dia dos trabalhadores

O Dia do Trabalhador e a Luta Pela Emancipação Social

Edergênio Vieira*

No dia 01 de maio de 1886, na cidade americana de Chicago, centenas de trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas para reivindicar melhores condições de trabalho, a pauta principal do movimento pedia especialmente a redução da jornada diária de trabalho, que naquela época chegava a 17 horas, para 8 horas.

Dois anos antes, durante o congresso da união sindical, o indicativo do movimento era de que em dois anos, eles deveriam conquistar a jornada de oito horas semanais. O primeiro de maio, foi escolhido para iniciar a campanha, porque era o mesmo dia em que as empresas iniciavam o chamado ano contábil, após o balanço do ano anterior. O primeiro de maio foi desde o início um duro golpe dos trabalhadores\as nas forças do capital que iniciava o seu processo de dominação social, econômica e política no mundo capitalista.

Os anarquistas, grupos que se opunham a todo tipo de hierarquia e dominação, operada pelo Estado na política, na economia, cultura ou socialmente foram os responsáveis pelo viés político do movimento. O dia do trabalhador ainda não existia, mas o movimento nascia ali, quando aproximadamente 340 mil trabalhadoras\es aderiram a ação

Proporcional a força da movimentação, também foi o recrudescimento por parte do Capital, nos dias posteriores ao 1º de maio. Confrontos entres trabalhadores\as e os aparelhos de repressão do Estado se espalharam pelo país. No dia 11 de novembro do ano seguinte, quatro anarquistas que foram “responsabilizados” pela organização do ato, acabaram enforcados em praça pública, naquela que ficou conhecida como Black Friday. Outros tantos foram condenados à prisão perpétua.

Notícias dessas revoltas em solo norte-americano chegavam à Europa. Naquele período o bloco progressista era liderado especialmente pela Segunda Internacional, que durou de 1889 a 1914, foi por meio da luta da 2ª Internacional que o dia do trabalhador foi reconhecido e se espalhou pelo mundo, assim como também o dia Internacional das mulheres, no mês de março, como forma de homenagear todas aquelas que lutaram pela emancipação social das trabalhadoras e dos trabalhadores.

No Brasil de hoje, a luta daqueles\as trabalhadores\as permanece viva, ainda que nos últimos anos tenha havido um recrudescimento por parte das forças conservadoras que avançaram nas contradições criadas no seio da nossa própria classe, e também pela natureza cada vez mais fragmentada da divisão social do trabalho, ainda assim, a vanguarda continua na luta, são poucos é claro, mas é um conjunto de pessoas que ainda acredita que “outro mundo é possível”.

O dia do trabalhador e da trabalhadora é o dia da catarse, de rearticulação da luta, se lá atrás a luta era pela redução da jornada de trabalho, de 17 para 8 horas, neste ano de 2019 a luta é contra o governo Bolsonaro e sua contrarreforma da previdência, que penaliza os mais pobres, penaliza nós trabalhadores e trabalhadoras dos campos, das florestas, dos mangues, dos mares e das cidades. O avanço da pauta conservadora no Brasil, em outros países da América Latina, Central e do Norte, assim como na Europa e na África é o recrudescimento das forças conservadoras que avançam sob as conquistas da classe trabalhadora, conquistadas com sangue, suor, sorrisos e lágrimas. O momento é de luta, e não de omissão. Todos trabalhadores\as precisam ter consciência desse momento importante para história do país e do mundo. Ao reconhecer isso, vocês saberão porque Bolsonaro é contra as ciências sociais e humanas na educação público do Brasil. “Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer” Conceição Evaristo.

*É especialista em Linguagens e Educação Escolar, mestrando em Linguagem e Teconologia, colunista do Cartas Proféticas.

Não pense nem demore, apoie o projeto Cartas Proféticas. Clique aqui e acesse a conta para contribuir. Muito obrigado e abraços. 

Veja também e compartilhe:

Profecia Noturna: “O maluco na presidência recomenda a matança dos que lutam por reforma agrária!”

Chimarrão Profético: “Para João Dória Lula está esclerosado e os malucos!”

Estado de Minas: “Agostinianos se reúnem em BH e assinam manifesto pela democracia e pelos direitos humanos”;

O Dia Mundial da  Educação e o Antiintelectualismo;

Reflexão Evangélica: “Duas noites de terror desfeitas pela páscoa!”;

Breve relato em negro;

Chimarrão Profético: “Análise e reação à entrevista de Lula”;

Chimarrão Profético: “Os horrores de Bolsonaro não surpreendem nem têm limites: ele será derrubado!”

A alma brasileira está doente, por Leonardo Boff.

Deixe uma resposta