caso da mídia golpista brasileira, dominada por meia dúzia de famílias golpistas midiáticas que ao longo de mais de 80 anos demonizam diariamente a vida política no Brasil, chegamos à conseqüente inibição da vida política como fator essencial de desumanização dos brasileiros, em favor de se enfatizar sua animalização e, portanto, de sua fácil dominação e alienação de sua condição humana e favor da manutenção da canalhice destas famílias midiáticas golpistas comandadas pela quadrilha dos Marinho da Rede Globo. Com essa demonização diária da vida política pela mídia golpista, então, chegamos à inibição da vida dialógica, da vida pensada, ponderada e avaliada em termos de diálogo racional entre as pessoas. Em outras palavras, chegamos à inibição da vida propriamente humana, civilizada. O que dá espaço para todo fascista oportunista surgir em cena a qualquer momento, destruindo o mínimo de estrutura democrática que possa haver sido construída com muita dificuldade pelo povo, pelos que sonham com justiça e liberdade verdadeira.  

Com base numa vida política demonizada, a mídia golpista criou as condições que a faz obter sempre a resposta padrão dos indivíduos brasileiros em relação à esta mesma vida política, que é, sempre em vantagem para estas quadrilhas midiáticas e seus parceiros históricos de crime, a sua negação. Ora, como vimos, essa negação da vida política representa, no mesmo instante, a negação da própria humanidade. O que explica em muito os motivos do nível de violência social a que chegamos no Brasil. Cuja causa principal, como podemos deduzir, é a negação da humanidade racional, vinculada à negação da vida política, para a consequente afirmação de uma humanidade rebaixada ao nível animal irracional e, portanto, bestial e bruto: violento. Com a negação da via política, pela mídia golpista, temos justamente a negação dos meios de solucionar o problema da violência. Estes meios só são possíveis pela vida política organizada racionalmente, democrática, inclusiva e participativa. 
Nesse sentido, a sobrevivência da mídia golpista brasileira (anti democracia-inclusiva, anti povo, anti Brasil) depende da destruição de qualquer possibilidade de diálogo real entre a mídia golpista, que fala, e seus falsos interlocutores que só ouvem e dizem “amém”. Esta falta de diálogo, em órgãos que se dizem de comunicação, se espelhará na conseqüente falta de diálogo racional entre os indivíduos na vida social. Isso seguirá como um padrão a partir do reflexo condicionado gerado pela mídia golpista.

Esta mídia golpista contará sempre, em suas mentiras, difamações, invencionices e alterações propositais da realidade da vida brasileira com apenas respostas imediatas e sempre esperadas, porque impostas e condicionadas a indivíduos adestrados e sempre manipuláveis. Ou seja, trata-se apenas, por parte da mídia golpista e seus falsos interlocutores, de um discurso direto, sem contrapartida: um monólogo que expressa os interesses calhordas dos donos dos meios de comunicação. Da mesma forma em que se emite um comando a um animal, por meio de um estímulo reforçado em um ambiente previamente preparado para que este animal responda de maneira condicionada, desejada pelo adestrador.

* Bacharel, licenciado, mestre e doutor em filosofia pela USP; bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Batista de SP; pedagogo licenciado pela FALC; autor de artigos de filosofia em veículos especializados e livros coletânea; autor do livro *O cristianismo ateu de Pierre Thevenaz* (no prelo); tradutor de mais de trinta livros nas áreas de filosofia, ciências da religião, ciências humanas e teologia; músico profissional (guitarrista) e jornalista. Colunista do Cartas Proféticas.

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2 Comentários

  1. Artigo fundamental esse do professor, jornalista, teólogo, filósofo e doutor Daniel da Costa. Ele desbrava com coragem e clarividência o que nem sempre é percebido pela maioria das pessoas: a mídia demoniza e imbeciliza gravemente a sociedade brasileira. Leia com calma e compartilhe semente a chamada e o link desta postagem: http://cartasprofeticas.org/mopamg-movimento-popular-anti-midia-golpista-2/

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