Jornalismo esgoto

O jornalismo esgoto que vomita mentiras e ódio 

Caro amigo Prof. Maurício Tage, Belo Horizonte, MG

Os principais veículos da imprensa se transformaram em panfletos políticos e vasculhar o noticiário em busca de jornalismo que valha uma referência tem sido como buscar um fio de cabelo no palheiro” (Luciano Martins Costa).

Neste 15 de agosto de 2017 sentei-me à frente de um aparelho de TV enquanto almoçava. Meu objetivo era tentar assistir o Jornal Hoje da TV Globo. Desejava anotar algo para meu blog nem que fosse alguma coisa para denunciar a mídia.

Chegou a matéria sobre a Venezuela. Foi aí que quase passei mal e que a refeição se tornou desconfortável em meu estômago.

No dia 14 a reportagem foi sobre o ingresso dos refugiados venezuelanos pela  fronteira com o Brasil Nesta terça feira  foi em Bela Vista, onde os preconceitos do repórter que cobriu a matéria, se derramaram. Descreveu os refugiados como sujos e as jovens como prostitutas.

Não demorou para que entrevistasse pessoas contrárias ao governo da Venezuela e à revolução bolivariana. Muitas visivelmente sabotadoras do seu país, que fugiram para o Brasil.

A intenção da reportagem foi a de culpar o governo e a revolução pelo estado de dificuldades dos refugiados. Tanto, que perguntou se o Presidente Nicolás Maduro não governava para os pobres e porque exatamente eles saíram da Venezuela.

Assusto-me com a desonestidade desse jornalismo de esgoto. Nenhuma palavra sobre as causas da crise na Venezuela e nenhuma responsabilização da direita impatriótica e pró-interesses dos Estados Unidos no petróleo daquele país irmão. Nada.

Assim como por muito tempo esconderam e ocultam ainda as causas do golpe e da catástrofe política e econômica no Brasil e seus responsáveis também os jornalistas e sua empresa empregatícia de comunicação não os indica no país vizinho.

A apresentadora Sandra Annenberg e os repórteres daquele programa jornalístico de quinta categoria, ao falarem sobre a Síria e sobre a República Popular Democrática da Coréia (que os imperialistas e os seus capachos chamam de Coréia do Norte), nem coram em denominar seus Presidentes de ditadores.

Na Síria o Presidente Bashar al-Assad elegeu-se e reelegeu-se com mais de 97% dos votos de seu povo e os capachos da Globo têm o topete de dizer que ele é ditador.

Os amolfadinhas ricos dessa mídia esgoto jamais imaginam o que é enfrentar uma guerra sangrenta contra os Estados Unidos, que pagam e usam todos os tipos de mercenários para perseguir a Síria e detonar a imagem de seu governo, que segura todas as pontas sob o fogo acirrado das bombas. Contudo, cumprem papel sujo nas mentiras para nossa opinião pública, usando profissionais para fazer o serviço desclassificado.

Da mesma forma, ofendem o povo da República Popular Democrática da Coréia ao chamar seu Presidente socialista de ditador.

Num país onde a fome, o analfabetismo, as doenças, o problema da habitação, da pobreza e da miséria foram eliminados essa mídia vomita dejetos mentirosos no afã de esconder as verdades daquele povo e a verdadeira missão que os donos dessas empresas exercem aqui no Brasil ao fazer o jogo insano da guerra ao mentir para nossa população.

Basta conhecermos um pouco a história e a realidade para percebermos a onda de falsidades que jorra desse esgoto. Durante a ditadura sanguinária civil-militar, com generais impostos à presidência da república sem votos, a Globo não se furtava à bajulação ao denominar todos eles de presidentes e não de ditadores, da mesma forma que aos sanguinários das ditaduras da Argentina, da Bolívia, do Uruguai, do Paraguai e do Chile.

Contradição clamorosa: nas relações internacionais e políticas não há o título de “ditador” dedicado aos chefes de Estados das Nações. A Globo e a mídia lambe botas brasileiras cometem crime de calúnia e de afronta diplomática.

Isso é uma pequena amostra, embora chocante e repugnante, do que essa mídia esgoto faz ao se prestar a manipular as mentes das pessoas no afã de fabricar idiotas e midiotas, verdadeiras boiadas sem consciência, sem inteligência e sem ética.

Na virada desse jogo temos que regulamentar a mídia e enquadrá-la nos restritos interesses do Estado brasileiro.

Democracia? Sim democracia com os interesses da maioria como mola propulsora das comunicações.

Abraços críticos e fraternos na mobilização e luta por uma sociedade justa.

Dom Orvandil.

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