Petrobras vendida

Na defesa da democracia e da Petrobras engenheiros lançam a carta de Curitiba

Aqui neste blog sempre afirmamos que a vida não -e estática e que é aparentemente estável não é eterno.

Seguidamente acusam o povo de acomodado e de não reagir ao golpe dado por uma quadrilha de traidores que atuam no parlamento, nos governos dos estados, no judiciário, na mídia e em setores empresariais.

Porém, diariamente a realidade emite sinais convincentes de resistência e de que a insurreição contra a elite desumana, desagregadora e perversa.

Engenheiros reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), realizado entre os dias 06 e 09/09,  animados pelo espírito de defesa nacional,  aprovaram a Carta de Curitiba: o documento grita por  um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora.

Denunciam que  “com o golpe sofrido pela presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos”.

Leia abaixo a íntegra da Carta de Curitiba:

No marco dos 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil e da Revolução Russa, nós, engenheiras e engenheiros reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), manifestamos a urgência de um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora.
Fizemos o maior Congresso da história, com mais de 300 participantes, além da maior delegação de mulheres e de estudantes, frutos da construção do Coletivo de Mulheres da Fisenge e do Coletivo Nacional de Estudantes, em diversos estados.

Com a consolidação do golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos. Estas são consequências intoleráveis, frutos da crise política capitaneada pela Operação Lava Jato. Repudiamos a corrupção e exigimos a responsabilização de todas as pessoas envolvidas em desvios de conduta, sem a penalização das empresas nacionais.

A engenharia é o motor da economia de todo país, uma vez que amplia a capacidade produtiva e de investimentos. A desnacionalização da economia, em curso no Brasil, aprofunda o desmonte da engenharia brasileira, a subordinação ao capital estrangeiro, as desigualdades sociais e ameaça a soberania nacional. Repudiamos, ainda, a entrega do território brasileiro e também a privatização da Eletrobrás, dos Correios, da Casa da Moeda. Reivindicamos a defesa da Petrobras pública e estatal como elemento estratégico para o desenvolvimento social. É imperativo o investimento em ciência e tecnologia, impedindo a chamada “fuga de cérebros”. Um país sem ciência e sem tecnologia é um país sem soberania nacional. A engenharia brasileira possui acúmulo tecnológico para pensar, formular, construir, projetar e inovar soluções de melhoria de condições de vida para a população.

As profundas transformações no mundo do trabalho, a chamada Revolução 4.0, impõem desafios para enfrentarmos o desemprego estrutural previsto internacionalmente. Para além do campo de benesses, é necessário disputar o controle e a distribuição das tecnologias.

Manifestamos como urgente a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional 95, que determina um teto para os gastos públicos. Defendemos a redução da jornada de trabalho para 35 horas sem redução de salário e a manutenção da previdência social. Apoiamos uma reforma política popular, com financiamento público de campanha e fortalecimento dos partidos políticos.

A crise é mundial e não há solução fácil. Temos, todos e todas, grandes responsabilidades. E, com grandes responsabilidades, surgem tarefas. Temos a tarefa histórica de resistir e lutar em defesa da engenharia, da democracia e da soberania nacional.

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2 Comentários

  1. bom seria que Associações e Sindicatos de outras Categorias se posicionassem também... a engenharia brasileira foi a mais prejudicada até agora... as Construtoras brasileiras quebraram...
    se há corrupção que se puna o criminoso (pessoa física) não as empresas...

  2. O desmonte feito por essa operação lesa pátria, na economia, nas grandes empresas brasileiras, nos direitos sociais e humanos, não tem precedentes na história. Já vimos esse filme de caça à corrupção nos anos 50 e 60 para permitir a entrega do país aos interesses internacionais. Parabéns aos engenheiros, advogados e ao povo que resiste!

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