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O racismo no Brasil é espantoso com a colaboração do identitarismo

Quando olhamos para a Fundação Zumbi dos Palmares e recebemos de lá textos cruéis de um negro racista, inimigo de seu próprio povo, membro da milícia fascista de apoio a Jair Bolsonaro,  nos damos conta de que ele ocupa um cargo exatamente na instituição simbólica da luta, da resistência dos escravos contra o sistema colonial escravocrata e de que o racismo existe virulentamente graças à ideologia covarde dos que se submetem à opressão da classe dominante.

A ira violenta com atitudes racistas se incorpora principalmente nas polícias e se espraia por todas as instituições do país, como veremos abaixo.

Um dos grandes erros dos vários movimentos negros, cujas linhas ideológicas se digladiam entre si, dando uma baita folga aos opressores empenhados na eliminação negra do país, é acreditar na ideia de que o problema maior dos negros e das negras é o racismo em si, sem pesarem a luta de classes como a mais importante na hierarquia da reistência, que deveria contar com a adesão e unidade de todos, inclusive do combate ao racismo. A casta burguesa dona dos meios de produção e ladra da força do trabalho de tod@s @s trabalhadores/as é a inimiga principal, é a grande mãe desvirtuada do racismo, como o é do machismo, pobreza, da fome e da miséria.

Numa pesquisa de opinião modelo rede de pescar, jogada ao lago para capturar pensamentos,  recolhe o racismo como fator de agressão, discriminação e mortes no Brasil.

Em pesquisa pelo Poder Data, realizada de 8 a 10 de novembro de 2021, demostrou que 79% dos brasileiros dizem que existe racismo no Brasil. Só 39%, contudo, admitem ser preconceituosos contra pessoas negras, enquanto 53% negam que sejam racistas.

A sondagem do Poder Data indica que “o percentual dos que dizem que há preconceito contra negros no Brasil é mais alto entre mulheres (83%) do que entre homens (64%)”.

Interessante a comprovação de que o racismo tem vínculo ideológico e se alimenta da ideologia fascista e neoliberal. Tanto que  71% dos que avaliam a sua excrescência miliciana Jair Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”, o preconceito contra negros no Brasil é afirmado, enquanto 16% discordam. Outros 13% não sabem. “Entre os que avaliam Bolsonaro como “ruim” ou “péssimo”, 89% veem racismo no Brasil, 9% não enxergam e 2% não sabem”, diz a pesquisa.

Outras pesquisas e notícias já indicaram o quanto as polícias são racistas, violentas e assassinas ao se depararem com negros e com negras em festas, nas ruas e, principalmente, quando se trata de pretos e pretas pobres.

As forças policias brasileiras, desde os seus altos comandos a partir das secretarias estaduais de segurança, passando por amplos setores do judiciário e dos profissionais liberais, inclusive por instituições da saúde, o racismo como forma ideológica de dominação burguesa não respeita sexo nem a formação acadêmica das pessoas.

Uma das provas da barbárie que enfrentamos no racismo como herança do regime econômica da escravidão e adotado com requinte de crueldade pelo capitalismo e reforçado pelo fascismo se vê na notícia veiculada pelo Site Brasil 247.

“Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (18), a pós-doutora em biomedicinaLuciana Ramalho denuncia que foi presa e agredida violentamente por três policiais em Monte Alegre de Minas (MG), por discordar e filmar uma ação da polícia contra o cunhado preso na frente de casa, nesta terça-feira (16).  Ambos são negros. Ramalho contou no vídeo que mesmo desarmado e sem resistir à prisão, o cunhado foi agredido pelos policiais e gritava pedindo socorro. 

“Ele estava desarmado e eram três ou quatro policiais. Desculpa, eu não achei justo. Poderia ser eu no lugar dele, por isso eu gravei ele sendo levado até o camburão”, relatou ela ao 247.

A biomédica disse ter pensado que, com a gravação, os policiais ficariam intimidados e deixariam de agredir o homem.  “E foi isso que aconteceu. Eles pararam de bater nele para bater em mim”, descreveu.

Luciana destacou no vídeo que publicou em sua conta no Instagram, que mesmo tendo uma carreira acadêmica e intelectual de destaque, tendo feito mestrado, doutorado e muitos cursos de especialização, ela não conseguiu sair do radar do racismo estrutural e foi vítima de violência policial. “Poucas pessoas no Brasil têm a oportunidade de fazer a caminhada que eu fiz no meio acadêmico e intelectual. E do que que isso me valeu ontem (17)? NADA! O que valeu foi a cor da minha pele.”

“Não interessava de onde eu era, de onde eu vinha, o que eu estava fazendo ali e nem o porquê. A única coisa que interessava é que eu não era bem vinda”, lamenta. 

A biomédica relata que após ser detida e algemada ficou por horas dentro do camburão de uma viatura da polícia em condições insalubres. “Estava debaixo do sol sem nenhuma frestinha de ar”. 

Nos momentos em que passou presa e algemada dentro da viatura, Luciana teve medo de ser morta. E não é por acaso. De acordo dados do Anuário de Segurança Pública 2020 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os negros foram as maiores vítimas de policiais (78,9% das 6.416 pessoas mortas por policiais no ano passado). O número de mortos por agentes de segurança aumentou em 18 das 27 unidades da federação, revelando um espraiamento da violência policial em todas as regiões do país.

“Eu só pensava nos meus filhos. Achei que ia desmaiar. A intenção deles era me matar sufocada.  Mas eu pensei: hoje não. Buscava uma frestinha de ar, colocava o nariz e respirava”, reviveu.

Apesar de serem 56,3% da população brasileira, os negros são as maiores vítimas das mortes cometidas por policiais no país. Em sentido oposto, os brancos —que totalizam 42,7% da população — foram vítimas de 20,9% das mortes.

Emocionada, Ramalho lembrou no vídeo que o que deu forças para ela continuar lutando pela vida e acreditando que não seria morta no camburão da viatura foi a chegada de outras pessoas que ela conseguia ver e ouvir pela mesma fresta que usava para respirar.

No vídeo, a biomédica mostrou marcas da tortura nas costas, boca e braços, e diz que foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo e delito pelos mesmos policiais que a agrediram. “Eu achei muito estranho, apesar de nunca ter passado por isso”.

Ao ser examinada, Luciana Ramalho passou por mais uma violência quando a médica de plantão tentou relativizar a sua dor e prestou um atendimento desumano: “Ela nem encostou em mim. Só me olhou e perguntou onde estava doendo e eu disse: ‘o corpo inteiro está doendo’. Mas eu não queria me referir a uma dor física, é uma dor na alma. Mas sabe quando você percebe que ela ainda era parte de um sistema que não estava comprometido em me ajudar de forma alguma? De um lado estava o policial que tinha me agredido e do outro ela. Eu percebi que ali não tinha nada para me ajudar”.

Ela disse ao 247 que continuará lutando para que outras pessoas não passem o que ela passou. Ela contou ter recebido muitas ligações de pessoas de fora de Minas que desejam ajudar.   

Questionada se pretende registrar uma ocorrência na corregedoria da PM-MG, demonstrou medo de represália. “Tenho dois filhos e um deles é autista, tenho medo por eles”, lamentou.

“Não recebi ameaças diretas, mas sei que tem muita gente infeliz porque eu não fiquei presa. Eu fui criminalizada, acusada, e estou sendo processada por agressão policial”, denunciou.

Luciana Ramalho foi solta após pagar fiança. O cunhado segue preso. 

A Dra Luciana Ramalho merece toda a nossa solidariedade, mas também a nossa revolta e repúdio classistas.

O racismo é uma das grandes borrascas recolhidas da escravatura pela burguesia insana, estúpida e adoradora de touros dourados à frente de suas Bolsas de Valores, verdadeiras sacolas gigantescas cheias do dinheiro roubado dos trabalhadores e da dignidade de vida que todos merecemos, sem ameaças, racismos e explorações.

Abraços proféticos e revolucionários,

Dom Orvandil.

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