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O núcleo miliciano de Bolsonaro funciona como engrenagem sórdida mafiosa de igrejas, militares e mercado

Por Dom Orvandil.

Em nossas análises aqui no Cartas Proféticas sempre insistimos que o milicianismo sujo,  que chegou ao governo com o clã Bolsonaro,  só foi possível com a força dos setores mais concentradores de riquezas roubadas da produção e da força de trabalho, cooptando delinqüentes e marginais do judiciário como Sérgio Moro, o desgraçado quebrador de empresas com o objetivo de favorecer as poderosas corporações internacionais e suas máfias da guerra, com moleques do sistema financeiro representado pelo tchutchuca Paulo Guedes, com as igrejas “neopentecostais”, pentecostais e as ditas evangélicas de boteco, racistas, homofóbicas, expropriadoras da economia popular, com os militares empijamados, aqueles saudosos de traição à pátria, das torturas e dos assassinatos nos porões fétidos da ditadura sanguinária, que se dependuram em maçonarias, igrejas e entidades das forças armadas, como artilharias para seus golpes sujos, além dos  milicianos, os formadores de organizações criminosas, de onde procedem os marginais da família de assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes.

A tentativa desesperada para criar o partido de propriedade dos milicianos Bolsonaro estampa bem o antro entorno do qual giram, como moscas fétidas, setores profundamente em decomposição humana, ética e política.

As tais de assinaturas de apoiadores do registro de partidos existiam como forma de evitar a criação de siglas fantasmas e balcões de negócios. Pois com o miliciano Jair Bolsonaro, em cujas mãos tudo se transforma em corrupção e em sangue, a campanha em busca apressada de assinaturas é justamente o maior fator revelador do apodrecimento do golpe em que tudo isso se transformou.

“A tentativa de Jair Bolsonaro e aliados para viabilizar a criança [SIC] do partido de extrema direita Aliança pelo Brasil envolve não apenas o engajamento de igrejas evangélicas, mas, também, de entidades classistas ligadas às Forças Armadas, policiais e bombeiros militares, alguns de seus maiores redutos eleitorais. “Temos entidades ligadas a grupos militares que envolvem 900 mil pessoas, sendo que estrutura militar é muito hierarquizada e capilarizada. É um comando e as coisas são atendidas. O Corpo de Bombeiros está em todos os municípios”, disse o advogado Luiz Felipe Belmonte, segundo vice-presidente da Aliança,  segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, conta o site Brasil 247.

Quanto aos militares e policiais não surpreende a falta de honradez e de patriotismo.

Quem deu golpe militar em 1964, que nada fez para denunciar o golpe judicial-parlamentar, que derrubou sua comandante em chefe Dilma Rousseff;  que permitiu que um vampiro desgovernasse o país, desonrando a instituição presidencial com Michel Temer e,  depois permitiu um marginal miliciano chegasse à presidência com mentiras de facadas, com uso de fake news e com uma família classificada desde de sempre como aparelho de organização criminosa, nada tem a oferecer que surpreenda quanto a mudança de rumos.

Mas as igrejas, influentemente as neopentecostais, pentecostais, as ditas evangélicas e muitas ditas católicas, são um dos setores que bate no peito na defesa da civilização cristã e dos costumes, mostra o quanto é hipócrita, podre, decadente e putrefata a pregação fundamentalista e fascista de seus donos.

O que fizeram durante o golpe contra a ex presidenta Dilma? Colocaram-se ao lado do início da destruição do Brasil e do seu povo. Depois abriram as asas para a marginalização de Michel Temer e, a seguir, abriram seus palcos, púlpitos e mãos picaretas de pastores, bispos e coronéis donos de rebanhos no apoio ao corrupto, criminoso, golpista, charlatão, ladrão e tudo de pior que possa se reconhecer num ser humano para apoiar como presidente e, agora, carregarem as alças de seu caixão na formação do partido nazista dele.

Não é de estranhar que milhares de cristãos se afastem desses antros chamados de igrejas para formar o movimento dos sem igreja. Não é sem razão que a incoerência e a safadeza imoral explorem trabalhadores usando curandeirismos e chantagens, para abandoná-los depois quando estes perdem os direitos e os empregos.

Esse eixo do inferno é feio e triste, contudo mostra que o caminho é outro. O rumo é o da mobilização organizada do povo sem a tutela de organizações criminosas e libertos dos picaretas do mercado dos lobos de igrejas.

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Um comentário

  1. O eixo sujo do desgoverno Bolsonaro é composto por igrejas, mercado, maçons, militares empijamados e membros do crime organizado. http://cartasprofeticas.org/o-nucleo-miliciano-de-bolsonaro-funciona-como-engrenagem-sordida-mafiosa-de-igrejas-militares-e-mercado/

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