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O coronavirus e o conflito de classes: catástrofe avassaladora para os trabalhadores e para os pobres

Por Dom Orvandil.

Li com carinho o artigo do professor, pesquisador e pensador Dennis de Oliveira.

O professor Dennis alerta para a bomba de alto poder explosivo contra os pobres  das favelas e negros das periferias.

O coronavirus não é uma contaminação dos ricos e dos remediados chamados classe média, como muitos imaginam e falam.

É verdade que os contaminados trouxeram o vírus da China e da Europa. Quem viaja ou é porque pode pagar os custos do turismo ou os ricos em busca de prazeres e de negócios.

Mas não são somente  com os importadores do coronavirus que acontece a contradição de classes em forma de contaminação e de fome.

Os fatos mostram que uma minoria será cuidada e tratada pelos hospitais e clínicas mais bem equipadas. A grande maioria é e será exposta à contaminação em grande escala nos transportes públicos, geralmente de má qualidade, que se evidencia pela superlotação e pela falta de higiene adequada.

As populações das favelas, os trabalhadores precários, que são milhões trabalhando sem direitos e sem proteção, as populações quilombolas, as famílias pobres com suas crianças a superlotar apartamentos e residências, todas são expostas à contaminação, sem estrutura média e hospitalar.

Depois do golpe de Estado de 2016, chegando às eleições fake news com milicianos protofascistas no governo, com o comando neoliberal empenhado na destruição do Estado inclusivo e protetor, milhões de brasileiros se fragilizam e isso nos expõe brutalmente à contaminação.

O coronavirus mostra o conflito silencioso e cruel de classes. De um lado a acumulação de riquezas e de renda protege os atingidos, dando-lhes paraísos confortáveis como isolamentos muito bem protegidos. De outro, milhões de pessoas contando com os serviços públicos de saúde sucateados e estressados. O que equivale pensar em contaminação em grande escala,  acompanhada de mortes e mais contaminação.

É verdade que o coronavirus aparece para demonstrar de forma dramática a falência do modelo neoliberal levado a extremos pelo miliciano Jair Bolsonaro, com o tchutchuca do mercado Paulo Guedes e pelo Congresso Nacional conservador e privatista.

O impasse que elevará a pressão entre milhões morrermos doentes por falta de todas as condições de enfrentamento da epidemia e de fome por perdermos nossas fontes precárias de renda, já que as tais reformas da alardeada “ponte para o futuro” nos encheram de desamparo e de injustiça e a de lutarmos para varrer esse sistema neoliberal absolutamente perverso, no fundo, ele mesmo causador de doenças e de fome.

Nesta quarta feira, dia 18, às 20h30m,  a tal classe média irá novamente às janelas para bater panelas com o grito “fora, Bolsonaro”. É uma resposta importante, mas insuficiente.

No dia 18 de março durante o dia sindicatos e centrais sindicais se mobilizarão contra a destruição dos empregos, rebaixamento da economia para os  trabalhadores e acúmulo nas mãos dos bancos e de outros setores poderosos.

Maria Lucia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida Pública,  levanta a bola da “… suspensão imediata do pagamento dos juros e encargos, a fim de liberar recursos para investimentos relevantes nessas áreas essenciais à população”, enquanto fizermos auditoria para investigar a farsa e a farra dos bancos em cima do dinheiro público, fruto dos esforços dos trabalhadores e da produção do país, desviados para a luxúria e extravagância de uma minoria estupidamente egoísta.

 Não é justo que os bancos sangrem as riquezas do país enquanto seu povo morrerá doente e de fome.

A luta de classes imporá que a escolha entre morrermos doentes e de fome e lutar, que nos organizemos mobilizados para mudarmos esse sistema. É ele que adoece e mata muito mais do que qualquer contaminação viral.

Bateção de panelas e protestos deverão ser movimentos iniciais, mas para derrubarmos esse peso somente com todo o povo aceitando o desafio maior do que a tentativa do sapo da lenda que, no inferno, quando o diabo lhe perguntou se ele gostava mais de água ou de fogo, o bicho sabendo da maldade de satã respondeu o contrário do que ele faria: “eu gosto mais do fogo”. Foi jogado na água.

A luta precisa muito mais do que contar com a sorte ou de tiro no escuro. Isso é coisa para processo eleitoral no sistema dominado pelos poderosos. O povo tem que se organizar e avançar contra as origens de todas as contaminações, da fome e da morte: o neoliberalismo, que  não funciona e não interessa ao povo e ao país.

Relacionada: Leonardo Boff: “Coronavirus: uma represália de Gaia,da Mãe Terra?”

Clique aqui para ler o artigo do professor Dennis de Oliveira.

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2 Comentários

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