estado laico

O Estado não deve ser governado por divindades ou religiões

Na carta desde a prisão da lava jato em Curitiba, de cuja força tarefa comandada por Sérgio Moro é delator, que enviou à direção do seu partido, o PT, Antonio Palocci pergunta se aquela agremiação política é um partido ou uma seita. Mais precisamente indaga sobre a humanidade de Lula: “Somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade?”

Fora das questões internas de seu partido e das dúvidas sobre a autenticidade de uma carta digitada dento de uma cela, se realmente é de Palocci ou apenas covardemente assinada por ele, a pergunta merece reflexão.

Numa conjuntura em que seitas fundamentalistas, estilo Estado Islâmico e igrejas corruptas ligadas à bancada evangélica no Brasil, pregam que o poder dever ser governado por pessoas religiosas em nome de Deus, inquieta que certas correntes queiram o retorno do mundo a eras antigas ou medievais, crentes de que o poder não deva ser laico, mas teocrático.

Pela história sabe-se que a conversa em torno do governo de Deus é pura falsidade. Sempre que homens governaram em nome de divindades o fizeram para praticar ideologias obscuras, criminosas, assassinas e opressoras.

Desde o século 18, ou antes, o debate sobre a laicidade  do Estado se aprofunda e ganha força.

Hoje não há dúvidas entre círculos e pessoas lúcidas de que o Estado deve ser dirigido por pessoas de carne e osso,  plenamente comprometidas com projetos nacionais de desenvolvimento o mais próximos possível da justiça social e do controle do Estado pela sociedade e, melhor, pela ideologia da classe trabalhadora como determinante das políticas públicas.

Num governo como no Brasil o governante não deve nem pode ser puritano porque as contradições e interesses são de tal monta que é preciso segurança moral para se aproximar de todos os grupos, sem medo de contaminação.

O governo é exercido por pessoas de carnes, ossos, nervos, sangue e alma culturais na disputa pela retomada do desenvolvimento inclusivo e crescente na busca de um regime mais justo econômica e socialmente.

Isso não deve acontecer por nenhuma igreja, seita ou denominação religiosa.

Leia o artigo do jornalista Leonardo Atucch, editor do site Brasil 247

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