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O eixo mentiroso, canalha e golpista da nota das forças armadas sobre o golpe de 1º de abril de 1964

Abaixo posto o link da coluna do jornalista Lauro Jardim de O Globo no qual publica a nota mau caráter e fascista que o “seo” Fernando Azevedo e Silva, ministro fake news do estado de defesa do governo miliciano e laranjal de Jair Bolsonaro.

É preciso enfrentar o cinismo e a calhordisse desse amontoado de mentiras e safadezas contra o povo, a democracia e o Brasil.

Não é preciso nem coragem para descascar essa fruta podre, que esperávamos nunca mais ler nem ver em nossas forças armadas. Faz-se necessário apenas sermos honestos, valor ausente das sandices assinadas por aquele senhor.

O primeiro raio que é preciso romper do eixo desta nota sem vergonha é o espírito comemorativo.

Como comemorar um movimento de teor fascista e entreguista, o mesmo que acontece agora no Brasil com o golpe de Estado que impôs eleições corruptas para eleger governantes enraizados nos crimes milicianos e na desestruturação do Estado brasileiro,  contando com a apatia e a covardia dos que comemoram o golpe de 1964?

Como comemorar um golpe que foi urdido pelos Estados Unidos, com participação explícita do embaixador daquele país,  orquestrando as marionetes civis e militares que sujaram a honra das forças armadas e nele, no golpe foram despejados milhões de dólares para a compra de traidores, inclusive da mídia, que engordou suas burras com os serviços prestados no ensurdecimento e cegamento do povo brasileiro, como agora?

Comemorar o que se os métodos usados para calar o povo brasileiro foram as prisões, as torturas sangrentas, as mortes e os desaparecimentos, enlutando milhares de famílias que ficaram sem seus maridos, pais, mães, filhos, filhas, intelectuais brilhantes, lideranças populares amadas e respeitadas, com centenas de lares desfeitos, com fantasmas traumáticos a rondar até hoje as pessoas atingidas?

Quem toma o poder à força e de modo sanguinário para destruir as pessoas que se opõem não passa de assassino, bandido, criminoso e deveria enfrentar os tribunais, como acontece até hoje na Argentina e no Chile e não ser contemplado com homenagens, honrarias, estátuas e notas sem  vergonhas, como esta.

O segundo raio que precisa ser desmascarado nesta nota, de dar inveja aos chiqueiros dos suínos,  é o da falácia.

O texto faz aleivosia sobre as polarizações entre os extremos que chama de nazismo e de comunismo, livrando o Brasil de ambos.

Além da ignorância estúpida e a burrice de quem escreveu esse chão de chiqueiro há tremenda má fé.

Ao mencionar o comunismo mente deslavadamente. Ora, o único comunismo existente no planeta terra foi o primitivo, há milhões de anos. O comunismo científico, pós Estado, nunca houve. Portanto,  não poderia ser polo para o nazismo.

A gritante falta de honestidade da nota é de tal monta porque não reconhece que o golpe de 1964, na verdade, inventou um fantasma de comunismo para adotar métodos nazifascistas no enfrentamento da luta do povo brasileiro e na eliminação da democracia.

O que o texto imundo chama de comunização do Brasil eram lutas pela estatização de empresas roubadas do Brasil por multinacionais estrangeiras poderosas; pela reforma agrária em terras enormemente latifundiárias e fontes de especulação, quando se iniciava o processo de expulsão dos trabalhadores rurais para sofrerem desempregos e as mazelas do abandono nas cidades; pelo resguardo e fortalecimento dos direitos dos trabalhadores frente ao capitalismo voraz e desumano.

Os golpistas, todos covardes e ignorantes, temiam que a justiça social que, em cada lugar tomava forma diferente, se tornava politica de Estado em Cuba, nos países da União Soviética, da China e se ensaiava em outros países, chegasse ao Brasil.

Os golpistas, que sempre venderam a alma ao diabo, golpearam o Brasil com o objetivo de que a economia nacional não fosse justa, mas brutalmente capitalista, desumana, oprimida pelas políticas de mercado com milhões de brasileiros afundados na miséria.

Os milicos traidores da Pátria e os parasitas do mercado, todos vendilhões e bandidos, então, optaram pelo extremismo nazifascista na submissão do Brasil aos descaminhos do rentismo, dos privilégios de uma minoria de banqueiros ladrões, de industriários impatrióticos, de comerciantes de todas as porcarias sem compromisso com o bem essencial do povo brasileiro.

É isso que querem comemorar!

Outro raio que é preciso detonar é o de que as famílias e o povo brasileiro marcharam pedindo socorro às forças aramadas.

Mentira!

Quem pediu que os milicos corruptos e nazifascistas, que dobraram generais honrados, comandantes patriotas e solados generosos a dar o golpe criminoso e assassino,  foram as madames mal amadas – hoje são as paneleira s, as igrejas neopentecostais,  grupos católicos da renovação carismática, TFP, OPUS DEI e outros lixos – os carolas reza reza, de religiosidades alienadas, a mídia sempre golpista, chantagista, desde as grandes emissoras de rádio, grandes jornais, revistas até as radiozinhas mixurucas lá dos interiores, é que traíram a democracia e enganaram o povo brasileiro. Não foi o povo constituído pela classe trabalhadora, pelo empresariado desenvolvimentista, pelos intelectuais etc que pediram o golpe.

A nota mentirosa fala em ameaças de regime autoritário, num grosseiro sofisma. Ora, que regime autoritário havia com o governo do fazendeiro e rico João Goulart? Que ameaças havia se o candidato a presidente nas próximas eleições seria Juscelino Kubitschek, o mineiro conservador, que encheu o Brasil de multinacionais, destruindo nossa viação férrea, o mesmo que a ditadura assassinou com medo de que ele se candidatasse e vencesse?

O espírito que transversa a nota da traição à democracia é o da mentira e o anti ciência. O que predomina a nota da traição à democracia é a mistificação anti histórica.

Talvez isso explique a razão de o capetão miliciano e laranjal Jair Bolsonaro ser tão grotescamente mentiroso e indigno de confiança do povo brasileiro.

Portanto, o Cartas Proféticas repudia veementemente a nota assinada pelo “seo” Fernando Azevedo e Silva,  pretensamente em nome das forças armadas e pelo desgoverno golpista, fake news, miliciano e laranjal de Jair Bolsonaro.

Todos os militares que participarem da escumalha disso que chamam de comemoração devem ser denunciados publicamente e seus nomes divulgados para, quando voltarmos à decência democrática,  os julgarmos como traidores e criminosos.

Dom Orvandil.

Acesse o link abaixo para ler a íntegra da  nota mau caráter sobre a comemorção do golpe militar de 1964. 

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31 de março: conheça a íntegra do texto que será lido nos quarteis no domingo

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