Pochmann

O economista Marcio Pochmann alerta para o fim da classe média

Marcio Pochmann: “O que eu vejo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

O golpe de Estado, que colocou no poder um bando de quadrilheiros comandados pelo chefe Michel Temer, contou com a dita “classe média” como boiada tonta nas manifestações de rua nos anos 2013-2015.

Acientífica, fanática, mediócre e preguiçosa intelectualmente, embora sendo setor da classe trabalhadora, a midiotizada classe média se achava rica, sem saber que não o é porque não é proprietária dos meios de produção.

Pois o economista Marcio Pochmann, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e presidente da Fundação Perseu Abramo, que esteve em Porto Alegre nesta segunda-feira (18), participando de uma homenagem a Marco Aurélio Garcia e de um debate sobre “O Capital”, organizado pela Fundação Maurício Grabois deu entrevista ao site Sul21 e falou sobre a falência da burguesia industrial braileira e de sua auto classificada classe média.

“O Brasil que está saindo do atual período de recessão é um país praticamente sem uma burguesia industrial, limitado a uma burguesia comercial que compra e vende produtos, papeis ou ativos públicos e privados, com uma classe trabalhadora em situação muito precária, buscando sobreviver e uma classe média assalariada que está desaparecendo. A reforma trabalhista e a terceirização vão corroer os empregos assalariados intermediários nas grandes empresas privadas e no setor público. O que está emergindo é uma sociedade cada vez mais polarizada entre os muito ricos e a maior parte da população empobrecida”, escreveu Marco Weissheimer ao introduzir a entrevista do professor Pochmann.

Quem foi atrás da FIESP e de todos os lacaios comandados pelos Estados Unidos, o real impostor do golpe, serão os primeiros a pagar o pato, sobrando para os operários e o pobres as piores agruras.

Leia a íntegra da entrevista.

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