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Nathalí Macedo: “A moral e os bons costumes dos cidadãos de bem que atiram suas mulheres do 4º andar”

Pessoalmente aprecio muito os textos feministas de Nathalí Macedo, mulher linda que se define como escritora, roteirista, militante feminista, mestranda em Cultura e Arte e que  canta blues nas horas vagas.

No seu último artigo no site Diário do Centro do Mundo a nossa cantora de blues nas horas vagas mirou certeira na análise das contradições de homens machistas, vulgares, vendedores de ilusões sobre si mesmos, moralmente hipócritas e retrógrados.

Ao descrever o atraso humano e moral do suspeito de assassinato da advogada Tatiane Spitzner, que a jogou do 4º do prédio onde moravam em Curitiba, a mesma capital que abriga o fascismo no judiciário, Nathalí mira nas caractarísticas violentas de todos os machistas.

O machismo minimiza e anula as mulheres. É de dupla moral: uma é da aparência de amor à família, à pátria como grande família, defende valores conservadores e geralmente racistas; a outra moral é a verdadeira, eivada de violência, de desrespeito à mulher, de donismo autoritário, de manipulação, de compra de prazeres para usá-la sadicamente.

Como religioso o machista se socorrre de textos bíblicos arrancados de contextos sem estudo, análise e hermenêutica, como fundamento de seu autoritatismo, sobrepondo-se à mulher como ser inferior.

No campo político e social idolatra marginais e delinquentes como Sérgio Moro, Jair Bolsonaro, MBL  e outros lixos produzidos pelo capitalismo decadente e  pelo fascismo que, como os ratos, sempre se alimenta de escombros e se reproduz como os vermes.

Embora se explique a personalidade de traços psicopatas dos machistas,  não consigo imaginar como são dotados de tanto ódio e deprezo às mulheres.

Seu ódio ou medo das mulheres vai da falta de gentileza em tudo como participação nas lides domésticas, na cortezia sempre bem acolhida no que tange ao sentar entorno de mesas, de lhes dar a preferência quando caminhando juntos, gestos sempre valorizados atém mesmo pelas feministas mais extremadas, abrir portas de carro etc, de reconhecimento, de solidariedade à inteligência feminina, de respeito à sua sexualidade, desejos, restrições,  até ao assassinato por ciúme idiota de quem se acha dono da pessoa, vontades e opções da companheira. Inexplicável e inaceitável homens perseguirem e assassinarem mulheres que não os querem mais.

Outrossim, é inaceitável a passividade feminina diante de relações desrespeitosas e violentas como a testemunhada por muitas pessoas no caso de Luis Felipe Manvailer, notório desrespeitador de Tatiane e suspeito de seu assassinato no prédio onde viviam, brigavam e onde ela perdeu a vida.

Nathali observa com espanto o sinismo da vizinhança que se omitiu em face dos gritos ouvidos, projetados da boca ferina do machista Manvailer.

No fundo,  há cumplicidade burguesa ante tanta omissão. Por que não denunciar à delegacia da mulher as truculências sofridas pela vizinha? O machismo é imperante socialmente também quando os moradores que presenciam o massacre de mulheres e nada fazem. No silêncio há cumplicidade machista na morte de Tatiane e de todas as mulheres perseguidas, perturbadas em seu sossego, no seu direito a outros relacionamentos e de abrir mão da tortura e da opressão desse subproduto capitalista, o que faz estes homens retrógrados se sentirem superiores às mulheres e seus donos.

Acesse aqui para ler a íntegra do artigo de Nathalí Macedo.

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