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O padre Reginaldo Manzotti se esforça para gastar o que lhe resta de juventude, colaborando com o fascismo na ilusão do povo

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Por Dom Orvandil (domorvandil@gmail.com)

Li e ouvi as “reflexões” do padre empresário de comunicação, o “seo” Reginaldo Manzotti.

Do alto do seu nariz empinado, sentado no trono de apoio a Bolsonaro, mentindo que padre não se filia a partido, Manzotti milita no partido da burguesia brasileira, integrando o setor atrasado da republiqueta de Curitiba.

Falar que padre não se filia a partido é tão falacioso quanto dizer que padres não têm sexo e funciona como biombo para esconder os que usam o povo como massa de manobra e como moeda de troca com nas negociatas com os poderosos. Pior,  com seres moralmente distorcidos e perversos como Jair Bolsonaro a quem Mazotti pediu dinheiro público, que falta aos trabalhadores que empobrecem porque perdem empregos, tudo em troca de apoio ao protofascista.

Bem ao estilo fascista o “padre” Reginaldo – na verdade empresário dono de rádios no Paraná – assusta o povo ainda mais quando afirma pela rádio conservadora e golpista Jovem Pan ao dizer que “Deus não mandou a pandemia, mas permitiu”.

Do alto da arrogância tomada dos arqueológicos imperadores de Roma o empresário padre, dando a entender que entende de Deus mais do que ninguém e até que tem audiência privilegiada com Ele, o padre cantor e de espetáculos faz perguntas e traz respostas. A pergunta que o “seo” Reginaldo faz não é pergunta,  mas afirmação,  descriminação e medo: “Por que isso está acontecendo? Quais são as lições?”, pergunta sobre a pandemia da CIVID ‘9, atinge e mata principalmente os pobres.

É a linguagem burguesa de quem do alto das torres de marfim acha que traz do monte Sinai de sua estupidez as lições que os “burros” do povo tardam em aprender.

Sem nenhuma denúncia contra os capitalistas e o mercado que se aproveita da crise pandêmica para enriquecer ainda mais os que já estouram as burras de tanto lucro o “seo” Mazotti dispara sua giratória: “depois do medo, agora vem o pânico, o receio de ser contaminado, o receio da insegurança econômica, do que vai ser. As pessoas passaram do medo para uma depressão, uma intolerância muito grande”.

Intolerância de quem? Ele não diz nem precisa. Ele não pensa que intolerantes são os fascistas a quem defende, que são os fundamentalista dos inúmeros grupos católicos romanos como a renovação, a Opus Dei, a TFP, os Arautos do Evangelho e o gado que reza com as mãos postas e atira pedras e balas com pulsos cerrados de ódio. Certamente a esses o senhor Reginaldo não avalia como intolerantes.

Sem indicar o povo, os trabalhadores e os inúmeros grupos que lutam contra o fascismo, o golpe de Estado e o capitalismo, esta religião do padre em questão, Reginaldo diz  que “sinceramente não sei se passada a pandemia teremos aprendido a grande lição, como essa consciência de casa comum”.

O texto da Jovem Pan mostra, sem querer,  o fundo fascista do pensamento, palavras e obras do dito empresário padre, metido a show mem. “O padre Reginaldo Manzotti é um dos mais populares nomes da onda de padres cantores iniciada por Marcelo Rossi e Fábio de Melo. E bota popular nisso: ele já gravou com o pagodeiro Thiaguinho, o sertanejo Michel Teló e a dupla Simone e Simaria e arrastou quase 2 milhões de pessoas em seus shows”, escreve a matéria.

Multidões bucha de canhão. Multidões gado! Multidões sem compromisso com o país! Multidões massa de manobra da mídia, do fundamentalismo, do fascismo e dos golpes.

Mas são multidões que pagam bem pelos shows “sertanojos” e por cantorias piegas e alienadas por padres que cantam, cantam e não se comprometem com o povo que os aplaude e depois vai embora sem nem um vinculo com a luta.

É nisso que o padre burguês se identifica com os piores tiranos, que arrastaram multidões ao desastre e à guerra, como o fizeram durante as trevas do fascismo e do nazismo.

Em artigo sobre a obra do  “…psicólogo marxista Wilhelm Reich (1897-1957) [que]  escreveu o livro Psicologia de massas do fascismo em 1933 (o estudo se estendeu de 1930 até 1933)”, o professor Mauro Iasi escreveu que  “não é acidente ou casualidade que no campo dos valores reacionários vejamos alinhados à defesa abstrata da “nação” características como o “moralismo” quanto aos costumes (que vem inseparavelmente ligado a preconceitos, a homofobia, etc.) e a defesa da “família”, assim como o chamado “irracionalismo”, a “violência”, o mito da xenofobia e do racismo como constituintes da nação, e o clamor pela “ordem”. A recente cena dantesca de “manifestantes” enrolados na bandeira do Brasil, de joelhos e mãos na cabeça, pedindo uma intervenção militar é a imagem que condensa todos esses elementos. Por incrível que pareça, essa não é uma sociedade “doente”, mas a sociedade “normal” exposta sem os filtros que rotineiramente a oculta”.

Ao tentar interpretar o grandioso artigo de Wilhelm Reich,  Iasi escreve o que se poderia dizer que fazem gente como Reginaldo Mazotti e os arrastadores de multidões inconscientes e reacionárias, todas aplaudindo cega e surdamente o fascismo. “O fascismo é, na sua essência, uma expressão política da crise capitalismo em sua fase imperialista e na etapa do domínio dos monopólios, como define Leandro Konder (Introdução ao fascismo, São Paulo, Expressão Popular, 2009). Ele disfarça sob uma máscara modernizadora seu conteúdo conservador, sendo antiliberal, antissocialista, antioperário e, principalmente, antidemocrático. A dificuldade do fascismo reside exatamente em juntar esses dois aspectos contrários em sua síntese – isto é, uma intencionalidade à serviço do grande capital (imperialista, monopolista e financeiro) e uma base de massas que permita apresentar seu programa reacionário como alternativa para a “nação”. Creio que o estudo de Reich nos dá aqui uma pista valiosa. A ideologia fascista conclama à revolta dos impulsos reprimidos (seja das necessidades materiais, seja aqueles relativos à repressão da sexualidade) e depois oferece a ordem como alternativa, dialogando assim diretamente com o fundamental da estrutura do caráter universalizado pela sociabilidade burguesa, principalmente das chamadas classes médias. É, portanto, uma política da pequena burguesia que mobiliza massas trabalhadoras para defender os interesses do grande capital monopolista. Acreditem, realizou-se esta façanha com eficiência e sucesso naquilo que conhecemos por nazifascismo”, escreveu o professor  adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, Mauro Iasi.

O triste é que o Jesus galileu, palestino, nazareno,  pescador, carpinteiro, agricultor e pastor de ovelhas é jogado no lixo em troca do Cristo do mercado diante de quem se curva o fanfarrão padre Rginaldo Mazotti.

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