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O interrogatório de Lula, a farsa e o exibicionismo de uma juíza do mal

Márcia Tigani*

Vi 3 vídeos no YouTube Tube do depoimento de Lula à tal juíza de Curitiba. Faltou o vídeo final pois não o encontrei. É estarrecedor: percebo , como observadora do comportamento humano por força da minha profissão, 2 coisas:

1- O grande sentimento de indignação e impotência do PRESIDENTE Lula, por ter que responder exaustivamente perguntas capciosas, com claro intuito de confundi-lo, perguntas que não podem ser respondidas apenas com um simples SIM ou NAO, como exigia autoritariamente a jovem juíza. Perguntas que, para serem respondidas, necessitam de tempo para organizar – se a cronologia dos fatos  na cabeça de um homem ESTADISTA, que tem QI elevado, o qual se ocupava de exercer sua liderança junto aos países do Mercosul,BRICs e demais países com os quais mantemos relações comerciais e diplomáticas. Uma pessoa que não tinha tempo para se ocupar do encanamento ou do mobiliário da cozinha do tal sítio de Atibaia, propriedade de seu grande amigo Bittar. Em diversas ocasiões Lula explicou a dinâmica de seu casamento com dona Marisa: ele delegava  à esposa as funções práticas de organizar finanças domésticas e pagamentos, orçamentos e tudo que se referisse ao cotidiano doméstico, pois este não é um homem que possuísse tempo para tal. Sua função sempre foi o povo, os movimentos sindicais e finalmente a política em si. E política externa que o fez ter contato com os maiores líderes políticos mundiais, inclusive dormindo no Kremlin e no Palácio de Buckingham. No entanto o foco do interrogatório Kafkaniano ontem era o porquê dormia no quarto principal do sítio de Atibaia, como se Lula por ter amigos e ser quem é não merecesse tal deferência. O interrogatório chega a ser mesmo maldoso, bem ensaiado, com diversas interrupções da juíza jovial, e friso JOVIAL, pois ver pessoas da idade dessa magistrada em posição de julgar um Presidente da República me causa espécie e mostra como funciona rápido a magistratura neste país, com uma profissional de direito sem experiência de VIDA para conduzir perguntas no mínimo razoáveis e não apenas ler perguntas pré estabelecidas com o intuito de induzir ao erro o réu, coisa não possível,  pois Lula demonstra nos vídeos por palavras, gestos e mímica facial sua indignação com a repetição de perguntas dúbias e feitas seguidamente de diversas formas diferentes, fora a intimidação da juíza jovial ameaçando interromper a audiência caso ” ele fale de política”( SIC). .A mesma intimidação feita ao advogado de defesa, Luciano Zanin tanto pela juíza jovial quanto pelo advogado de acusação. .

2- O ” role-playing” do depoimento, longo, cansativo, tenso, com perguntas repetidas ou formuladas de diversas maneiras,  com claro intuito de acusar sem permitir livre defesa, com advogado de acusação falando alto e silenciando várias vezes o de defesa. Qualquer que fossem as respostas de Lula naquele interrogatório seria usado contra ele, pois esse é um julgamento de  aparências: a sentença já está  dada faz tempo e Lula já está sumariamente  condenado. O julgamento é apenas parte dos ritos jurídicos. Mas a sentença já sabemos qual é. Um show aberrante que para mim que sou leiga no assunto mas que percebo bem mímicas, tom de voz, gestos, concluo ser um interrogatório tipo tortura, para vencer o ” inimigo” (Lula) pelo cansaço, coisa impossível pois o cara é  feito de fibra de aço inoxidável e fala a verdade. Mas falar a verdade não interessa: interessa condená-lo lo ad aeternum.

*Médica, Psiquiatra, poeta, escritora, militante social e Colunista do Cartas Proféticas.

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