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MOPAMG: Movimento Popular Anti Mídia Golpista

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Daniel da Costa*

Neste Texto 1 da nossa série, pretendemos responder a primeira parte da seguinte pergunta: “Por que a mídia golpista brasileira lida apenas com os efeitos dos problemas sociais e políticos e nunca com suas verdadeiras causas?”  A segunda, terceira e quarta partes de nossa resposta, a esta importante e pertinente pergunta, serão desdobramentos das respostas dadas a cada vez, na sequência desta.

Lembramos que, quando nos referimos à mídia golpista brasileira, temos sempre em mente: a quadrilha Marinho, dona das Organizações Globo, a quadrilha Civita ex-proprietária da Revista Veja, a Frias do jornal Folha de SP, a Mesquita do jornal O Estado de SP, a Saad da Band, a Abravanel do SBT, a Macedo da Record, a trupe de falsos jornalistas rabugentos e golpistas da rádio Jovem Pan; a mais nova aquisição no golpismo, a TV Cultura (TV pública custeada pelo dinheiro dos cidadãos e cidadãs brasileiras, mas que hoje se encontra totalmente aparelhada pela quadrilha do PSDB e servindo aos seus propósitos ideológicos) e demais mídias golpistas no país que seguem estas quadrilhas em sua sina de traição ao povo brasileiro e à democracia inclusiva e participativa, que queremos construir, as quais atentam contra a soberania nacional.

Como ficou claro a partir dos nossos vídeos anteriores do MOPAMG no Youtube, a mídia golpista tem interesse em afastar as pessoas da vida pública, da vida política. E isso, para fazer com que o bem comum (que é o objeto principal da administração política em qualquer país civilizado) se torne o produto de um roubo a ser dividido entre estas quadrilhas da mídia golpista e seus parceiros de crime, a saber: os empresários nacionais e internacionais (banqueiros), os políticos traidores do país e parte da classe média e de servidores públicos de alto escalão nas instituições públicas que, por dentro destas instituições públicas, buscam, como parasitas ou vermes deletérios, destruir o ordenamento jurídico democrático e civilizacional do país. Estes fazem e agem assim como se o bem comum, a riqueza nacional, fosse uma propriedade privada deles. Desses ladrões e traidores da nossa pátria, e não de todo povo brasileiro, como manda a CF cidadã de 1988.

Assim, para ser bem-sucedida nesse crime, a mídia golpista brasileira precisa tratar seus leitores, ouvintes e telespectadores como animais, e não como pessoas racionais portadoras de dignidade. E ela faz isso a fim de que seu discurso diário de mentiras, suas distorções da realidade, suas invenções e difamações seletivas, sejam sempre aceitas sem questionamento pelo público. Como se fossem comandos de adestradores sobre animais adestrados que devem ser obedecidos imediatamente ou verdades ou oráculos divinos aceitos sem contestação.  

Portanto, na base das ações da mídia golpista brasileira se encontram quatro estratégias infalíveis para que ela possa manter seu poder de persuasão: 1. é o tratamento dos brasileiros e brasileiras como animais irracionais; 2. a demonização diária da vida política para destruir a vontade, nas pessoas cidadãs que deveriam ser as mais preocupadas com a vida política do seu país, de participarem de maneira responsável e consciente nela; 3. o lançamento, em uma mesma vala comum dos ladrões, de todos os políticos, impedindo qualquer tipo de discernimento por parte das pessoas sobre os bons políticos (comprometidos sempre com a democracia inclusiva e participativa) e os não-bons; e 4. a transmissão diária, em seus programas de jornalismo e informativos, somente dos “efeitos” dos problemas sociais e políticos do nosso país, e nunca suas “verdadeiras causas”.

Apenas uma observação em relação ao ponto 3. A mídia golpista só não demoniza os políticos que são seus parceiros no esquema de traição e roubo da riqueza pública e do orçamento público do país. Apesar destes terem de ser necessariamente citados por força de circunstâncias em que a mídia se vê obrigada. Todavia, como é notório para qualquer ser humano minimamente racional, os políticos entreguistas do PSDB acabam sempre sendo poupados pelo judiciário brasileiro que hoje, em boa parte, é também um braço ativo da traição e do golpismo no nosso país.

A demonização de toda a vida política, por parte da mídia golpista brasileira, não deixa espaço para que seu leitor, ouvinte ou telespectador, possa discernir a verdade da mentira. Pois, enfeitiçado por este processo diário de difamação e demonização da vida política do país, e o quase centenário domínio exercido sobre as consciências por parte da mídia golpista brasileira, conseguiu criar e estabelecer, como verdade absoluta na mente, alma e corpo da população brasileira desinformada, sua própria narrativa sobre quem são o Brasil e o brasileiro.

Esta narrativa criada pela mídia golpista, quando é aceita e assumida como verdade absoluta pelo indivíduo despolitizado e imbecilizado, torna-se a própria posição deste individuo tomada sempre frente aos problemas sociais e políticos do seu país. É por meio, então, da internalização nos indivíduos alienados e rebaixados em sua dignidade humana, dignidade humana expressa por sua capacidade de discernimento, por causa desta narrativa pronta e artificial que lhe vem de fora (e não de dentro da pessoa), narrativa falsa criada por esta minoria calhorda (famílias donas dos meios de comunicação), que os golpistas, em conjunto, podem contar, prontamente, com a aceitação do processo de demonização generalizada da vida política e ódio a todos os políticos sem reflexão por parte do público alienado dominado por esta narrativa midiática. (Veja, caro leitor, não estou dizendo que não haja corrupção na política e nem que não devamos nos indignar e lutar contra ela. Apenas coloco a seguinte questão: Por que acreditar piamente na forma como a mídia, que é uma das grandes beneficiarias da corrupção no pais, coloca as questões e os problemas nacionais?)

Mas é graças à internalização desta narrativa artificial e sem respaldo histórico, criada pela mídia golpista brasileira, que o indivíduo, sem nenhum vínculo ou enraizamento social por causa do modelo de sociedade individualista e competitiva em que ele vive,  sente-se sempre, no meio desta atmosfera de ódio irracional, como alguém que pertence a uma seita fanática que lhe dá descanso de espírito sobre todos os problemas que ele só sente mas nunca saberá ao certo de onde vêm: suas verdadeiras causas. Pois a mídia produz no indivíduo a sensação de que ele está sempre do lado certo. De que ele pertence e está do lado de uma “causa maior” (combate à corrupção) e que, por  isso, o alienado possui bom senso e razão sempre, ao emitir exatamente a opinião que os proprietários dos meios de comunicação e demais gangs da rapina no país querem que ele emita. Este mesmo processo de aceitação automática da narrativa midiática golpista por parte do indivíduo alienado é o mesmo que o fará, também, aceitar como “heróis salvadores da pátria” exatamente os escolhidos pela mídia golpista.    

Essa permanente demonização geral da vida política, aceita e assumida pelo indivíduo alienado, é, como vemos, ao mesmo tempo, para ele, um meio de escape psicológico. Sua atitude de demonização generalizada e totalizante da vida política e dos políticos é, na verdade, um reflexo imediato e condicionado da dominação que a mídia golpista exerce sobre sua consciência e que “determinará” sua opinião irrefletida. Uma opinião sem base histórica e racional, lógica ou argumentativa. Opinião que, por ser de caráter sempre geral, também sempre lhe serve como desculpa para que ele se inclua sempre como “vítima inocente da corrupção generalizada” que ele, na verdade, em sua atitude alienada, defende e apoia.

É por causa do caráter geral e impreciso do tal discurso de combate à corrupção, que a mídia promove e é aceito pelo individuo alienado, que este, quando percebe que escolheu os corruptos que a quadrilha da mídia golpista lhe orientou e condicionou que elegesse como seus representantes, pode, sem problema moral de consciência (apenas um breve sentimento de incômodo passageiro) por ter participado na continuação da corrupção que dizia combater, voltar a culpar à “política”, à “vida política como um todo”. Pois, para o indivíduo alienado, sendo a “corrupção apenas da vida política” (mas só da vida política, e não da mídia, nem dos bancos, nem dos empresários, nem do sistema capitalista, nem do mercado, nem dos juízes e promotores, desembargadores e procuradores etc., nem dos militares, nem dos pastores e sacerdotes etc.) é fácil ele se convencer de que foi enganado “pelos políticos” (não pela mídia que o informa e o aliena).

Esta falta de consciência crítica de todo indivíduo alienado pela mídia golpista brasileira; sua incapacidade de analisar os fatos à luz de uma teoria; a falta de formação mínima de consciência cidadã democrática inclusiva e participativa; como também sua falta de caráter e leviandade (pois toda pessoa – inclusive esta que vos escreve – está sujeita à corrupção), é o que faz com que ele resista em manifestar qualquer arrependimento consciente que se expresse publicamente pelo fato de ter sido feito de trouxa pela mídia golpista. E quando isso acontece, é sempre sob a orientação dos donos do poder em conluio com a mídia golpista. Daí que as manifestações dos coxinhas e cachorros loucos bolsonaristas é sempre no sentido de aprofundar ainda mais a desgraça do golpismo e o ódio irracional à vida política, a todos os políticos e à vida republicana institucional.   

Assim, fechado em suas respostas prontas como reflexos condicionados de animais adestrados, a atitude dos indivíduos frente à demonização total e absoluta só da vida política e de todos os políticos lhe serve sempre como pronta expressão de que ele está firme e possui bom senso e lucidez.

Sobre isso, os casos recentes do apoio de uma grande parte da população, não obstante as muitas acusações com provas cabais contra Aécio Neves, Alckmin, João Dória e Eduardo Cunha, que se encontra atualmente preso, é um grande exemplo deste impressionante e poderoso condicionamento psicológico de uma parte da população submissa, passiva e sem moral que vive no Brasil.  

As muitas acusações e processos de Aécio Neves, já na época de sua candidatura em 2014, e os muitos processos por corrupção e atuação inescrupulosa de Eduardo Cunha, durante o golpe contra a presidenta Dilma e a democracia brasileira, por exemplo, não foram suficientes para impedir que esse tipo de indivíduo alienado, mas que vota, em nome de uma suposta luta contra a corrupção, chegasse a fazer campanha para Aécio Neves e mesmo a gritar “somos milhões de Cunha!” Ao mesmo tempo em que, de maneira idiota, afirmava que combatia a corrupção generalizada só da política.

Vamos ao ponto da nossa análise. 

Assim, para conseguir esta façanha junto à massa brasileira alienada e despolitizada, a mídia golpista brasileira enfatiza, diariamente, nos seus noticiários, programas de entretenimento, filmes, seriados etc., apenas os efeitos dos problemas sociais e políticos, e nunca as suas verdadeiras causas.

O porquê de a mídia golpista fazer isso, como vimos até aqui, foi fácil de responder: ela faz isso para manter seu esquema de traição e roubo ao país junto com seus comparsas de crime da riqueza pública e do orçamento público. Mas esclarecer quais são os “meios” pelos quais a mídia tem conseguido se manter durante tanto tempo na história do nosso país mentindo diária e descaradamente para a população brasileira, que hoje é de 210 milhões de habitantes, é mais difícil de explicar e exige mais tempo. Daí que precisaremos de quatro textos explicativos. 

Todavia, mais em linha com a busca de uma resposta à pergunta que motiva este texto 1, quanto ao porquê da mídia golpista brasileira só explorar os efeitos e nunca as verdadeiras causas dos problemas sociais e políticos do Brasil, dizemos que, se as verdadeiras causas dos nossos problemas fossem expostas pela mídia golpista à população, estas causas demonstrariam, imediatamente, a própria posição central da mídia golpista no esquema de roubo histórico da nossa pátria. A mídia golpista se apresentaria como a grande promotora de uma cultura de corrupção e traição históricas ao Brasil e ao povo brasileiro. Pois uma breve visita à história da formação das famílias quadrilhas donas da mídia golpista brasileira, sempre com suas armações e tramas junto ao poder público para conseguir suas mordomias, vantagens e desvios do dinheiro público para suas contas particulares, nos esclarece que a mídia golpista brasileira é a maior responsável e mais interessada em que o contínuo roubo ao bem público, a contínua cultura de corrupção que vem ocorrendo na história contemporânea do Brasil, continue, e não que pare ou termine, como pensam os ingênuos e alienados.

Portanto, expor o verdadeiro caráter da mídia golpista é destruir, no mesmo momento, sua autoridade diante do público alienado que acredita nela; em suas mentiras e difamações diárias. Apresentar as verdadeiras causas da corrupção no Brasil seria esclarecer à população brasileira que as grandes corruptoras do país são as famílias quadrilhas midiáticas brasileiras que citamos. Pois elas constituem um verdadeiro partido político com projeto próprio claramente anti povo, anti Brasil, anti democracia inclusiva e participativa e anti soberania nacional. Devemos tomar consciência disso: a mídia golpista brasileira é um partido político anti democrático que tem sido encabeçado, na nossa história, pela quadrilha dos Marinho da Rede Globo.

Todavia, é um fenômeno impressionante na nossa história que a mídia golpista brasileira tenha conseguido se manter a quase um século sempre no anonimato, protegida e ocultada, mentindo e difamando a todo tempo, quem ela quer, e praticando seu crime de traição à nação brasileira. Mas este fenômeno pode ser explicado. Pois a mídia golpista brasileira tem conseguido se manter salvaguardada em lugar intocável, até agora, por causa de um mito. Um mito que ela mesma criou sobre si e o fortaleceu, durante décadas, até ele ter se tornado, hoje, um senso comum aceito pela população desavisada e alienada (e mesmo pela população com formação universitária). Um mito que se tornou como que uma verdade sem questionamento: referimo-nos ao mito de sua neutralidade.

Quer dizer, o mito de que a mídia golpista brasileira é apenas uma “empresa normal que visa lucro financeiro e que, para isso, como uma empresa de informação e entretenimento normal, dispõe de seus espaços de anúncio” em troca de oferecer diversão inocente e informação neutra. (Esse é o engodo!)

Ora, a história de traição da mídia golpista brasileira contra o Brasil e o povo brasileiro deixa claro que sua afirmada “neutralidade” é um mito, é uma mentira. A mídia golpista brasileira não é uma empresa comum e não pode ser tratada como uma empresa capitalista comum. A mídia golpista brasileira é um partido político no exercício e comando hegemônico de um tipo de poder simbólico extremamente eficaz e poderoso sobre o nosso país, sobre o nosso povo: o Quarto Poder. Como vimos na argumentação acima. Mas sobre isso falaremos em outro texto.  

Por ora, é importante notar que é então a combinação desse mito da neutralidade da mídia, mais a diária demonização da vida política, mais a redução das pessoas a sua vida irracional-animal e a veiculação apenas dos efeitos dos problemas políticos e sociais e nunca de suas verdadeiras causas o que faz com que a mídia golpista brasileira possa ter permanecido, durante tanto tempo, mentindo e difamando sem ser tocada. Sempre contando com repostas imediatas e condicionadas (por ela mesma, a mídia golpista) por parte de uma massa de indivíduos cada vez mais alienados e literalmente cativos por ela. Assim, é por meio desse conjunto de condições que a mídia golpista brasileira tem podido contar sempre com respostas não refletidas e condicionadas por parte desses indivíduos. Respostas sempre esperadas por ela, que pode difamar ou engrandecer pessoas, inventar ou distorcer a realidade do país da maneira como bem quiser e achar conveniente aos seus propósitos traidores, sem que tenha qualquer contrapartida ou contraditório a isso.

Ora, o que mais se encaixa com a manutenção deste impressionante esquema de dominação simbólica sutil por parte da mídia golpista brasileira; o que mais se encaixa com a permanência, sem contestação, de sua dominação simbólica sobre boa parte das mentes dos brasileiros despolitizados e alienados é justamente a divulgação diária apenas dos efeitos dos problemas, e nunca das suas verdadeiras causas.

É que, bombardeada diariamente por milhares de efeitos, a população brasileira fica atônita e não consegue pensar racionalmente sobre as verdadeiras causas dos problemas que a afligem. Estes lhe parecem insuperáveis, eternos, absolutos, e não criados historicamente. Com este bombardeio diário, a mídia golpista não dá fôlego à população para que ela possa refletir. E isso para que o indivíduo não consiga pensar racionalmente sobre sua realidade, mas sempre avaliar as coisas e as informações que recebe de maneira acrítica e a enxurradas. (Pensar adequadamente, com método e lógica, exige tempo, paciência e educação intelectual. Nós, humanos, nascemos com a virtualidade do pensamento, ou seja, podemos desenvolver nossas capacidades intelectivas com vistas à vida prática (cozinhar, lavar um carro, dar banho e uma criança, fazer compras, trabalhar em um emprego etc.), mas pensar com método e lógica é “arte” que se deve aprender na escola. Daí que interessa à mídia golpista também o sucateamento da escola pública frequentada pelo povo, para que este não consiga desenvolver sua capacidade de pensamento e permaneça rebaixado ao nível da animalidade irracional e até mesmo (no fascismo) ao nível da sub-animalidade onde só impera o ódio geral irracional e irrefletido.

Assim, esse bombardeio proposital e covarde, por parte da mídia golpista, apenas dos efeitos e nunca das verdadeiras causas dos problemas, faz a população assustada pensar que se tratam de causas muito variadas, complexas e difíceis de alcançar; difíceis de entender para uma pessoa comum. E então, pelo sentimento de incapacidade de pensar as causas, os brasileiros e brasileiras alienados acabam vencidos pelo cansaço da enxurrada de desinformações recebidas diariamente e, com isso, aceitando as cosias impostas pela mídia golpista, sem questionamento. A principal delas é a falsa convicção de que a política é um mal sem remédio e que se deve evitar a participação na vida política do país.

Os indivíduos acabam se tornando apenas caixas receptoras de mensagens prontas e aceitas como verdades absolutas, sem questionamento. Ora, isso não poderia ser de outra forma, nesse esquema fechado elaborado e mantido pela mídia golpista. Pois a mensagem da mídia golpista brasileira não permite diálogo, contestação, refutação. O esquema é binário: ativo (mídia) e passivo (telespectador, leitor ou ouvinte.)

Hoje, com a internet, há maior interação entre público e meios de comunicação de massa, mas podemos ver como as quadrilhas midiáticas se desesperam quando algo sai fora do controle de sua narrativa. Quando alguém dá uma resposta indesejável que a compromete a uma pergunta. Quando alguém invade uma gravação e protesta etc. Isso porque a mídia propõe-se apenas como um monólogo, um discurso direto das famílias midiáticas golpistas que deve se impor como verdade absoluta à população. Só permitindo como resposta um “sim senhora”, ou um “amém”. Como vemos, o tipo de resposta que todo ditador ou fascista espera ao final do seu discurso, ou que todo pastor ou sacerdote safado espera ao final das lorotas em seus falsos cultos ao dinheiro (Mamon). A mídia golpista brasileira não é, de maneira alguma, democrática e nem respeitosa à dignidade humana. Dignidade que se expressa pela capacidade humana de pensar como ser racional e livre! 

Já dissemos que a mídia golpista brasileira consegue controlar a população mantendo-se intocada, protegida e sem ser questionada por quem quer que seja por causa da aceitação da mentira acerca de sua neutralidade: o seu falso mito. Com isso, ela pode viver da apresentação apenas dos efeitos dos problemas sociais e políticos, e nunca das suas verdadeiras causas. Ao mesmo tempo em que pressupõe e trata os indivíduos que lhe dão ouvidos sempre como menos que pessoas racionais e portadoras de dignidade.

Nesse sentido, a mídia golpista brasileira leva os indivíduos a aceitarem uma vida medíocre, uma vida sub-humana, “reduzida”. E os indivíduos, sem outra perspectiva, sem o vislumbre de outro tipo de vida possível ao modelo que a mídia golpista lhes impõe, acabam aceitando, resignados, uma existência medíocre, superficial e vazia. Uma vida que se preocupará apenas com a alimentação diária, a reprodução, o ataque ou defesa em alguma situação: exatamente como um animal irracional responde aos estímulos exteriores. Uma vida sem investimento na capacidade de refletir, de pensar por si mesmo, de raciocinar. Ora, num tipo de vida como esse, a pessoa não pode exercer sua liberdade de escolha de maneira livre, responsável e autodeterminada. Pois justamente a liberdade, que é o atributo mais apropriado a pessoas com dignidade e racionalidade, é o que é negado pela mídia golpista defensora da ideologia hipocritamente chamada de “liberal” que diz defender a liberdade.

Assim, em tudo que faz, a mídia golpista brasileira pressupõe estar tratando com menos do que pessoas racionais e portadoras de dignidade. Ela pressupõe sempre estar lidando com imbecis. Trata-se, como podemos perceber, de um círculo criado pela própria mídia golpista. Ela investe no rebaixamento dos indivíduos e conta, em suas programações, com este rebaixamento, ao mesmo tempo em que o fortalece. Para isso a mídia golpista brasileira precisa apresentar em suas programações conteúdo que reduz os indivíduos a uma vida cultural e educacional pobre e medíocre, vazia, infantilizada e sem conteúdo. Ora, o modelo do qual a mídia golpista brasileira se serve para impor esta redução da vida humana aos aspectos meramente animalescos e imbecilizantes em suas programações já existe.

Este modelo e método, que reduz a vida humana aos seus aspectos meramente biológicos, mesmo em se tratando do mundo cultural e da comunicação midiática, já foi comentado por nós no vídeo 2 desta série. (Ver no YouTube, no canal do MOPANG – Movimento Popular  Anti Mídia Golpista, o vídeo 2, que trata deste tema da animalização do telespectador). Este é o modelo e método proveniente do “comportamentalismo” que o psicólogo Pavlov nos forneceu, ao lidar com seus cachorros-cobaias a fim de entender o modo pelo qual poderia obter, daqueles cães, reflexos condicionados.                

Como sabemos, a partir do vídeo 2 que acabamos de citar, a vida meramente animal se dinamiza a partir de certa estrutura de instintos que de fato constituem predominantemente a vida de todo animal irracional e condiciona, de maneira poderosa, o seu comportamento. Assim, o domínio de funcionamento dos reflexos provindos desta estrutura instintiva do animal irracional confere ao adestrador o poder de obter respostas sempre condicionadas e esperadas em situações de laboratório de pesquisa. E isso a partir de determinados estímulos que o adestrador impõe ao animal em um ambiente criado artificialmente.  

O aspecto fundamental que destacamos desse tipo de adestramento animal é a obtenção de uma resposta imediata e sempre padronizada a estímulos exteriores que são colocados ao animal pelo adestrador. Ora, isso é possível porque os animais não pensam em termos de causa e efeito. Os animais não pensam ou não refletem em termos de que algo que acontece no mundo exterior seja antecedido por outra coisa que causou este algo e que, por sua vez, esta outra coisa tenha sido causada por outra … e assim por diante.

Se os animais conseguissem pensar em termos de causa e efeito chegariam na fonte, na causa principal que gera os estímulos, quer dizer, ao adestrador. Descobririam que quem cria o estímulo e as condições artificiais é o adestrador, e, assim, superariam a força irresistível e o imediatismo da resposta, criada pelo estímulo repetitivo do adestrador, que vem do seu instinto. Portanto, os animais não dariam mais uma resposta cega e sempre padronizada ao estímulo externo gerado pelo adestrador. Em outras palavras, os animais agiriam de maneira crítica e racional. Quer dizer, deixariam de ser animais e passariam a ser “pessoas racionais”. 

Mas isso não acontece porque, na vida reduzida, puramente animal, não há “temporalidade”. Não há a percepção de um antes e um depois, que é o caminho pelo qual nós, os humanos, relacionamos os fatos dispersos que se nos mostram na vida os quais lhes damos um sentido, uma interpretação. Não existe causa e efeito para um animal. Na vida animal, não há história. Tudo no animal fica impresso e registrado pelo fortalecimento contínuo de impressões várias vezes repetidas. E é graças a este contínuo reforço de determinado estímulo que o adestrador consegue obter do animal um determinado comportamento de resposta sempre também repetido, padronizado, em relação àquele estímulo específico. Isso porque, para um animal, tudo é percebido apenas dentro de um presente eterno, sem tempo, sem história. Sem tempo transcorrido, sem a existência de um antes (que seria a causa) e um depois (que seria o efeito).

Portanto, o animal irracional sente todas as coisas que acontecem no mundo como fatos imediatos e pontuais, como fatos puros, sem interpretação. Poderíamos dizer o seguinte: todo animal irracional sente as coisas externas a si sempre como “efeitos” sem causa. Para ele, as coisas acontecem dentro de um presente eterno, sem história. O animal não consegue se relacionar aos fatos de maneira consciente, e nem relacionar os próprios fatos entre si com base na percepção racional de que houve um tempo transcorrido, um tempo histórico, em termos de um antes e um depois, para que aquele fato ocorresse. Em suma, os animais irracionais não analisam os acontecimentos em termos racionais de causa e efeito. É por isso que os animais não conseguem dar a estes fatos brutos, a estes efeitos sem causa, um sentido, uma interpretação, como os seres humanos racionais conseguem. 

Assim, toda vez que um cachorro vê seu dono, para o cão, é como se fosse sempre uma primeira vez. Daí que os cães não escrevem história e nem podem servir de testemunhas num caso judicial, mas só como partes dos indícios. Como no caso do detetive Cherlocke Homes que deduziu que o não latido do cachorro, durante um roubo em uma residência, era indício de que o assaltante da casa fosse alguém sem dúvida conhecido da família e assíduo frequentador da casa.

Portanto, uma vida reduzida meramente ao seu aspecto “animal” pode ser condicionada a uma busca constante apenas de sua manutenção biológica. Ou seja, a sua alimentação, perpetuação da espécie e auto proteção pelo extinto de fuga ou ataque.

Nesta vida meramente animal, ou reduzida, se não fosse a estrutura dos instintos animais que lhe possibilitam respostas padronizadas por meio dos reflexos condicionados através de repetição e reforço de certos estímulos externos impostos pelo adestrador, os acontecimentos se dispersariam no caos e o adestrador não conseguiria extrair respostas padronizadas dos animais aos estímulos que ele impõe. Portanto, se para os seres humanos, é a racionalidade e reflexão que possibilitam que ele ordene o caos dos acontecimentos através de uma interpretação dos fatos; no reino meramente animal, é a estrutura instintiva dos animais irracionais que lhes possibilita criar padrões de comportamento em relação aos estímulos exteriores e que ordenam os acontecimentos exteriores sempre em vista da manutenção de sua vida reduzida ao dado biológico. Neste método pavloviano, portanto, fica de fora a capacidade de reflexão racional sobre as causas e os efeitos das coisas que acontecem no mundo. Isso só os humanos racionais conseguem fazer! O que é resultado que uma educação humana democrática inclusiva e participativa deseja extrair de uma criança, durante seu período escolar de formação. E que uma sociedade civilizada e democrática espera de seus cidadãos adultos. (Todavia, é importante guardarmos as características gerais apresentadas aqui do método pavloviano, pois nos próximos textos veremos mais como este método, não obstante originalmente proposto no trato com animais, tem sido aplicado ao mundo humano pelos meios de comunicação.)

Mas em linha com a intenção civilizatória democrática participativa e inclusiva, dita a pouco, tem sido a partir de uma mais ampla consciência ética sobre si mesma que a humanidade tem chegado a uma melhor compreensão de quais são os valores mais produtivos e positivos correspondentes a sua tendência irresistível a viver em sociedade; a viver a vida relacional em comunidade, ou seja: a vida política. (Justamente o tipo de vida que é demonizado todos os dias pela mídia golpista.)

Ligada a essa consciência ético política renovada e mais ampla sobre si mesma, a humanidade tem aprofundado a consciência sobre sua própria dignidade. E é graças a esta consciência da própria dignidade que, hoje, se arma uma resistência, nas sociedades ditas civilizadas e organizadas, contra qualquer tipo de redução da pessoa humana aos meros dados de sua vida biológica.

Ora, na Segunda Guerra Mundial, os nazistas nos mostraram que há um meio eficaz de reduzir a pessoa para que, em seguida, se possa tratá-la como um animal, em vista de dominá-la e controlá-la. Hoje ainda, este mesmo tipo de redução é o que possibilita tratar as pessoas como meros dados matemáticos quantificáveis a partir de estatística para que se exerça o domínio e controle sobre elas como meros objetos de manipulação. Por exemplo, no chamado mercado de consumo capitalista. Sem rodeios, digamos logo, hoje ainda, esse tipo de dominação interessa à mídia golpista, aos empresários nacionais e internacionais, aos políticos e demais agentes públicos de alta patente traidores e entreguistas da nação brasileira. Essa gente traidora que está acostumada ao elitismo bacharelista, racista e preconceituoso; ao coronelismo arbitrário, que herdou do século XIX, e do qual não abre mão, não tem nenhum pudor em se valer desse esquema de dominação sórdida, que ela considera natural e normal, sempre que sentir necessidade de aplicá-lo à vida política. Se sentir que seu mundo vazio, frio, bárbaro, cruel e desumano de alguma forma esteja ameaçado.    

Assim, é apenas esta autoconsciência ética mais clara e profunda sobre quem nós somos (pessoas humanas portadoras de dignidade irredutível expressa por nossa racionalidade e capacidade reflexiva) que pode se expandir e nos levar, hoje, à resistência em não nos deixarmos ser tratados, uns aos outros, como meros organismos auto reprodutores; como meros animais não humanos-racionais, como simples fonte de prazer particular, como meros portadores de estrutura instintiva condicionante para o exercício do domínio e do controle. Tanto mais porque vemos, no nosso meio de vida social atual, este esquema biologista reducionista sempre presente como meio de controle e de poder sempre disponível como uma tentação aos “donos do poder midiático”.

Todavia, é preciso relembrar, este tipo de vontade de poder reducionista não surgiu com os nazistas. Seu método tem sido assumido e desenvolvido desde o século XIX na cultura europeia em geral, e, mais especificamente, pela cultura empirista anglo saxônica (a cultura britânica). Foi, é claro, utilizado e aperfeiçoado pelos nazistas ao seu modo e segundo seus planos em meados do século XX. Mas desde o século XIX, os países de fala inglesa são os que mais testam e aplicam este tipo de reducionismo como método psicológico na análise do comportamento tanto individual quanto coletivo em vista do controle dos indivíduos e da sociedade esquizofrênica que os anglo-saxões e estadunidenses, ainda hoje, insistem em manter. Tanto que, hoje, a psicologia dominante nos EUA, o país herdeiro dessa tradição de psicologia reducionista britânica que influencia grandemente a mentalidade da elite de dinheiro brasileira, é a psicologia comportamentalista de outro psicólogo seguidor de Pavlov que aperfeiçoou e refinou ainda mais este método comportamentalista e reducionista. Trata-se do estadunidense Burrhus Frederic Skinner, nascido em 1904 e falecido em 1990, sobre quem voltaremos a falar no texto 3 desta série. 

Assim, fiquemos por aqui, e reflitamos sobre o que foi dito. Isso será importante para a compreensão dos três textos seguintes que se propõem como continuação de nossa resposta à pergunta inicial: Por que a mídia golpista brasileira lida apenas com os efeitos dos problemas sociais e políticos e nunca com suas verdadeiras causas? 

Se você gostou, compartilhe. Até o próximo texto, e obrigado.

* Bacharel, licenciado, mestre e doutor em filosofia pela USP; bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Batista de SP; pedagogo licenciado pela FALC; autor de artigos de filosofia em veículos especializados e livros coletânea; autor do livro *O cristianismo ateu de Pierre Thevenaz* (no prelo); tradutor de mais de trinta livros nas áreas de filosofia, ciências da religião, ciências humanas e teologia; músico profissional (guitarrista) e jornalista. Colunista do Cartas Proféticas.

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2 Comentários

  1. "MOPAMG: Movimento Popular Anti Mídia Golpista". Este é o primeiro de 4 artigos do professor e doutor Daniel da Costa. Ajude a compartilhar esta grande ferramenta de compreensão da mídia como fábrica de farsas e desgraças. Abraços fortes e solidários: http://cartasprofeticas.org/mopamg-movimento-popular-anti-midia-golpista/

  2. […] demonstramos no texto 1, anterior, a vida política é tomada como um tipo de vida caracteristicamente humana. E não […]

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