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O bloco de pedra fria e triste que massacra torcidas, clubes e jogadores começa a derreter: a torcida do Santos não quer o miliciano Jair Bolsonaro!

Aqui no Brasil o esporte, notadamente o futebol, são antros de corrupção, de negócios espúrios com empresas de comunicação, bancárias, industriais, comerciais, rurais e outras vertentes do mercado sujo e golpista.

Analisei aqui a contradição entre os clubes, seleção, torcidas e treinadores do Chile e a barbárie que sufoca o futebol e o esporte brasileiros.

A avalanche de deslealdade para com o país e nosso povo, em situações das mais críticas e devastadoras, chega ao ponto de torcidas ofenderem a Presidenta Dilma num estádio de futebol diante do planeta inteiro,  na abertura da Copa em 2014. Fato raso, lamentável, triste, mas que retrata o em que se transformou nosso futebol: pura cloaca suja e fétida de perversidade capitalista.

Durante a ditadura cruel o famoso Pelé, cujo ser sempre foi formado por contas bancárias, músculos, ossos e nervos somente para jogar e dar espetáculos, favorecendo os negócios comerciais no assalto ao prazer, mas sem senso patriótico e de respeito ao povo brasileiro, de onde emergiu como negro, pobre e nascido de trabalhadores injustiçados. Pelé subiu à tribuna do Senado, em plena ditadura sanguinária, assassina e inimiga, e disse que não era momento de votarmos diretamente porque cada povo tem o governo que merece.

De modo geral nossos jogadores, tidos como ídolos, são tietes dos setores mais apodrecidos dos segmentos burgueses com representações no parlamento e no executivo. O Neymar, por exemplo, me dá nojo, como me enojava o tais de “Ronaldilhos”, amigos de Aécio e da direitona sem vergonha. Nessas últimas eleições golpeadas e fake news o Neymar, que me causa asco e náuseas, apoiou o miliciano Jair Bolsonaro e o bajolou em troca de perdão de multas e “dívidas” de seus luxos e extravagâncias.

Esse tipo de comportamento alienado, sujo e irresponsável não se difere em nada do adotado por coronéis donos de igrejas, seja no campo evangélico e neopentecostal como no católico. Todos são ladrões e salteadores  da consciência  de resistência do povo e da defesa da nossa pátria.

Porém, aqui no Cartas Proféticas, trabalhamos com base na compreensão dialética da realidade, que não é estática nem dogmática.

No meio do nosso povo há vida, há brasas que não se apagam,  apesar de todo o peso massacrante da canalhice capitalista do mercado,  que usa o esporte para assaltar o povo, cegando-o, usando o futebol como ópio entorpecente.

Em face da ameaça da visita do miliciano, laranjal e possivelmente implicado no assassinato de Maielle Franco e Anderson – e de quantos mais? – Jair Bolsonaro ir ao estádio do Santos para assistir o jogo com o São Paulo no próximo  sábado (16/11), a torcida e o treinador reagem com indignação e não querem aceitá-lo. Mas, certamente o arrogante, cercado de jagunços e de milicianos, insensível ao povo, sob o pretexto de que é presidente (?) da república (da qual ele suruba) irá e de lá da gabinete de privilégios, com aquele olhar  psicopata e esquizofrênico,  olhará para o nada e para ninguém. Irá porque é tumultuador  e oportunista, como sempre o foi.

Porém, aleluia!, impressiono-me com os sinais de vida do movimento que rejeita a presença dessa figura desprezível e abjeta.

A torcida do Santos enviou carta ao presidente do Clube pontuando as obras sociais dessa empresa de futebol e o amplo nível de compreensão da diversidade humana de nosso povo, ao contrário das posições homofóbicas, racistas, fundamentalistas e fascistas do miliciano golpista na presidência. “Repudiamos o palanque político que essa visita significa e reforçamos que os posicionamentos ideológicos de Bolsonaro são incompatíveis com a pluralidade social, racial, étnica e cultural da torcida santista e de toda a história de luta da Torcida Jovem contra a ditadura militar, enaltecida por esse político”, diz trecho da carta. E acrescenta profeticamente: “o Santos Futebol Clube tem se posicionado frequentemente sobre diversas causas sociais, honrando sua história de 107 anos e servindo como exemplo aos demais clubes do Brasil. Não fazemos amistosos contra os que tentam acabar com nossa liberdade”.

Sobre as raízes do treinador do Santos, Jorge Sampaoli, incomodado com a presença inimiga do Bozo, é essencial que entendamos que nada nasce do nada.

Sampaoli tem fonte onde bebe sua indignação. Ele se conceitua  como de “centro-esquerda” e peronista. Em  eleições argentinas apoiou Néstor e Cristina Kirchner, presidentes entre 2003 e 2015. No Chile se solidariza com o levante do povo contra as desgraças neoliberais, que o ditador Augusto Pinochet, ídolo do miliciano suruba do Brasil, impôs à constituição nazista e neoliberal de lá, que o povo começa a derrubar com muita mobilização e luta.

Esses sinais são brasas vivas que podem ser tomadas como parte do fogo revolucionário que queimará toda essa classe opressora, injusta, pelega e traidora. Unidas à luta de resistência e de avanços, são altamente apreciáveis.

O ideal, se já houvesse acúmulo organizado,  que de duas uma: o povo impedisse a entrada do meliante, de seus jagunços e milicianos puxa sacos ou o corresse de lá como se fosse um câncer a ser extirpado pela força da vida.

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