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Mulheres da Amazônia, através de nota de repúdio, denunciam a delinquência de Damares Alves

Evidentemente que o Brasil e o povo brasileiro vivemos pesado impacto de golpe de Estado, que veio para destruir direitos até de mobilização, de resistência e de luta.

Este estado de coisas só não se assemelha ao tempo em que meteoritos caíram sobre o planeta,  matando os dinossauros, mudando a paisagem e a configuração da terra que se fazia porque a realidade era outra, mas a sensação do impacto em termos de massacres dos direitos essenciais é algo tão pesado que nos leva àquela comparação.

Uma das diferenças é a consciência da necessidade da resistência por parte de todas as pessoas que assumem posturas dignas e justas, nada associado à ideia de covardia e alienação assumida pelos que imaginam que os delinqüentes e criminosos que assaltaram o governo sejam pessoas de bem e salvadoras.

Assim como educadores/as se mobilizam na resistência aos criminosos do agronegócio e da extração de minérios,  que roubam o Estado do Mato Grosso, as mulheres indígenas, quilombolas, pescadoras, camponesas e tantos segmentos se mobilizam na luta e na resistência contra a delinqüência, ódio e despreparo como as da dona Damares Alves, que vê até Jesus trepando em goiabeira mas não sabe nada das  mulheres reais e exploradas na nossa Amazônia estuprada.

Leia abaixo a nota de repúdio da MAMA.

Antes leia e compartilhe: O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra publica nota de repúdio à ditadura no Mato Grosso e em apoio ao SINEP MT;

236 de Simón Bolivar e um general brasileiro inteligente, culto, honrado e libertário;

Se liga no papo;

Um general ameaça a debilidade idiota e traidora de Bolsonaro;

Bolsonaro está reprovado;

Cientista político desmascara a ignorância e a grosseria do miliciano Jair Bolsonaro;

Intelectual justo sobe o tom no enquadramento da quadrilha de jagunços da lava jato.

*NOTA DE REPÚDIO*

 
Nós, mulheres da Amazônia, ribeirinhas, pescadoras, camponesas,  extrativistas, parteiras tradicionais, quebradeiras de côco, erveiras, indígenas, negras,  de matriz africana, do campo, da floresta, das águas e das cidades, repudiamos e desaprovamos publicamente a postura da Ministra Damares que devido a sua ignorância e total desconhecimento da realidade dos povos amazônicos, se reporta de forma indigna e desrespeitosa  à condição de vida das mulheres e crianças  amazônicas. O conteúdo expresso ao se reportar sobre a violência sexual  praticada contra as mulheres, jovens e crianças  traduz de forma agressiva,  MACHISTA,  misógina e discriminatória a prática  do governo brasileiro ao tratar a questão da violência praticada contra mulheres jovens e crianças no Brasil. 

A manifestação da Ministra, ao se referir às mulheres e meninas da Amazônia, que sofrem diariamente as consequências do descaso e ausência do estado brasileiro, em não promover a distribuição de renda justa para aplicar em políticas públicas que garantam a geração de trabalho, emprego e renda para as mulheres desta região, demonstra  o quanto o governo brasileiro está distante da realidade dos povos amazônicos. Não bastasse a posição delinquente e preconceituosa do governo brasileiro contra o povo nordestino, agora presenciamos o discurso de um  Ministério, que veria ser constituído para resguardar os direitos das mulheres, vindo  a público se manifestar contra as mulheres do Norte,  da Amazônia brasileira!

Diante dessa triste e perversa realidade,  as entidades, organizações, movimentos sociais de mulheres, coletivos feministas, dos nove Estados da Amazônia Brasileira que integram o *Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia*   denunciam, junto às autoridades, órgãos nacionais e internacionais, a violação institucional dos direitos das cidadãs brasileiras que vivem nas florestas, no campo e nas cidades amazônicas! 
Exigimos respeito e políticas públicas!

*POR MIM, POR NÓS, POR TODAS!*

*Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia/ MAMA*

Um comentário

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