Grito dos excluídos e luta

O grito dos excluídos não é desabafo, é luta!

Caríssima Profa. Rosimery Leite dos Santos, Pesqueira, PE

Sou solidário à amiga. Sua luta como agente popular e político é imensamente inspiradora aos que não se desanimam, mas  se revitalizam com mais fôlego e ímpeto na luta por mudanças profundas.

Solidarizo-me nas suas angústias com situação difícil que vive, a mesma que atinge o povo brasileiro como se num incêndio de grandes proporções e incontrolável.

Neste 7 de setembro o povo atualiza o grito do Ipiranga, agora com os injustiçados pelos golpe neoliberal nefasto.

Ao invés do assustado e confuso grito por “independência ou morte”,  agora gritamos contra a dependência ao Norte e aos seus capachos que vendem o Brasil no balcão de negócios com a colaboração dos vendidos e vendedores do parlamento, do judiciário, da mídia, de setores do empresariado nacional, da omissão e susto de parte da classe trabalhadora.

Nosso grito é a força que se diferencia da miséria moral dos traidores que desonram Zumbi,  Tiradentes,  Lamarca,  Marighella e tantos anônimos que  ainda hoje se calam sob as pressões e torturas, para não dar fôlego aos entreguistas e algozes da Pátria e do povo brasileiro.

O grito dos excluídos de 2017 não é mero desabafo. É o grito contra o golpe que se pretende longevo e de alta destrutividade nacional, da democracia, dos direitos sociais e humanos de nossos trabalhadores e pobres.

O grito dos excluídos tem que ser maduro pela profundidade e consequência prática de sua organização e mobilização na luta.

Excluídos somos todos nós povo brasileiro. O projeto golpista não abre sua mesa para o povo e sua sagrada classe operária.

Nosso grito recupera a frase de Josué de Castro, autor da grande obra “A Geografia da Fome”, que rezava: “o um terço da humanidade não dorme de medo dos dois terços que passam fome”.

Nossa luta ultrapassa o desabafo dos slogans e palavras de ordens para buscar o sentido da organização com método, com objetivos claros, com unidade no essencial e com disposição ao sacrifício e entrega da vida pela libertação do povo.

A abrangência no alcance da sociedade  atingida pela pior das tragédias, que é a alienação estagnativa e da falsa indignação  feita de xingamentos, rezas sem compromisso social e resmungos dentro de casa, graças à obra satânica da mídia e de muitos outros aparelhos ideológicos, deve ser o alvo do grito que “desesxcluirá” nosso povo para sempre.

Nosso grito dos excluídos avançará bem para além deste 7 de setembro para atingir níveis de organização permanente, crescente, abrangente e heroica.

O grito dos excluídos de 2017 será o maior de todos, que se levantará rico e intenso para ser ouvido em todo o planeta e pelas estrelas, libertando o Brasil e nosso povo das garras não só do golpe de agora mas do sistema golpista neoliberal, esta face desgraçada do inferno capitalista.

Basta de slogans,  de desabafos escapistas e catarses sem consequências!

Se os golpistas pensam se eternizar o grito dos excluídos tem que ser para arrancá-los sem falsa piedade de suas estruturas feitas armas letais contra a liberdade e os direitos sociais.

Basta de golpe! Basta de desabafos e fofocas. O grito tem que ser profundo, inteligente, criativo e surpreendente, já!

Abraços críticos aos meros desabafos e gruídos, mas abraços fraternos a todos que gritam e lutam organizada e unitariamente sempre!. .

Dom Orvandil. .

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