reitor luis carlos

O padre William Barbosa Vianna denuncia que a PF impediu apoio pastoral ao reitor que se suidicou

A morte por suicído do reitor Luiz Carlos Cansellier Olivo, além de revelar a face  terrorista que configura o Estado de idologia fascista policialesca,  traz à tona gigantesco desrespeito ético no trato com as pessoas.

Enquanto médicos, psicólogos e psiquiatras aprendem nas universidades,  os padres nos seminários  e a Constituição rasgada e prostituída assegura os direitos humanos, até os dos segregados nas prisões,   que o sigililo protege o mais sagrado no ser humano, que é sua imagem, fundamental nas civilizações judaico-cristãs, a PF, o judiciário e a mídia, comandadas e ordenadas por ações fascistas, desrespeitam a honra, a dignidade e a intimidade das pessoas ao inves de  protegê-las quando sob a guarda do Estado.

O judicário, a pf e a mídia foram criminosos e fascistas com o que fizeram com Luiz Carlos Cansellier Olivo. Até mesmo o direito à confissão a sacerdotes e à assistência pastoral negaram a um dos melhores intelectuais do Brasil.

A pf retornou à demanda fascista dos anos de chumbo da ditadura civil militar, quando seus agentes sequestraram, ajudaram a prender, a torturar, a indiciar sem provas,  a matar e perseguir cidadãos e cidadãs honrados porque se opunham à barbárie nazifascista. Este blogueiro experimntou a amargura dessa polícia paga pelos impostos dos trabalhadores, mas que desonrou e talvez voltasse aos descaminhos desonrosos de traição humana e à Pátria.

Abaixo a notícia que nos queima de dor porque, na verdade, a pf é co-assassina do reitor ao lhe impedir o apoio pastoral.

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Raquel Wandelli dos Jornalistas Livres  no Brasil 247– Ao celebrar missa em homenagem ao reitor Luiz Carlos Cancellier hoje pela manhã, no Templo Ecumênico da UFSC, o padre William Barbosa Vianna fez uma denúncia espantosa: ele e outro religioso foram impedidos ao menos quatro vezes pela Polícia Federal de oferecer apoio ao reitor, que foi preso, algemado nu, submetido a exame interno vexatório e encarcerado sem processo judicial. Segundo o padre, a Polícia Federal também proibiu a Pastoral Carcerária de visitá-lo no dia da prisão, em 14 de setembro.

Em seguida, quando a prisão de Cao Cancellier foi relaxada, mas a juíza o manteve exilado da universidade e recolhido em reclusão domiciliar noturna, os padres novamente tentaram socorrê-lo, sabendo de seu abalo emocional, mas não obtiveram permissão para visitá-lo. “É preciso lembrar que o direito à assistência religiosa é garantido pelo artigo V da Constituição”, afirmou William, assessor da Pastoral Universitária da UFSC, fazendo uma revelação que assombrou a própria família do reitor, levado ao suicídio por um espantoso processo de linchamento moral. Até então, sabia-se apenas que Cancellier estava privado do apoio de amigos, principalmente de pessoas de sua convivência na gestão da universidade.

As cerca de 200 pessoas aplaudiram de pé quando o irmão do reitor, Júlio Cancelier, se disse chocado e surpreendido com a recusa ao direito de ajuda espiritual e solicitou à reitora em exercício, Alacoque Lorenzini Erdmann, que apure a verdade e instaure processo para averiguar as calúnias apresentadas contra o reitor no processo calunioso patrocinado pela Polícia Federal, Corregedoria da UFSC e grande parte da mídia comercial. William Vianna, que além de padre é professor e chefe do Departamento de Ciências da Informação da UFSC, disse com clara consternação que há muitos anos a Pastoral Carcerária já vem avisando sobre os abusos nas revistas vexatórias a mães, filhas e familiares em geral dos presos. Com visível consternação, leu o artigo V da Constituição, inciso VII: “É assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”.

Na terça-feira, às 14 horas, haverá Reunião do Conselho Universitário para decidir a continuidade da gestão. Como o professor faleceu antes de completar metade do mandato, é possível que sejam convocadas novas eleições, embora haja polêmica na interpretação do estatuto. A cerimônia foi organizada pelo Grupo de Oração Universitária e Pastoral da Juventude e teve a participação do Grupo Shalon, e Emaús como símbolo da pluralidade e interculturalidade religiosa que deve reinar na UFSC. Uma ampla frente de forças progressistas chamada “Floripa contra a exceção” está se mobilizando para fazer do suicídio do reitor um caso exemplar contra o estado terrorista e fascista que pratica o desrespeito total aos direitos de defesa e usa campanhas de difamação para atacar as instituições públicas. “Queremos a volta da democracia e do estado democrático de direito”, afirmou o professor e diretor do Centro de Ciências Jurídicas, Ubaldo Baltazar.

 

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2 Comentários

  1. é realmente lastimável o que aconteceu ao Reitor Luiz Carlos Cancellier... inaceitável...
    grande movimentação dos movimentos das Pastorais, dos Universitários e Reitores... louvável...
    mas e os milhares de pessoas que se encontram encarceradas... muitas vezes inocentes ou por não terem como pagar quem os defendam??
    a Pastoral Carcerária fez o que, até hoje???
    segundo William Vianna, que além de padre é professor e chefe do Departamento de Ciências da Informação da UFSC... a Pastoral Carcerária "vem avisando sobre os abusos nas revistas vexatórias a mães, filhas e familiares em geral dos presos."
    é aquela velha história... quando é com o vizinho.. com o pai do amigo do filho.. com o motorista do ônibus... dá para contornar... não é?
    mas quando é com um dos nossos a coisa fica feia....

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