golpe militar nunca mais

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do exército, puxa as orelhas do aventureio que ameaça com golpe militar

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a fala de Mourão causou desconforto em oficiais-generais do Exército.

Ouvido pela publicação, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, voltou a dizer que “não há qualquer possibilidade” de intervenção militar. “Desde 1985 não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir. Além disso, o emprego nosso será sempre por iniciativa de um dos Poderes”, avaliou.

Ele ainda revelou que teve uma conversa com Mourão e que o problema já estaria “superado”. O próprio general, diante da repercussão, negou que estivesse “pregando intervenção militar”, dizendo que a interpretação das suas palavras “é livre”, já que falava em seu nome, e não no do Exército.

Em 2015, Mourão se envolveu em outra polêmica. Ele perdeu o posto do Comando Militar Sul depois de atacar a então presidenta Dilma Rousseff (PT), afirmando que o impeachment dela não traria mudança significativa e que “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”.

Desde então, Mourão responde como secretário de economia e finanças do Exército.

A senadora Gelisi Offmann, presidenta nacional do PT,  também reaigiu através de nota rechacando as intenções desse aventureiro.

“Ao pregar publicamente uma intervenção das Forças Armadas sobre as instituições da República, um novo golpe militar, este oficial não só desrespeita os regulamentos disciplinares, mas fere frontalmente a Constituição e ameaça seriamente a Democracia”, diz anota assinada pela senadora Gleisi.

Com informações do Sputiniknews

Leia a nota abaixo.

Ajude-nos a romper as barreiras das manipulações e mentiras da mídia comercial. Colabore com o blog Cartas Proféticas. 

Em defesa da Democracia e da Constituição

O Partido dos Trabalhadores conclama as forças democráticas do País a repelir, com veemência, a gravíssima manifestação do general chefe da Secretaria de Economia e Finanças do Exército Brasileiro, Hamilton Mourão.

Ao pregar publicamente uma intervenção das Forças Armadas sobre as instituições da República, um novo golpe militar, este oficial não só desrespeita os regulamentos disciplinares, mas fere frontalmente a Constituição e ameaça seriamente a Democracia.

O episódio, ocorrido sexta-feira (16) numa reunião em Brasília, é ainda mais grave porque o general Mourão afirma que suas posições correspondem às do Comandante Geral e do Alto Comando do Exército.

Cabe recordar que, em outubro de 2015, por fazer manifestação no mesmo sentido antidemocrático, este personagem foi punido com a perda do Comando Militar do Sul, o que demonstrou, na época, o isolamento de suas posições.

A nova transgressão requereria imediatas providências por parte do Comando-Geral do Exército e do Ministério da Defesa, para ratificar o compromisso das Forças Armadas com a Constituição e impedir que fatos como estes se repitam. Preocupa, em especial, a omissão do governo golpista ante esse fato gravíssimo, pois até agora não houve manifestação ou ação das autoridades competentes em relação ao assunto.

O que o Brasil precisa é recuperar o processo democrático rompido com o golpe do impeachment; precisa de eleições diretas com a participação de todas as forças políticas, e não retornar a um passado sombrio que tanto custou superar.

Gleisi Hoffmann

Compartilhar:



Um Comentário

  1. cada dia uma novidade... o general chefe da Secretaria de Economia e Finanças do Exército Brasileiro, Hamilton Mourão... sugere publicamente uma intervenção das Forças Armadas no desgoverno golpista que está aí...
    e o faz dizendo que o Alto Comando do Exército não descarta a possibilidade...
    foi desmentido pelo Comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas...
    estamos vivendo uma anarquia tal que nem a hierarquia rígida das Forças Armadas foi poupada???
    é a segunda vez que Hamilton Mourão se envolve em situações incompatíveis com a função que exerce...
    podemos pensar que é um anarquista, tentando subverter a ordem... ou apenas um inconsequente querendo seus minutos de fama...
    seu discurso foi para uma platéia seletiva... que deu apoio ao golpe... e prega a volta dos militares...

Responder

Seu email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.
Os comentários expressam a opinião de seus autores e por ela são responsáveis e não a do Cartas Proféticas.