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O golpe militar de 1964 é a grossa estampa de bandidos e genocidas, que fez das FAs antro de assassinos e traidores da Pátria

Por Dom Orvandil.

Ontem analisei aqui a nota estúpida e mal intencionada emitida pelos milicos malucos de plantão no ministério de defesa e nos comandos das três armas, os “seos’ Fernando Azevedo e Silva – Ministro da Defesa, Ilques Barbosa Junior – Comandante da Marinha, Edson Leal Pujol – Comandante do Exército e Antônio Bermudez – Comandante da Aeronáutica.

A frase mentirosa e calhorda da sabuja nota, que mais foi ironizada pelos brasileiros indignados,  foi “o Movimento de 1964 é um marco para a democracia brasileira”.

O conceito de democracia para esses milicos saudosos dos crimes praticados pela ditadura imperialista-militar é de uma hipocrisia enojante.

Democracia para aqueles pulhas só funcionava para os milicos graduados, chefes dos porões de tortura, comandantes de pelotões, batalhões, QGs, quartéis feitos prisões, focos de torturas, assassinatos e desaparecimentos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres, operários, intelectuais, velhos e até bebês.

O tal “marco democrático”   também era espaço para grandes empresas nacionais e multinacionais explorarem os trabalhadores com salários miseráveis.

“Essa tal de democracia”  esculmalha do universo colocavam também sues agentes em disputava entre si, ao ponto de se matavam uns aos outros no momento da partilha de propinas e de roubos de dinheiro, de bens e até de bebês das pessoas presas sob cassetetes e baionetas.

“Democracia” para os canalhas de plantão, juntamente com o miliciano Jair Bolsonero,  que saudou 31 de março como do grande dia da liberdade e o golpista general Hamilton Mourão, de plantão na vice presidência, excluiu estudantes, que massacraram com patadas, gazes e pauladas das cavalarias dos soldados vendidos e bestificados a serviço da “democracia” dos signatários da nota mentirosa e debochada da inteligência do povo brasileiro.  

Democracia para os empijamados saudosos  inclui a sangrenta  Operação Condor do Cone Sul e dos Andes, integrada pelos mais raivosos nazistas, também comandada por militares brasileiros na caça e assassinato de opositores das ditaduras militares de toda a América Latina e no mundo.

O Jornalista Luiz Claudio Cunha foi testemunha dos horrores dessa operação “democrática”.  Lembro-me como se fosse hoje. No dia 17 de novembro de 1978 Cunha foi chamado por uma ligação anônima ao apartamento em Porto Alegre, feito inferno, onde a família Universindo Dias , Lilian Celiberti e a filha de 3 anos  moravam, invadido por militares da assustadora Operação Condor, um organismo terrorista “democrático” da ditadura sangrenta,  defendida pela nota lixo dos cretinos militares brasileiros, num verdadeiro suborno da verdade.

Naquele caso, como em tantos outros quando jornalistas não chapas brancas do fascismo e dos patrões coniventes com ditaduras sanguinárias,  estilo “democracia”, como a definiram os odiosos da nota mentirosa, Luiz Cláudio Cunha evitou o assassinato da família alvejada pelo ódio “democrático” do fascismo.

“A regra de sangue da Condor era identificar o inimigo, localizar, mandar o comando para pegar, sequestrar, torturar, extrair as informações, matar e desaparecer com o corpo”, diz Cunha. “No caso de Porto Alegre, como aparecem jornalistas no meio da operação tiveram que abortá-la e não puderam matar os sequestrados. Dali em diante, eles não puderam matar a Lílian e o Universindo, porque virou um escândalo internacional”, narra a jornalista Marina Rossi do El País.

Marina revela o que sempre denunciamos aqui. Junto às organizações assassinas e atentatórias à liberdade, à soberania dos países e dos povos sempre há a parceria satânica dos Estados Unidos. Esse é o conceito da “democracia” dos patetas que fazem das Forças Armadas Brasileiras antro de atrasados, inimigos perversos e perigosos à Constituição Federal. “Para que a Condor pudesse alcançar seus objetivos, um dos acordos era o de livre trânsito dos militares, que podiam atravessar as fronteiras sem mandado judicial ou ordem da Justiça, e com anuência dos países que faziam parte do pacto. Além disso, a operação contava com apoio e suporte dos Estados Unidos que, embora não tivessem participação direta nas ações, sabiam que elas existiam. “Os Estados Unidos também forneceram, através da CIA, um sistema de comunicação sofisticado que era utilizado entre todos os países chamado Condortel”, conta Cunha, cita Marina Rossi no El País.

A “democracia” dos abutres signatários da nota não deixou de fora do extermino os indígenas de todo o país. Militares aliançados com empresários corruptos, assassinos e ladrões nacionais e multinacionais assaltaram as terras e as matas indígenas para roubarem minérios. Para isso,  usaram a palavra “desenvolvimento” para patrolar, metralhar, torturas e assassinar tribos inteiras.

O Jornalista Felipe Milanez arrepia a gente, provoca lágrimas de tristeza e ânsia de vômito quando descreve a barbárie praticada por militares e empresários contra  pessoas indefesas diante do poderio armado do regime “democrático” defendido pelos caras de pau da fétida nota emita ontem, 30 de março.

 “As imagens mais fortes da violência da Ditadura contra os povos indígenas são aquelas que existem como são contadas, e não em fotos ou filmes – ainda que haja fotografias e filmes chocantes. Mas não há registros das dezenas de pessoas mortas espalhadas pela mata, mulheres, velhos, crianças, homens, membros da etnia Arara, após serem contaminados por gripe nas margens da Transamazônica. Ou dos mais de mil, talvez até dois mil, indígenas Waimiri-Atroari, mortos por tiros de metralhadora, talvez até mesmo bombas do Exército, e também por epidemias. Essas atrocidades, por enquanto, estão gravadas nas memórias, e possivelmente em documentos escondidos”, escreveu Felipe Milanez. 

As  pesquisas identificam  a ditadura imperialista-militar como um projeto arrojado, que prendia, torturava e matava a quem se constituía  obstáculo à sua ganância. Por isso os indígenas foram fulminados pela “democracia” sanguinária, que funcionou associada a organizações altamente assassinas e esfomeadas de riquezas. Por isso “o projeto racial da Ditadura pregava a violência étnica como meio de expansão do estado-nação, e a violência contra os índios expõe de forma crua como funcionou a associação entre militares e elite civil. O resultado dessa aliança foi o extermínio sistemático, genocídio, etnocídio, e despossessão para a acumulação de riqueza e controle de territórios e recursos. A impunidade desses crimes permanece a regra da anistia, proteção que se estende àqueles que se beneficiaram economicamente desse processo”, testemunha Milanez no Carta Maior.

As mortes provocadas pelo regime “democrático”, como o conceituam em nota mentirosa os malandros das trevas, também visou os trabalhadores na agricultura, como descreveu a jornalista Najla Passos também no Carta Maior. “Financiada pelo latifúndio, a ditadura “terceirizou” prisões, torturas, mortes e desaparecimentos forçados de camponeses que se insurgiram contra o regime e contra as péssimas condições de trabalho no campo brasileiro. O resultado disso é uma enorme dificuldade de se comprovar a responsabilidade do Estado pelos crimes: 97,6% dos camponeses mortos e desparecidos na ditadura militar foram alijados da justiça de transição. “É uma exclusão brutal”, afirma o coordenador do Projeto Memória e Verdade da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência, Gilney Viana, autor de estudo inédito sobre o tema”.

As mortes e desaparecidos pela ditadura assassina de vidas e de valores, ultrapassam em número longe  das pela pandemia do coronavirus. Aquelas mortes planejadas e seus mártires da “beleza” de “democracia”  dos tiranos não  fazem parte dos relatórios oficiais nem são consideradas por gente apodrecida e do mal como os homens brancos e velhos que tiveram o desplante de jogar em nossa cara uma nota tão cafajeste,  eivada de mentiras e de doutrinação fascista.

No campo econômico, como já se viu de certa forma nos testemunhos acima, o pandemônio “democrático” defendido por sub gente, também foi de terra arrasada para os trabalhadores e para os pobres.

“… 82% do crescimento da renda dos salários na época da Ditadura Militar (1964-1985) foi apropriado pelos 10% mais ricos. A constatação é dos economistas Marcelo Medeiros, professor visitante da Princeton University, e Rogério Barbosa, pós-doutorando da Universidade de São Paulo. 

Segundo os pesquisadores, “o crescimento foi altamente concentrado. Cerca de 82% de todo o crescimento foi apropriado por apenas 10% dos trabalhadores. O crescimento econômico entre 1960 e 1970 foi pró-ricos. A economia os favoreceu desproporcionalmente e deixou os pobres para trás. Houve grande aumento da desigualdade de renda”.

De acordo com o estudo, houve “recessão” para pelo menos um terço dos trabalhadores e estagnação para outros 40%. “Somados, 70% dos trabalhadores não tiveram qualquer ganho.”

“Não é correto chamar o período de ‘fase do milagre econômico da ditadura’. Uma expressão que descreva melhor o período seria ‘fase do crescimento pró-ricos da ditadura”, leia mais no site Brasil 247.

A nota cínica e reacionária divulgada pelo milico do ministério da defesa com o objetivo de homenagear o golpe econômico-politico-militar de 1964, além de ser uma farsa, é tentativa de intimidar o povo que perde rapidamente a paciência que os lixos que a alta burguesia monopolista apresenta com golpes sangrentos, assassinos e  violentos, que produzem, além de miséria, roubo de direitos, inclusive à liberdade, cadáveres e mártires da luta ousada contra o fascismo protetor dos interesses imperialistas e capitalistas.

Os militares que assinaram o malfadado documento fazem das Forças Armadas trincheiras do fascismo, da invasão estrangeira e proteção criminosa de empresários assassinos, ávidos das riquezas nacionais, sempre prontos a esmagar os trabalhadores e a produzir número cada vez maior de desamparados e abandonados pela justiça econômica e social, que o Estado deveria assumir.

As Forças Armadas, à luz da fotografia desses traidores da Pátria, bem nítida no documento sujo que emitiram,  são sustentadas pelo povo brasileiro, mas desviam sua missão de dar segurança patriótica ao Brasil e ao seu povo, a começar pelos que se sacrificam no trabalho para nos sustentar.

Resta-nos a esperança de vermos as centenas de militares patriotas, embora decepcionados, cabisbaixos e envergonhados  com esse tipo de comando, que reajam e se aliem ao povo brasileiro que, tão logo o coronavirus seja vencido, se organizará nas ruas para tomar o poder.

Gente no governo como esses canalhas, nunca mais!

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2 Comentários

  1. "O golpe militar de 1964 é a grossa estampa de bandidos e genocidas, que fez das FAs antro de assassinos e traidores da Pátriac. Ajude-nos a alavancar o Cartas Proféticas compartilhando somente link da chamada e desta postagem http://cartasprofeticas.org/o-golpe-militar-de-1964-e-a-grossa-estampa-de-bandidos-e-genocidas-que-fez-das-fas-antro-de-assassinos-e-traidores-da-patria/

  2. […] Precisas ler isso: O golpe militar de 1964 é a grossa estampa de bandidos e genocidas, que fez das FAs antro de assass… […]

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