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O miliciano Jair Bolsonaro emborca inevitavelmente no vinagre. E depois?

Prezado Dr Daniel da Costa,   bacharel, licenciado, mestre e doutor em filosofia pela USP,  bacharel em teologia e Jornalista, entre tantas outras e grandiosas vocações, São Paulo.

Ser acolhido pelo amigo como um irmão de reflexão progressista e fé na luta, por um protestante sério e teólogo comprometido com a seriedade da pesquisas e escrituração do saber é muito esperançoso.

A esperança da relação com o amigo que, por iniciativa de sua generosamente,  me chamou para a comunhão e ao debate de idéias, tornando-se também colunista do Cartas Proféticas, advém justamente da busca pela profundidade e pelo respeito ao conhecimento,  em flagrante contraste com a superficialidade, subjetivismo imoral e falsa espiritualidade do “cristianismo”  fundamentalista que graça hoje no Brasil.

Melhor, o amigo não teme refletir filosófica e teologicamente pelos caminhos da esquerda nem da perseguição  que esta recebe por parte do fundamentalismo e da religião de mercado, eivada de traições e indignidades em relação às tradições mais libertadoras originárias do refugiado de Nazaré e da Galileia.

Pois bem Dr. Daniel,  se olhássemos para o movimento de uma porção de água dentro de um pires carregado nas mãos de uma pessoa em movimento poderíamos afirmar que esta semana termina agitadíssima.

O miliciano Jair Bolsonaro não encontra mais onde se coçar, não dorme mais tal é o medo de prisão dos  ‘santos’ filhinhos dele, principalmente o dono da jogatina chamada de rachadinha, para quem os dedos da verdade apontam como partícipe dos assassinatos de Marielle Franco e de Anderson Gomes.

Mas também o desbocado,  que o mercado e o fascismo,  empurraram para dentro do Palácio do Planalto, chamando-o, juntamente com os bons moços, de ‘presidente’, já é visto como notório chefe do crime organizado mais abejto, perverso, insano e sujo do Rio de Janeiro.

Claro, para o raciocínio filosófico, desde Sócrates com a maiêutica, os objetos não nos são dados total e absolutamente, muito menos aos mal intencionados e fake news, como o bando composto pela milícia dos Bolsonaro, Sérgio Moro, Paulo Guedes, Abraham Weintraub, Ernesto Araújo, Ricardo Salles e outros canalhas deturpadores do real e da verdade. Nem as pesquisazinhas,  que buscam ‘conhecer’ a opinião da ‘profundidade’ do pires da mentida e a manipulada opinião pública, capta lá na mente turvada pela ideologia massiva das mentiras, a verdade dos fatos, que não atuam em cérebros voltados às trevas de uma caverna empobrecida pelas siluetas desenhadas pela mídia, pelas igrejas e, sobretudo, pelo mercado.  

O fato é, meu caro amigo Daniel, é que o miliciano Jair Bolsonaro não só já era, como nunca foi pessoa respeitável para enfrentar a crise orgânica do capitalismo decadente. O destino dele é o gigantesco panelão de vinagre, aquele que guarda os restos mortais dos miseráveis para futuros estudos de como conseguiram chegar a um governo, apesar de tanta denúncia, tanta mentira, tantas fugas do povo, tanto teatro de baixa qualidade e grosserias carregadas para os Palácios da Alvorada e do Planalto.

No futuro análises  captarão a desmobilização nacional, dos trabalhadores e popular para resistir a cloca que subiu da republiqueta de Curitiba e dos antros milicianos do Rio de Janeiro, passando por banhos hipócritas no Rio Jordão,  como causas  que permitiram que esses charlatões chegassem  o mais alto inimaginável, que nem os imprestáveis e capachos do mercado e do imperialismo foram capazes de prever.

O impeachment do miliciano improvisado imoralmente como presidente já é coisa agendada. A dos filhos corruptos e ladrões, também.

A respeito das desqualificações e inutilidades de Jair Bolsonaro já se disse quase tudo nessa ‘tempestade’ do pires.

Falta dizer que não serão aceitáveis as negociatas que os milicianos sucessores e também os lobistas da elite dominante e escravocrata já fazem.

Como numa disputa terrível,  de foice no escuro,  a turma já briga sobre os próximos passos a serem dados depois de jogarem o miliciano na fossa de vinagre.

Sim, essa turma de malandros jamais se preocupa com o povo. Esse é apenas uma formulação vaga de ruídos inexprimíveis, a quem não entendem e não atendem, como os do mito da caverna de Sócrates, que se moviam fora da ponte.

Tudo o que importa para os canalhas que fingirão lamentar jogar o cadáver emburrecido no vinagre para, logo a seguir, tratar de empossar Hamilton Mourão e continuar com toda o elenco do inferno que vem da cloacagem de Curitiba, do laranjal de Minas e do Brasil e dos milicianos ladrões e assassinos do Rio de Janeiro.

Também não serve a solução chamada de esquerda de construir frente – alguns chamam de frente ampla de esquerda, coisa engraçada – para eleger alguém aceitável pelo povo brasileiro e impor chapa pronta a ser votada.

Não, isso também seria golpe maquiado e socialdemocrata.

“Mobilizações” eleitorais – eleitoreiras – sem povo, ou com o povo apenas composto como meros eleitores,  que usam seus títulos como armas, é dar aparência de democracia e popular para algo que exige muito mais esforço e profundidade.

O Chile, o Equador, a Bolívia, a Venezuela, Colômbia, a Argentina e outros nos indicam que o caminho é muito mais radical do que o eleitoral, que mobiliza pouco, que capta pouco do povo, que não conta em profundidade com os mais amplos setores sociais.

Eleições não resolvem.

Deixar Mourão como tampão neoliberal, ele que sempre foi partícipe da molecagem miliciana que elegeu o comparsa dele é acreditar  em papel  noel e na esperança da velhinha da Taubaté, também.

Não, há que mobilizar amplamente a sociedade brasileira, decompor esse sistema de mercado que sufoca porque seqüestra o Estado e joga o país, frágil e estuprado, nos braços da rapina internacional.

Negociar com esse mercado sem a mobilização que forma campo forte com o povo como interlocutor é continuarmos à disposição de malandros devoradores e imorais como os atuais canalhas milicianos.

Portanto, as ‘crises’ dos desgovernos milicianos, tanto o federal, como o feito por fascistas e ruralistas nos Estados, são ondas de um pires, sem que a causa ali exista.

O milicianismo canalha que tomou conta do governo central não causa muita crise em si. Os fantoches que lá chegaram apenas  são resultantes da crise e parte dela.

Nosso caminho, portanto, será traçado com o povo, muito além e profundamente do que eleições.

O povo organizado, mobilizado amplamente e forte é o único sujeito capaz de libertar nosso país das desgraças do tipo que vivemos.

Ousar lutar e ousar vencer são marcas do povo mobilizado e em marcha. Venceremos!

Abraços críticos e fraternos,

Dom Orvandil.

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Um comentário

  1. A mais deslavada imoralidade do desgoverno miliciano de Jair Bolsonaro o jogará na necessária fritura e eliminação em breve. O que virá exigirá muito mais do que acertos perversos palacianos, do que alianças entre grupos e do que eleições. Acesse e compartilhe este link do Cartas Proféticas: http://cartasprofeticas.org/o-miliciano-jair-bolsonaro-emborca-inevitavelmente-no-vinagre-e-depois/

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