juízes sem juízo

O jornalista Luis Nassif põe dedo na cara dos juízes sem cérebro e os põe no mesmo saco de Alexandre Frora

Durante a ditadura de Filinto Müller, com a prática de todos os crimes de prisões, torturas e assassinados dos opositores ao Estado Novo, o STF traiu a honra nacional calando-se e mandando Olga Denário para a morte sob Adolfo Hiteler na Alemanha. Durante a ditadura civil-militar imposta ao Brasil pelos traidores e bandidos da Pátria, em claboração com John Kennedy dos Estados Unidos, o judiciário colaborou com a desnora e com a vergonha do país invadido e vendido. Agora novamente nossos procuradores, promotores e  juízes se enlameiam e apodrecem a justiça, numa desordem imoral e suja do golpe de Eduardo Cunha, Aécio Neves e o quadrilheiro MiShel Temer e seu bando de assaltantes.

Leia abaixo o texto do jornalista Luis Nassif intitulado “Dallagnol, Carminha e Frota: as faces da desmoralização do Judiciário”

Colabore com o Cartas Proféticas que analisa as notícias, busca os nexos com o todo, com as causas e os efeitos e critica  propositivamente.

O pornoator Alexandre Frota declarou que na ação movida contra Eleonora Menicucci, na qual foi derrotado no Tribunal de Justiça de São Paulo, os desembargadores votaram “com a bunda”.

No evento do Estadão, o procurador Deltan Dallagnol criticou o STF que solta e “ressolta” (data venia?)  os culpados.

Que afirmações são mais graves?

​Alexandre Frota é um pobre coitado. Em breve se transformará no grande bode expiatório, um primata sem nenhuma relevância, cuja condenação será apresentada como a prova de que a Justiça não tem lado. Aliás, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo faria bem em submeter os advogados de Frota a uma comissão de ética, por não terem orientado seu cliente acerca das consequências dessa afronta aos desembargadores.

Por outro lado, um Procurador da República, categoria teoricamente criada para defender a Constituição, investe contra a mais alta corte, com a sem-cerimônia dos que se sabem blindados. E, principal alvo das críticas, a brava Ministra Carmen Lúcia, a presidente do STF, comanda no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) o julgamento de juízes que participaram de atos políticos. De fato, especialmente em Brasília dezenas deles participaram das passeatas em favor do impeachment e de ondas nas redes sociais. No entanto, o julgamento se limitou a quatro que participaram de manifestações anti-impeachment. Foi tão vexatória a sessão que a Ministra nem se permitiu uma de suas frases de efeito.

Disse ela: “Já é passada da hora de discutirmos no Poder Judiciário como 1 todo —tanto para o STF quanto para a juíza de Espinosa (MG). Não é possível que continuem havendo manifestações muito além dos autos, e dos altos e baixos das contingências políticas da sociedade”.

Na planície, Gilmar Mendes e Alexandre Moraes se manifestavam além dos autos e dos altos e baixos das contingências políticas da sociedade, seja lá o que isso signifique.

Enquanto isto, no Rio de Janeiro, confrontado pelo ex-governador Sérgio Cabral, o juiz Marcelo Bretas mostra quem manda: enviou Cabral para um presídio federal. Poderia ter chamado sua atenção, advertido. Mas decidiu pelo gesto drástico, de quem perdeu a sensibilidade para as nuances do Código Penal.

Não se sabe o que choca mais: a capivara de Sérgio Cabral ou a demonstração de poder imperial do juiz Bretas. Ambas ofendem gravemente a consciência jurídica de um país que perdeu a noção da legalidade.

E, vendo o STF indefeso, inerte, temeroso ante a horda que desafia suas atribuições, há fundadas razões para não ser otimista em relação ao regime democrático.

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Um Comentário

  1. Nos tempos em que vivemos, muita coisa é velha. São filmes que já vimos, com enredos conhecidos. Em alguns casos, até os atores são os mesmos. Mas há uma novidade perturbadora no ar.
    A direita sempre foi forte no Brasil. Raros foram os momentos em que ela enfraqueceu e teve de partilhar o mando. Quando foi forçada a refluir, voltou furiosa, querendo reassumir integralmente as rédeas. Sem pesar as consequências de seus atos, aliando-se a quem estivesse disponível.

    Em 1964, para obstruir as reformas de João Goulart, foi aos quartéis pedir aos militares que dessem um golpe. Anos depois, com medo do “perigo vermelho” representado pelos que resistiam ao arbítrio, aplaudiu o recrudescimento da repressão e da tortura.
    Ela considerava a ditadura e os “excessos” das Forças Armadas um mal necessário. Tratava os “bolsões sinceros, porém radicais” no…


    "A NOVIDADE PERTURBADORA DA POLÍTICA"
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2017/10/25/a-novidade-perturbadora-da-politica/


    Dá-lhe, país da corrupção…
    Dá-lhe, país dos sonhos dos coxinhas…
    Dá-lhe suruba…
    Esculacha, esculhamba, escracha…
    Arregaça…
    Afinal de contas é só o c* da nação mesmo, ou seja, nada com que se preocupar…
    Dá-lhe…

    gustavohorta.wordpress.com

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