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Moro, político fujão

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 Roberto Bueno*

Neste dia 11 de junho de 2020 observamos um dos comportamentos

inaceitáveis em figuras públicas e atores políticos que pretendas ostentar, mesmo que no plano da mera retórica, um mínimo compromisso com as instituições democráticas, a saber, recusar participar de debates. Foi o caso de Sérgio Moro, ex-juiz já há bom tempo, que já atuava politicamente quando ainda vestia a toga conforme atestado publicamente pelo cruzamento de suas decisões com o conjunto das revelações da “Vaza Jato” mas que efetivamente emergiu de cabeça no mundo da política logo após as eleições de 2018 ao entrar no Governo Bolsonaro, para o qual colaborara tanto durante o seu período anterior.

Moro recebeu desafio público do ex-Presidente Lula para um debate político, mas negou, esgueirou-se, eludiu, fugiu. Moro parece pretender entrar no ringue da política apenas para bater, atribuindo ao corner a função de permanente refúgio seguro, saindo dele para bater e regressando a ele em seguida para proteger-se, fugindo aos ataques típicos do jogo. Moro escolheu entrar no ringue político, mas dentro dele nutre a falsa pretensão de pretender controlar quem serão os seus opositores, mas isto é incompatível com a democracia, pois nela quem escolhe os representantes são os indivíduos, e então, como contendentes, terão de operar no ringue político. Moro despreza, portanto, que a sua alegação de que “não discute com condenados” esboroa na sua incompetência para escolher quem são os políticos legitimados para intervir na arena pública para a qual, aliás, até aqui, o ex-juiz não logrou um voto sequer.

O fato é que o ex-Presidente Lula não se encontra inabilitado para o debate político, senão todo o contrário, está absolutamente amparado por, pelo menos, 50 milhões de eleitores. Portanto, a quem Moro pretende convencer com tal interdição à esta grande liderança nacional apresentando argumento inaplicável à política? Acaso teria recebido ordens da Rede Globo que o contratou para publicar artigos em seu jornal de circulação nacional e assim evitar que a empresa tivesse de repercuti-lo? Mas se realmente o debate com “condenados” fosse aceito honestamente por Moro como uma interdição, então, o que teria ele a dizer das reuniões com seus colegas de Ministério e demais instâncias da atual administração onde não se conta apenas um condenado? Como de hábito, Moro utiliza agora uma vez mais, dois pesos e duas medidas, aplicando cada um deles segundo a conveniência, pois ao seu lado na reunião ministerial de 22 de abril de 2020 estava ninguém menos do que Ricardo Salles. Esqueceu? E o Banestado?

O fato é que ao recusar o debate com a maior liderança política deste país Moro apenas explicitou a sua talha política absolutamente compatível e afim com a precedente demonstrada em funções jurídicas: ínfima. Moro revelou-se ao longo de toda a sua carreira um grau de obtusidade chamativa, e talvez por este exclusivo motivo, por paradoxal que seja, altamente instrumentalizável para o cumprimento de fins absolutamente alheios aqueles para os quais havia sido publicamente mobilizado como quadro do Estado. Hoje, Moro não aponta para cenário de superação, mas apenas confirma que o seu ordinário destino não deverá passar disto, ordinário.

Não há que iludir-se, contudo, quanto a que a mediocridade de Moro o distancie de ser colocado como alternativa de poder por parte das oligarquias nacionais e do projeto dos EUA para continuar a expropriação das riquezas brasileiras, e a opção por Bolsonaro em 2018 é prova cabal de que a oligarquia brasileira não hesita em entregar a gente brasileira e o país inteiro à tempestade e destruição certa sempre e quando preserve os seus interesses econômicos. Convém recordar que Moro é homem de confiança das profundezas do poder norte-americano, com visitas à CIA tornadas de conhecimento público, embora não o seu conteúdo. Moro é uma carta no baralho da Rede Globo para a disputa presidencial de 2022, isto sim, acaso a opção da oligarquia (militares incluídos) seja a de que tenhamos eleições.

Moro e suas forças políticas que lhe são sustentação têm um motivo para adotar tal postura de eludir encontros políticos, pois precisam protegê-lo, ocultar as suas mais do que evidentes fragilidades. Trata-se de uma figura que não tem absolutamente nada a acrescentar à vida política brasileira, que reitera discurso completamente autoritário e sem consistência mesmo nas matérias que reclama autoridade, a saber, direito penal e segurança pública. É personalidade cuja substância intelectual faz inveja aos pastéis das piores feiras, vazio como só, sem nem vestígio de mera nesga de azeitona roída. Moro-2020 não passa de versão atualizada de Bolsonaro-1964 cuja diferença se detém exclusivamente na conclusão de curso superior, embora muitas vezes as suas declarações levem a interrogações sobre como e em que termos o logrou, nem dizer de seus desdobramentos.

No meio político vige a máxima de que não se detesta tanto a traição quanto aos traidores, caminho que Moro percorreu ao aderir ao Governo Bolsonaro para logo dele sair atirando contra a figura eleita com quem congraçou alegremente. Além de trair, agora Moro foge de debate político. Resta saber o que poderá sobrar de um ex-juiz “ladrão” que, hoje, transformou-se em político fujão.

*Doutor em Filosofia do direito, pós doutor, professor na Univerdidade Federal de Uberlândia, MG e colunista do site Cartas Proféticas.

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6 Comentários

  1. […] Fonte: Moro, político fujão – Cartas Proféticas […]

  2. "Moro, político fujão". Não basta reconhecermos que Sérgio Moro é "fujão". Nosso colunista doutor Roberto Bueno explica as definições do "fujão" e traidor da Pátria!. Acesse e compartilhe semente a chamada e o link desta postagem. Abraços enquanto nos preparamos para a grande luta! http://cartasprofeticas.org/moro-politico-fujao/

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