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Na marcha dos cachorros loucos o miliciano Bolsonaro ataca a reforma agrária e a agricultura familiar

Por Dom Orvandil. 

Nada é por acaso nos atos do desgoverno miliciano de Jair Bolsonaro.

A desgraça miliciana é o canal estreito onde chegou e por onde passa o golpe iniciado com a cachorrada louca pelas ruas do Brasil desde 2013, transitando pelo impeachment golpista contra a Presidenta Dilma e pelas eleições roubadas e fake news de 2018, com falsa e teatralizada facada e tudo.

Os danos encetados pelo protofascista dão-se usando indignamente o cargo de presidente para perseguir e banir da economia os mais pobres trabalhadores.

A instituição presidência e os órgãos aplicadores de políticas públicas são vergonhosamente usados para “legalizar” e banalizar a aplicação fascista no esvaziamento do Estado na defesa da reforma agrária e da agricultura familiar, infelizmente.

Assim o facínora na presidência extinguiu  o PRONERA, do TERRA SOL e outros programas sob o pretexto  de enxugamento da estrutura do INCRA,  apontam o fim da reforma agrária e o não atendimento a assentados, quilombolas e extrativistas das RESEX! (http://www.in.gov.br/web/dou/-/decreto-n-10.252-de-20-de-fevereiro-de-2020-244585036)

Como denunciaram os jornalistas Marcelo Ferreira e Leandro Melito, da Revista Brasil de Fato, pior do que a ditadura imperialista-militar de 1964, que não conseguiu impedir a construção e consagração do Estatuto da Terra, o miliciano Jair Bolsonaro “presenteou” com um golpe no processo de reforma agrária e da agricultura familiar, que os trabalhadores empreendem com sacrifícios, lutos e martírios no Brasil.

Leia abaixo a triste notícia sintetizada pela Brasil de Fato.

Na última quinta-feira (20), véspera de Carnaval, o presidente Jair Bolsonaro deu o maior golpe até agora no processo de reforma agrária em curso no Brasil desde a criação do Estatuto da Terra, em 1964.

Publicado no Diário Oficial da União (DOU) o decreto nº 20.252 enxuga significativamente a estrutura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

O ato extingue o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), o programa Terra Sol e outros programas que davam incentivos aos assentados, quilombolas e comunidades extrativistas.

De acordo com fontes internas na instituição, existe um forte preconceito contra esses programas. Alguns diretores entendem que eles são formas de dar dinheiro ao Movimento Sem Terra (MST), em vez de repassar tecnologia e conhecimento para os assentados da reforma agrária e seus familiares.

Tecnologia e desenvolvimento

Segundo o próprio site do Incra, o “Terra Sol é um programa de fomento à agroindustrialização e à comercialização por meio da elaboração de planos de negócios, pesquisa de mercado, consultorias, capacitação em viabilidade econômica, além de gestão e implantação/recuperação/ampliação de agroindústrias. Atividades não agrícolas – como turismo rural, artesanato e agroecologia – também são apoiadas.

A ação foi criada em 2004 e faz parte do Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e do Plano Plurianual (PPA), que define os programas prioritários do Governo Federal. Durante esse período, foram disponibilizados R$ 44 milhões em recursos, que propiciaram a implantação de 102 projetos e beneficiaram 147 mil famílias em todo o Brasil”.

O que prova a necessidade do programa para o desenvolvimento da agricultura familiar, responsável por 70% dos produtos alimentícios que chegam a mesa dos brasileiros.

Educação

Já, por meio do Pronera, jovens e adultos de assentamentos têm acesso a cursos de educação básica (alfabetização, ensinos fundamental e médio), técnicos profissionalizantes de nível médio, cursos superiores e de pós-graduação (especialização e mestrado).

O programa também capacita educadores para atuar nos assentamentos e coordenadores locais – multiplicadores e organizadores de atividades educativas comunitárias.

As ações do programa, que nasceu da articulação da sociedade civil, têm como base a diversidade cultural e socio-territorial, os processos de interação e transformação do campo, a gestão democrática e o avanço científico e tecnológico.

Milhares de pessoas foram alfabetizados pelo EJA (Educação de Jovens e Adultos) através do Pronera. Cerca de 9 mil alunos concluíram seu ensino médio; 5.347 foram graduados no ensino superior em convênio com universidades públicas; 1.765 deles tornaram-se especialistas e 1.527 são alunos na Residência Agrária Nacional.

Foram agrônomos, veterinários, pedagogos e advogados, formados ao longo dos anos de desenvolvimento do programa. A maioria deles retornou às suas comunidades proporcionando um processo de desenvolvimento que levou ao surgimento da agroecologia como programa nacional e nicho de mercado para os agricultores familiares.

Estes foram os principais programas atingidos pelo decreto do desmonte que também facilitou a regularização de terras griladas pelo grande latifúndio e o agronegócio.

Fonte: BdF Rio Grande do Sul

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Um comentário

  1. Na marcha dos cachorros loucos o miliciano Bolsonaro ataca a reforma agrária e a agricultura familiar. Ajude-nos a movimentar o Cartas Proféticas compartilhando somente os links das postagens: http://cartasprofeticas.org/na-marcha-dos-cachorros-loucos-o-miliciano-bolsonaro-ataca-a-reforma-agraria-e-a-agricultura-familiar/

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