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O jornalista Marcelo Hailer, da Fórum, é ameaçado de morte pelas redes sociais

Começo por me solidarizar com o jornalista Marcelo Hailer  (Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume) e com o Site Fórum em face das agressões desrespeitosas, preconceituosas, homofóbicas e de morte que recebeu por suas redes sociais.

Aqui no Site e no Canal Cartas Proféticas trabalhamos com a hipótese de que a violência, pano de fundo, também do entorno e de frente do protofascismo covarde de sua excrescência miliciana genocida Jair Bolsonaro  e de seu bando,  se espraia em agressões, ataques factíveis, tentativas de humilhar pessoas e grupos e até de matar.

Segundo o Psicanalista e Filósofo Luis Carlos Petry, desde a esmagada sofrida por Bolsonaro por parte do ministro Alexandre de Moraes, as ameaças e violências se descentralizaram em palavras e ações. O objetivo é ludibriar o judiciário e as denúncias. Porém, essa descentralização que se desdobra e aumenta o potencial violento obedece a um comando central, que continua com a famiglia Bolsonaro e seus capangas.

Uma coisa que impressiona no caso do jornalista Marcelo Hailer  e em outros é que certos agentes milicianos e bandidos  ameaçam à luz do dia pelas redes sociais e ainda prometem filmar as seções de torturas, humilhações e mortes prometidas, postando depois tudo nas contas públicas deles.

Os sintomas desses grupos violentos são de covarde intolerância com o jornalismo. O que vale a eles são as notícias fake news, de preferência cheias de ódio e com sangue escorrendo. São completamente vazios de racionalidade, de crítica e de autocrítica.  

Marcelo Hailer, em seu trabalho jornalístico digno, foi honrado e correto. “Uma ação das polícias Militar e Rodoviária Federal, do estado Minas Gerais, que ocorreu na madrugada deste sábado (31), deixou 25 mortos. Na operação, nenhum policial foi morto ou ferido”, afirmou corretamente o jornalista da Fórum,  demonstrando a natural e inteligente suspeita desse fato.

A morte de 25 pessoas chamadas, depois de mortas, de infratoras e bandidas, causa enorme estranheza sim, ainda mais que do lado da polícia ninguém sequer ficou ferido.

O fenômeno é de ataque traiçoeiro e covarde, sem direito a defesa. A aparência é de aviltamento dos direitos humanos.

O fato de Eduardo Bolsonaro e a turma covarde de metralhas das redes sociais e da Globo exaltarem o “heroísmo” da polícia demonstra barbárie e chacina.

Dizem que os tais “infratores” assaltariam bancos em Virginha, MG e “acham” que se tratava de uma gangue que já atormentara Botucatu, SP.

Portanto,  as “suspeitas” interpretativas vêm de parte do mercado ladrão por natureza,  os bancos e a mídia, além dos milicianos, que tiveram orgasmos com a chacina covarde.

A estranheza chegou à Assembleia Legislativa de Minas  Gerais. “A deputada estadual Andreia de Jesus (PSOL), presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), anunciou que a CDH deve investigar o caso, que tem sido classificado como uma possível chacina. “Muito triste o ocorrido hoje na cidade de Varginha. Me solidarizo com moradores e afetados. É muita violência! A comissão de Direitos Humanos vai apurar o ocorrido”, disse a deputada Andreia de Jesus no Twitter.

O transbordamento dessa chacina para a defesa à polícia armada até os dentes chama a atenção para a descentralização e ramificação da violência, que toma forma no ataque não somente ao jornalista em pauta, mas aos trabalhadores Sem Terra, aos indígenas, aos trabalhadores e aos pobres.

Evidentemente que este modelo de violência não deve ser resolvido e enfrentado com o mesmo rebaixamento moral de seus executores, mas é preciso de mobilização e organização popular forte, tática e estrategicamente violenta nas investigações, punições de policiais milicianos e dos preconceituosos covardes, muito “machões” pelas redes sociais, mas vis e fracos como seres humanos.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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