Brasileiros eram obrigados a pagar até 300 euros de aluguel para viver nos locais de culto, além de dízimo mensal

O desrespeito à vida humana dos pobres e desterrados é prática de evangélicos fundamentalistas

 Brasileiros eram obrigados a pagar até 300 euros de aluguel para viver nos locais de culto, além de dízimo mensal 

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Por Dom Orvandil

Já tive alunos e alunas ditos evangélicos que buscavam nas faculdades apenas diplomas e conhecimentos pragmáticos técnicos superficiais. Geralmente não eram estudiosos, não tinham boas notas, superficiais eticamente, boateiros, preconceituosos e socialmente limitados. Não possuíam a mínima consciência cidadã. Supersticiosos freqüentadores de igrejas atribuíam todas as conquistas a Deus e todas as derrotas ao diabo, sem saber nada de nenhum nem de outro.

As baixas notas em filosofia, antropologia e sociologia revelavam o descaso com o que chamavam de “coisas de homens” ou com “coisas humanas” que não agradam a Deus.

A causa dessa rasura ética e humana advém das pregações e “estudos” bíblicos que seus pastores promovem nas igrejas, rebaixando qualquer esforço intelectual, científico e acadêmico. Soube do caso de um pastor que interpelou uma estudante de mestrado,  instando-a a desistir do mestrado e da academia por considerar esse processo como tentação para que ela se afastasse de Deus e da igreja.

O que resulta é o que se vê em bandos de pessoas engolidas pela onda da mídia e do discurso manipulador sem comprovação objetiva,  mas tingido de ódio, de preconceitos, de discriminação e de alienação. Tudo desembocando em ditos evangélicos que perseguem gays, templos de religiões afrodescendentes, machistas e violentos, inclusive com muitos adotando a prática miliciana como forma de obtenção de dinheiro, como o Cartas Proféticas já demonstrou.

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Não é tão incomum ver-se noticias de ditos evangélicos envolvidos com contrabando de armas, de drogas e em crimes hediondos. Claro, onde não há cultivo de virtudes os inços da sociedade capitalista e desumana invadem  o comportamento  e solapam os méritos morais até de gente que berra em oração, dá dízimos,  louva aos pulos e gritos, mas que silencia diante do sofrimento do próximo.

De modo que a triste e vergonhosa notícia de que “pastores brasileiros são detidos em Portugal,  acusados de tráfico de pessoas”  lamentavelmente não surpreende, embora repugne pela incoerência e pela barbárie. Quem não sabe o que é e quem é o ser humano não compreende eticamente a dor das pessoas atingidas pelo sofrimento e pelas injustiças.

Além de vermos o miliciano Jair Bolsonaro aliviando as igrejas de impostos até com a idéia de isenção do pagamento das contas de energia elétrica, entupindo os ministérios e os mais importantes postos estatais de pastores,  seus cabos eleitorais e apoiadores inescrupulosos,  não é de admirar que “três pastores brasileiros foram detidos nesta quinta-feira (9) em Portugal, acusados de tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal”.

“De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), responsável pelas prisões, os líderes evangélicos atraíam cidadãos no Brasil com a promessa de trabalho e legalização da situação migratória no país europeu.

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Durante a ação, que incluiu cinco mandados de busca na zona da Grande Lisboa, foram encontrados cerca de 30 brasileiros, que eram alojados pelos pastores nos locais em que ocorriam os cultos — em condições muito precárias, segundo a autoridade imigratória.

Segundo a rede de TV portuguesa RTP, os brasileiros, em sua maioria em situação ilegal no país, tinham de pagar aluguel de até 300 euros (R$ 1.358) para viver nestes locais, além de contribuir com 10% de sua renda mensal para a igreja.

O salário mínimo em Portugal é, atualmente, de 635,31 euros (R$ 2.875).

O esquema foi descoberto após denúncia anônima de um cidadão estrangeiro — nos alojamentos, havia também crianças (o grifo é nosso).

Edite Fonseca Fernandes, inspetora do SEF, afirmou à RTP que os três pastores também são suspeitos de obrigar os imigrantes a trabalharem para a igreja sem remuneração, além de os “enganarem, fazendo-as acreditar que estão tratando de sua situação documental, coisa que de fato não acontece”, informa o site da BBC News Brasil.

Evidentemente que numa sociedade socialmente democrática e mais justa esse tipo de formação e atuação do modelo evangélico que despreza o ser humano, privilegiando a conquista de dinheiro a qualquer custo, não cabe nem deve ser permitido, como Portugal que expulsa de seu pais os mercadores brasileiros, bandidos e criminosos.

Aqui no Brasil, pela marcha que estes “evangélicos” empreendem, é possível prever que se aproximam rapidamente do paradigma terrorista do tipo Estado Islâmico. Não é por outra razão que amam o fascista Jair Bolsonaro, o louco Donald Trump e o sionismo nazista de Israel.

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